Mesmo com time misto, Real Madrid teve fome e, em um épico, ergueu mais uma taça europeia

A escalação de Zinedine Zidane não chamava tanta atenção. O Real Madrid prescindiu da maioria de seus destaques individuais, principalmente dos que alongaram a temporada anterior na Eurocopa. Mas não foi isso que diminuiu a força merengue na luta por uma taça continental. Os merengues demonstraram uma vontade imensa, mesmo com um time misto, para conquistar a Supercopa Europeia. Após permitir a virada do Sevilla, o atual vencedor da Champions League protagonizou um épico: buscou o empate nos acréscimos finais e sacramentou a vitória por 3 a 2 no final do segundo tempo da prorrogação. Dani Carvajal e (mais uma vez) Sergio Ramos foram os heróis da noite em Trondheim, na Noruega.
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O Real Madrid começou com uma equipe recheada de reservas, sobretudo no setor ofensivo, no qual chamava mais atenção a reestreia de Álvaro Morata. O Sevilla, por sua vez, iniciava a reformulação encabeçada por Jorge Sampaoli, após a perda de algumas peças fundamentais. E quem começou brilhando foi justamente um dos garotos merengues. Marco Asensio ganhou uma chance na posição de Cristiano Ronaldo e emulou o craque, com um chutaço no ângulo de Sergio Rico para abrir o placar aos 21 minutos.
Com mais posse de bola, o Sevilla cresceu na sequência do jogo. Chegou ao empate pouco antes do intervalo, graças a um de seus melhores reforços. Aparecendo bem pelo lado esquerdo, Franco Vázquez acertou chute cruzado da entrada da área. Já a virada dos andaluzes saiu na etapa complementar. Vitolo sofreu pênalti e Konoplyanka, que saiu do banco, cobrou sem chances para Kiko Casilla. O Real Madrid já lançava em campo alguns jogadores mais renomados. Modric, Benzema e James Rodríguez entraram no decorrer da noite. O empate, todavia, veio mais uma vez graças à estrela de Sergio Ramos, já como um centroavante nos minutos finais. Livre de marcação, o capitão desviou de cabeça aos 48.
O gol serviu como um balde de água fria ao Sevilla. O Real Madrid se impôs durante a prorrogação, ainda mais depois da expulsão de Kolodziejczak, que recebeu o segundo amarelo. Pressionando, os madridistas tornavam o gol questão de tempo. E ele até demorou a sair. Veio aos 14 do segundo tempo extra, quando Dani Carvajal encontrou uma avenida na defesa adversária e deu o golpe fatal. Assegurou mais um título ao Santiago Bernabéu.
Ao fim, dá para tirar pouco da Supercopa Europeia. O Real Madrid segue com um elenco qualificado, mas sem um teste de verdade ao seu potencial. Enquanto isso, o Sevilla dá os primeiros passos em uma era. O que fica é mesmo a glória merengue. O terceiro título do clube na competição e sua 15ª taça continental.
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