Luis Enrique aposta em astro que um dia ‘renegou’ para vencer a Bola de Ouro
Treinador do PSG surpreende ao apontar meio-campista como seu candidato ao prêmio, que foi titular na campanha do título mundial da Espanha e conquistou a Champions League pelo clube francês
A corrida pela Bola de Ouro ganhou um “candidato” inesperado. Luis Enrique não hesitou quando foi questionado sobre quem deveria receber o principal prêmio individual do futebol mundial: para o técnico do Paris Saint-Germain, o escolhido deveria ser um espanhol que acaba de completar uma temporada histórica: Fabián Ruiz.
Durante o treinamento do PSG, Luis Enrique brincou ao citar o jogador após o tradicional corredor formado pelos companheiros para recepcionar os atletas que retornavam das férias depois da conquista da Copa do Mundo 2026.
“A Bola de Ouro. Fabián ganhou a Copa do Mundo, a Eurocopa há dois anos, a Champions League duas vezes seguidas, a Liga das Nações…”, afirmou o treinador.
Luis Enrique quer Bola de Ouro para coroar temporada histórica de Ruiz
A declaração chama atenção porque o espanhol não costuma aparecer entre os nomes mais associados ao prêmio. Nos últimos meses, jogadores como Ousmane Dembélé, Kylian Mbappé, Lamine Yamal, Harry Kane, Erling Haaland e Michael Olise estiveram mais frequentemente no centro das discussões.
Mas o currículo do meia em 2025/26 oferece argumentos importantes. Fabián Ruiz encerrou a temporada com uma combinação que poucos jogadores do futebol mundial conseguiram alcançar: Champions League pelo PSG e Copa do Mundo pela Espanha.
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O meio-campista foi titular da seleção espanhola na final contra a Argentina, disputada no MetLife Stadium. Ruiz atuou por 62 minutos na vitória por 1 a 0, antes de ser substituído por Pedri. A campanha mundial também reforçou sua importância dentro da equipe de Luis de la Fuente.
Ele chegou à decisão com 50 partidas pela seleção e manteve uma marca impressionante: a Espanha nunca havia perdido uma partida dentro dos 90 minutos regulamentares quando esteve em campo.
O meio-campista também marcou na campanha espanhola, balançando as redes na vitória por 2 a 1 sobre a Bélgica nas quartas de final. Em análise no portal da Fifa, a entidade chegou a destacar que a evolução da Espanha em relação à Eurocopa de 2024 passou principalmente pelo maior controle exercido no meio-campo, com Rodri como referência e Ruiz entre as peças responsáveis por sustentar esse domínio.
Na final, ele começou ao lado de Rodri, com Dani Olmo mais adiantado. A formação reforça o papel que assumiu na seleção: um meio-campista capaz de oferecer qualidade na circulação da bola, ocupar espaços entre linhas e contribuir para o controle territorial. Não foi, portanto, apenas uma questão de acumular títulos.
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Fabián Ruiz foi de esquecido por Luis Enrique a astro no PSG
No Paris Saint–Germain, o meia também fez parte de um elenco que conquistou novamente a Champions League. O espanhol teve participação importante na campanha europeia. Ele disputou nove partidas na Champions League 2025/26, somando 650 minutos, com um gol e uma assistência. Na Ligue 1, foram 20 aparições, 13 como titular, além de um gol e quatro assistências.
Os números individuais, isoladamente, não são aqueles que normalmente colocam um jogador entre os favoritos à Bola de Ouro. O argumento a favor dele está mais relacionado ao impacto que ele exerce dentro de equipes extremamente competitivas. Na semifinal da Champions contra o Bayern de Munique, por exemplo, o espanhol participou da jogada que terminou no gol de Dembélé no empate por 1 a 1 na Alemanha, resultado que garantiu ao PSG a classificação para a final.
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O clube francês acabou conquistando a competição pelo segundo ano consecutivo, superando o Arsenal nos pênaltis após empate por 1 a 1 na decisão. É justamente esse tipo de contribuição que ajuda a explicar a defesa feita por Luis Enrique. Fabián Ruiz não é necessariamente o jogador mais midiático do PSG, mas tornou-se uma peça importante em um time construído sobre a ideia de circulação de bola, ocupação racional dos espaços e controle dos jogos.
A história ganha uma camada curiosa porque Luis Enrique o conhece melhor do que quase ninguém. Quando comandava a seleção espanhola, o treinador decidiu não levar o meio-campista para a Copa do Mundo de 2022.
Anos depois, ele se transformou em uma peça importante de seu PSG e em um dos pilares da seleção espanhola campeã da Eurocopa e, agora, do mundo. O próprio perfil oficial da Bola de Ouro destacou essa trajetória de evolução do jogador.
Em Paris, Luis Enrique encontrou um jogador diferente daquele que havia deixado fora da Copa no Catar. Ruiz passou a exercer funções importantes no meio-campo e ganhou espaço em um dos melhores times do futebol europeu.
A temporada 2025/26 elevou ainda mais seu status. Ele foi campeão da Champions League e da Copa do Mundo, já havia sido campeão europeu com a Espanha em 2024 e também participou da conquista da Liga das Nações. É essa coleção de troféus que Luis Enrique usou como principal argumento para defender sua candidatura.
A Bola de Ouro avalia o desempenho individual, além do sucesso coletivo, e a concorrência reúne jogadores que tiveram protagonismo ofensivo muito maior durante a temporada. O espanhol chega à disputa com um argumento diferente: ser uma peça fundamental em duas equipes que conquistaram os maiores títulos possíveis no futebol de clubes e seleções.