Europa

Os números que provam a idolatria por Alex

A idolatria de Alex no Fenerbahçe é evidente. Capitão e camisa 10 dos Sari Kanaryalar, o brasileiro chegou ao clube em 2004 e acumula números impressionantes desde então. Suas atuações ajudaram o clube a conquistar três Campeonatos Turcos e duas Copas da Turquia, além de registrar a melhor campanha da equipe na história da Liga dos Campeões, caindo nas quartas de final em 2007/08. Neste sábado, entretanto, foi a vez do clube retribuir o meia, levantando uma estátua do jogador em frente ao estádio Sükrü Saraçoglu.

“Foi difícil segurar a emoção. Chorei muito. Eu sou totalmente diferente daquilo que eles veem no futebol. É como juntar água e azeite. Ainda não tenho a percepção exata de tudo isso”, declarou o meia, durante a cerimônia de inauguração da estátua, realizada neste sábado.

Os números de Alex com a camisa auriazul justificam tamanha honraria. São 184 gols e 161 assistências em 374 jogos pelo clube. Em média, o camisa 10 participou diretamente de 0,92 tentos por partida com o clube. Com o brasileiro em campo, o Fenerbahçe ganhou 60,7% das partidas que disputou.

Além disso, as estatísticas também ajudam a traduzir a representatividade de Alex para equipe. Em oito temporadas, o jogador foi o artilheiro do time no Campeonato Turco seis vezes e da própria competição em duas delas. Nada menos que 23,4% dos gols do clube na liga durante o período foram anotados pelo meio-campista.

Aos 35 anos, Alex tem apenas mais nove meses de contrato com o Fenerbahçe e a perspectiva é de que ele deixe Istambul após o período. De certa forma, a estátua antecipa o fim do ciclo, lembrando os torcedores que eles ainda contam com uma lenda viva em campo.

Alex foi contratado pelo Fenerbahçe em 2004

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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