Europa

St Johnstone acaba com sonho do Livingston e conquista a Copa da Liga da Escócia

O que significa ser campeão no país que Celtic e Rangers dominam completamente? O St Johnstone conquistou neste domingo a Copa da Liga da Escócia com uma vitória sofrida, por 1 a 0, sobre o Livingstone, que vivia um sonho ao chegar à decisão – já tinha conquistado a taça em 2003/04, a única da sua história. Foi a primeira conquista desta competição pelo clube, que tem 137 anos de vida.

Antes, o clube tinha chegado a duas finais do torneio, mas perdeu justamente para os gigantes. Em 1969/70, perdeu do Celtic de Jock Stein por 1 a 0. Em 1998/99, perdeu do Rangers por 2 a 1. Esta, porém, não é a primeira conquista do clube. Em 2013/14, conquistou a Copa da Escócia, em uma vitória sobre o Dundee United. Curiosamente, naquela campanha o St Johnstone também venceu o Livingston, mas na quarta fase.

Os patrocinadores não gostaram muito de uma final sem Rangers ou Celtic, os times muito maiores do que os outros no país. Executivos das emissoras de TV também certamente não comemoraram. É, porém, uma chance única de clubes que raramente têm a oportunidade de conquistar um troféu de aumentar a sua galeria. O St Johnstone quebrou a sequência de quatro títulos seguidos do Celtic no torneio.

A história do Livingston chamou muito a atenção por causa de David Martinsdale. Depois de cumprir prisão por tráfico de drogas, ele começou a trabalhar em um clube e acabou em uma trajetória incrível até virar técnico, com uma campanha histórica pelo Livingston. Quem fica com a taça, porém, é Callum Davidson, que tem 44 anos e vive sua primeira experiência como treinador. Ex-jogador do clube, fez carreira na Inglaterra, onde atuou por Blackburn, Leicester e Preston North End, antes de retornar ao St Johnstone para pendurar as chuteiras em 2014.

O gol saiu em uma bola parada, aos 31 minutos do primeiro tempo. Craig Conway cobrou escanteio e Shaun Rooney subiu de cabeça para desviar, no cantinho. Um gol único em um jogo muito duro, como é quase sempre. O goleiro Robby McCrori certamente poderia ter feito melhor para impedir a cabeçada de entrar.

Shaun Rooney, do St Johnstone (Ian MacNicol/Getty Images/OneFootball)

No total, o jogo teve só três chutes no gol do Livingston (um certo) e cinco do St Johnston (três certos). O Livingston tentou, até o fim, um gol de empate que o manteria no jogo. Não foi possível. Embora a trajetória do time seja linda na temporada, é uma chance únicas que certamente ainda vai doer por mais algum tempo.

“Eu não acho que houve uma grande diferença entre os dois clubes”, afirmou à BBC Sportsound o técnico do Livingston, David Martindale. “Eu acho que Rooney é um dos pontos mais fortes do St Johnstone, nós estávamos um pouco fracos naquela área, mas se você voltar atrás e olhar o jogo, não importa quem estava jogando na lateral esquerda [para marcar Rooney, que é ala pela direita], nós perdemos o jogo de uma bola parada”.

“Não acho que nossos jogadores sentiram o jogo. Eu prefiro dar o crédito ao St Johnstone por como eles nos pressionaram e controlaram o jogo. Eu apenas disse aos rapazes para engarrafar esse sentimento que eles estão neste momento, mas eu estou orgulhoso deles. Você não consegue tudo na vida sempre. Isso não pode definir a nossa temporada. Eu irei seguir em frente e tentar ficar entre os seis primeiros o mais rápido que pudermos. Esse tem que ser o objetivo agora”, continuou o técnico. No momento, o Livingston é o quinto colocado e realmente não há tempo para lamentar, porque em três dias a equipe enfrenta o líder, Rangers.

Para o St. Johnstone, é momento de festa por uma taça inédita na sua coleção e que certamente fará este time ser lembrado por muitos anos pelos torcedores. “Foi um jogo muito difícil, não foi o mais bonito de assistir, mas eu acho que nós resistimos à tempestade e jogamos bem, especialmente no segundo tempo”, disse o técnico Callum Davidson à BBC Sportsound.

“É sempre preocupante quando você domina um jogo e não consegue marcar outro gol. Mas esse espírito de luta que nós mostramos foi magnífico. É uma linha de três defensores jovens, Shaun Rooney é jovem também. Liam Craig foi brilhante nesta final. Eu posso confiar em todos os jogadores no elenco. Tommy Wright, meu antecessor, trabalhou realmente duro fora de campo também. Todo mundo faz isso aqui. Só estou chateado por não podermos compartilhar isso com os torcedores em Perth, mas ainda temos que aproveitar o momento o máximo que pudermos. Estou feliz da vida”, continuou Davidson.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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