Europa

Nos passos do pai: Kasper Schmeichel é eleito pela segunda vez o melhor jogador da Dinamarca

O sobrenome Schmeichel tem significado imenso para a história do futebol dinamarquês. Peter deu grande contribuição à maior glória do país, na Euro 1992, além de ter participado da boa campanha na Copa de 1998. Seu legado ainda abarca a maneira como elevou a bandeira alvirrubra por sua vitoriosa carreira no Manchester United, respeitado como um dos maiores goleiros de todos os tempos. E, hoje, também pai do melhor jogador dinamarquês da atualidade. Pelo segundo ano consecutivo, Kasper Schmeichel conquistou o prêmio entregue pela federação local ao futebolista de maior destaque.

VEJA TAMBÉM: Kasper Schmeichel honrou o pai e as lendas do gol do Leicester para eternizar seu próprio feito

O arqueiro encerrou a hegemonia de Christian Eriksen na premiação. O meia do Tottenham havia faturado a honraria nas três edições anteriores. Entretanto, o sucesso e a importância de Schmeichel para o Leicester passaram a receber mais consideração. Quando ainda vivia sua caminhada rumo ao surpreendente título da Premier League, foi aclamado em janeiro de 2016. Agora, não restavam mais dúvidas. Certamente, além da taça, pesou também a sua excelente fase recente, com destaque para as atuações na Liga dos Campeões, sem sofrer um gol sequer na fase de grupos e pegando dois pênaltis diante do Sevilla nas oitavas de final. Em 2007, quando ainda estava no Manchester City, o camisa 1 foi apontado como principal revelação dinamarquesa no mesmo evento realizado anualmente pela federação.

Kasper, aliás, conseguiu um feito que nenhum outro goleiro na história do país havia alcançado, nem mesmo seu pai. É o primeiro a ser eleito em dois anos seguidos. Leif Nielsen (1966) e Ole Kjaer (1978) foram premiados uma vez cada. Já Peter Schmeichel ganhou a disputa em três oportunidades: 1990, 1993, 1999. A concorrência, todavia, costumava ser bem mais pesada ao veterano. Apenas Brian Laudrup, com quatro troféus, supera o arqueiro – Michael, apesar de “mais craque” que o irmão mais novo, foi eleito o futebolista do ano apenas duas vezes, e nenhuma enquanto defendia o Barcelona.

Resta a Kasper fazer que sua excelente forma renda frutos também à seleção. Conquistando a titularidade nos últimos meses, o goleiro não conseguiu evitar a queda para a Suécia na repescagem da Eurocopa. Já nas Eliminatórias para a Copa de 2018, vê seu time lutar em uma chave parelha, ocupando a terceira posição do Grupo E, que também conta com Polônia, Montenegro, Romênia e Cazaquistão. O camisa 1 é um dos líderes de uma jovem geração, na qual despontam nomes como Kasper Dolberg, Pione Sisto e Andreas Christensen. Conseguir a vaga no Mundial seria outra forma de se aproximar dos feitos de seu pai. E enchê-lo ainda mais de orgulho.

Abaixo, o milagre de Schmeichel no final de semana, evitando o empate do West Ham nos acréscimos do segundo tempo:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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