Europa

Noruega, a mais nova emergente

A Escandinávia vive um momento de transformação quando o assunto é a geografia de seu futebol, e seu efeito já é percebido e discutido. Se pela tradição o futebol de Dinamarca e Suécia naturalmente se sobressaía na região, este panorama parece estar caminhando rapidamente para uma mudança. Atualmente pode- se dizer que é o futebol norueguês que anda dando as cartas por lá.

Na Suécia, o fato de 30 jogadores defenderem clubes do país vizinho nesta temporada já virou motivo de preocupação. Johan Arneng, meia que em quatro temporadas conquistou dois títulos da Liga e dois da Copa Nacional jogando pelo Djurgården decidiu trocar o clube de Estocolmo pelo norueguês Aalesund e afirmou, em entrevista à agência de notícias sueca TT, que os salários em seu país já não conseguem competir com os da Noruega e esse é o motivo para tantos jogadores de bom nível terem optado por disputar a Tippeligaen.

E a principal competição norueguesa não está despertando apenas interesse dos jogadores. Em 2008, quatro das 14 equipes que disputam a Liga contam em seus bancos de reservas com treinadores suecos. Anders Grönhagen no Fredrikstad, Kjell Jonevret no Molde, Sören Åkeby no Aalesund e Jan Jönsson no Stabæk. Em primeiro de junho, esta lista aumentará quando Erik Hamrén, assumir o Rosenborg.

Na Dinamarca, a discussão também já virou motivo para a reflexão principalmente dos dirigentes dos grandes clubes. Flemming Østergaard, presidente do FCK declarou na semana passada que em pouco tempo o dinheiro do futebol norueguês poderá “roubar” até mesmo as estrelas da SAS-Ligaen. “Pode se dizer que os clubes dinamarqueses ainda são melhores, já que venceram as três edições da Royal League (torneio que reúne as melhores equipes dos três países), mas isso pode mudar em pouco tempo”.

E qual seria o motivo para a imigração em massa para o “norte”? Após viverem anos de altos e baixos e de crises financeiras, grande parte dos clubes se reestruturaram e hoje se tornaram um negócio interessante para investidores. Ações dos clubes são investimentos rentáveis no país. Além disso, o fato da Tippeligaen estar cada vez mais organizada e competitiva, atrai um número crescente de contratos publicitários. Prova de que organização caminha junto com lucro, visibilidade e sucesso.

Patriota

Para justificar mais uma vez a ausência de Jari Litmanen, desta vez na partida contra o Derby, o técnico do Fulham Roy Rodgson criticou abertamente as “estranhas lesões” que ainda não permitiram que o jogador, ex Ajax, Barcelona e Liverpool, defendessem os Cottargers.

“Parece que ele só acorda quando a seleção finlandesa vai jogar. Nós temos 25 jogadores no elenco que treinam todos os dias e Jari esteve presente em menos de 10% destes treinos, ele não merece jogar”, declarou o treinador que ainda fez questão de destacar o alto salário recebido pelo atacante.

Litmanen chegou ao Fullham sem custos, mas recebe cerca de £15.000 ( R$ 51 mil) por semana, mesmo sem entrar em campo.No último amistoso realizado, a Finlândia foi derrotada pela Bulgária por 2 a 1 e o jogador de 37 anos marcou seu gol 30. Parece que Jari terá que fazer bem mais que gols esporádicos pela seleção para conquistar seu espaço.

Justiça feita

Já há alguns anos, o ex- diretor de futebol Morgan Andersen é investigado por falsificar documentos do meio campista John Obi Mikel, na transferência do jogador, que na época defendia as categorias de base do Lyn para o Chelsea.

Morgan forjou um falso contrato de profissional com o jogador, que na época tinha apenas 17 anos, para que o clube norueguês ganhasse cerca de 50 milhões de coroas (cerca de 17 milhões de reais) na transação de Obi para a Premier League.

No dia primeiro de abril, o dirigente, que estava no comando do futebol do Fredrikstad, foi condenado a uma pena de dois anos de “observação” e agora, a polícia de Oslo pretende investigar o papel do Lyn no caso.

Contra o Brasil

Apesar da derrota, Fredrik Ljunberg, capitão da seleção sueca, analisou de forma positiva o amistoso contra o Brasil. Para o jogador o time criou boas chances e o gol brasileiro aconteceu um pouco por sorte.

“Jogamos bom futebol. Contra um time como Brasil um time não consegue criar muito já que eles dominam a posse de bola. Mas tivemos boas oportunidades principalmente no primeiro tempo. Se tivéssemos sido mais frios talvez conseguíssemos o gol”, analisou.

Já o técnico Lars Lagerback ressaltou a melhora do setor defensivo em sua equipe e a boa atuação dos “novatos” Fredrik Stoor, Mikael Dorsin e Sebastian Larsson.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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