Copa do MundoEliminatórias da CopaEuropa

O Hampden Park cantou alegre com a reação da Escócia

O grupo F das Eliminatórias da Copa de 2018 já teve seu vencedor definido: com uma atuação correta – e um gol mostrando a ótima fase que vive Harry Kane -, a Inglaterra despachou a Eslovênia e se garantiu em mais uma Copa do Mundo. Sendo assim, o drama foi para o Hampden Park, em Glasgow. E lá, a Escócia viu renascer seu sonho de voltar a um Mundial, após 20 anos. Na penúltima rodada – poucos momentos podem ser mais decisivos -, em jogo direto valendo o segundo lugar e a vaga na repescagem, os escoceses fizeram 1 a 0 na Eslováquia, passando à frente do adversário e se tornando os vice-líderes do grupo, com 17 pontos. O aumento da esperança fez o Tartan Army – a alegre torcida – cantar em todo o fim do jogo.

A bem da verdade, é até possível falar que a Escócia demorou para fazer o gol. Desde o primeiro tempo, rondou mais o gol defendido por Martin Dubrávka – com chances como o cabeceio de Matt Philips espalmado pelo goleiro eslovaco, aos 18 minutos da etapa inicial. De quebra, a expulsão absolutamente precoce de Róbert Mak (já com amarelo, o meio-campista simulou pênalti aos 22 minutos e levou a segunda advertência, com o cartão vermelho em seguida) facilitou a tarefa escocesa. Pelo menos, em tese.

Porque o tempo passou, e Dubrávka continuou detendo as chances da seleção da casa. Na etapa inicial, ainda, quando Leigh Griffiths chutou colocado aos 35 minutos. E já no segundo tempo, aos 16 minutos, em nova tentativa de Griffiths. E mesmo quando o arqueiro eslovaco nada podia fazer, a trave impedia. Foi o caso do arremate de Chris Martin, aos 23 minutos, e de um cabeceio de Griffiths, aos 28.

Mas quando já se previa uma decepção que ajudaria a Eslováquia a manter sua segunda posição, veio a “ajuda”. No caso, entre aspas mesmo: aos 43 minutos, Ikechi Anya cruzou da direita, e antes que a bola alcançasse o Martin escocês, outro Martin, o Skrtel, antecipou-se para o corte. Deu azar: o zagueiro mandou a bola para as redes de Dubrávka. Fez todo o Hampden Park explodir de alegria, e cantar até o final do jogo (e depois). Fez o técnico Gordon Strachan socar o ar ao final do jogo, sabendo que a Escócia entrou em posição privilegiada na tabela do grupo F, na mais apropriada das horas. Horas que passarão lentamente antes da rodada final, contra a Eslovênia, quando a Escócia verá se poderá continuar sonhando em voltar à Copa do Mundo via repescagem.

 

 

 

Mostrar mais

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo