Liga Europa

Solskjaer credita Cavani por vaga na final da Liga Europa: “Mostrou de novo por que queremos mantê-lo aqui”

Classificado à sua primeira decisão como técnico do Manchester United, norueguês destacou influência do uruguaio para passar pela Roma na semifinal

Ole Gunnar Solskjaer enfim alcançou a sua primeira decisão como técnico do Manchester United desde que assumiu o comando do clube no final de 2018. Superado o trauma das semifinais, estágio que havia alcançado e em que havia sido derrotado quatro vezes, o treinador tem um nome em especial a agradecer: Edinson Cavani. O uruguaio brilhou no confronto duplo contra a Roma e, para o técnico, foi o grande diferencial aos Red Devils.

Somando os jogos de ida e volta contra os italianos, Cavani participou diretamente de sete dos oito gols marcados pelo Manchester United no agregado. Foram quatro gols, dois em cada duelo, e três assistências, todas na primeira partida. Diante desses números, Solskjaer só poderia creditar a classificação ao atacante, reforçando seu desejo de estender o vínculo com o veterano.

“A razão pela qual estamos aqui (na final) é porque temos um centroavante que marcou quatro gols durante o confronto. O Edinson mostrou mais uma vez por que queremos mantê-lo em Old Trafford”, afirmou Solskjaer.

“O futebol tem sua própria linguagem. O Edinson provou hoje, em jogos anteriores e ao longo de sua carreira o que um centroavante deve fazer tanto com a bola quanto sem ela, na preparação para os jogos e na recuperação deles. É um professional de primeira, e todos no meu time podem aprender com ele”, completou, em elogio a Cavani, mas também alerta a outros de seus comandados.

Como bem definiu o próprio Solskjaer, a partida de volta foi bastante incomum, repleta de chances, e a atuação ruim dos Red Devils sobretudo no segundo tempo abriu caminho para inúmeras oportunidades à Roma – que, pelo número de finalizações, poderia até ter sido capaz de protagonizar uma virada impensável. No entanto, na outra extremidade do campo, outro nome brilhou: David De Gea.

O goleiro espanhol, que recentemente perdeu o posto de número um para Dean Henderson, mostrou o melhor de seu nível, apesar dos três gols sofridos. Fez inúmeras defesas que impediram a classificação da Roma e ganhou pontos com Solskjaer, que basicamente garantiu sua presença na decisão em Gdansk, na Polônia.

“Perdemos a bola frequentemente em posições difíceis, mas, por sorte, temos um dos melhores goleiros do mundo. O David (De Gea) foi essencial e o melhor do jogo para mim. Foi quem se destacou. Ainda estamos a três semanas da final e temos muitos jogos pela frente. O David fez uma ótima candidatura com sua atuação, a prova está sempre no campo. Você precisa jogar bem, e você mantém seu lugar no time quando joga bem.”

A derrota por 3 a 2 incomodou bastante Solskjaer, sobretudo pela forma como aconteceu, com sua equipe dando muito espaço aos Giallorossi. O treinador avalia que o placar poderia ter terminado a favor da Roma no agregado, o que seria um cenário de pesadelo depois da vitória por 6 a 2 na ida.

“Jogamos um tempo muito bom em Old Trafford (segundo tempo da ida), que nos fez avançar. Nunca gosto de perder uma partida, especialmente da maneira como perdemos, mas este jogo sempre seria um daqueles jogos abertos, com chances para as duas equipes. Poderia ter sido 6 a 6 ou até 8 a 6 para eles. Foi um jogo estranho”, avaliou.

Agora, no entanto, o norueguês está em sua primeira decisão como técnico do Manchester United, e o foco já se transferiu para o duelo contra o Villarreal, que eliminou o Arsenal na outra semifinal. Solskjaer vê um confronto aberto, mas confia em sua preparação para a final.

“O segundo tempo foi decepcionante, muito ruim, mas estamos na final e ansiosos pelo dia 26 de maio. É um só jogo, qualquer coisa pode acontecer, mas iremos nos preparar bem.”

No comando do United, Solskjaer havia alcançado quatro semifinais sem conseguir ir a uma decisão. Foi eliminado neste estágio em três competições em 2019/20: Copa da Liga Inglesa, Copa da Inglaterra e Liga Europa, contra City, Chelsea e Sevilla, respectivamente. Na atual temporada, parou também na semifinal da Copa da Liga Inglesa contra o Manchester City. Em sua quinta tentativa, a barreira finalmente foi superada, e a expectativa é de que a decisão do fim deste mês abra caminho para um novo momento no clube.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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