Europa

[Vídeo] O Zürich teve levou um leão inflável para o clássico contra o Grasshopper

Algumas torcidas no mundo têm menos reputação do que merecem. As do Campeonato Suíço, por exemplo. Embora o país mantenha sua fama ordeira e pacífica, os incidentes com os ultras locais não são incomuns. O fervor nas arquibancadas não deve em nada às divisões de acesso da Alemanha, eos clássicos costumam mobilizar multidões, como aconteceu neste final de semana. Zürich e Grasshopper disputaram o dérbi de uma das principais cidades do país. Rolaram alguns momentos de tensão e muita festa nas arquibancadas.

Mandante no jogo, o Grasshopper contou com várias faixas de protestos nas arquibancadas. Os torcedores reclamavam sobre um pub tradicional que foi atacado por vândalos rivais. Já os fanáticos pelo Zürich, mesmo restritos a um setor pequeno, surpreenderam. Eles tiraram um leão inflável do meio das arquibancadas, dando sequência a uma criativa coreografia.

Em campo, porém, o que se viu foi uma surra do Grasshopper. Vice-líder do campeonato, a equipe enfiou 5 a 0 nos rivais, que ocupam a lanterna. Nome mais famoso do elenco, Kim Källström marcou o último gol, enquanto o brasileiro Caio (ex-Inter, Palmeiras e Bahia) também deixou o seu. O massacre aumentou a pressão sobre Sami Hyypia, que assumiu o comando do Zürich em agosto.

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No vídeo, a cena com o leão começa a partir dos 30 segundos:

PS: Outra experiência com “animais infláveis” em estádios aconteceu em 2012, durante um River Plate x Boca Juniors. Em turnê pela América do Sul na época, o músico Roger Waters usava um porco inflável durante a execução das músicas do álbum Animals, do Pink Floyd. Os millonarios se aproveitaram a ideia e confeccionaram o seu próprio porco, pintando o uniforme do Boca, em referência aos apelidos pejorativos dos xeneizes.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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