Liga Europa

O Östersunds foi ao Emirates e teve uma noite europeia para nunca esquecer

O Östersunds foi fundado em outubro de 1996, alguns meses depois de um técnico francês chamado Arsène Wenger assumir o comando técnico do Arsenal. Nesta quinta-feira, o pequeno clube sueco, apoiado por 5 mil torcedores visitantes, aproximadamente 10% da população total da sua cidade, viajou a Londres e tomou conta do Emirates, dentro e fora do gramado. Cantaram, torceram e fizeram barulho, enquanto seus jogadores conquistavam a vitória por 2 a 1, que no fim não foi suficiente para avançar na Liga Europa, mas faz parte de uma noite para nunca esquecer.

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Não importa que o Arsenal tenha entrado em campo com poucos titulares – Bellerín, Wilshere e Mkhitaryan -, poupando seus craques para a final da Copa da Liga Inglesa, no próximo domingo, contra o Manchester City. O pequeno time sueco, campeão da copa nacional da temporada passada, seu primeiro título importante, teve a experiência completa de uma noite europeia: jogo fora de casa, grande adversário e a esperança de uma classificação heroica.

Porque o Östersunds assustou e assustou bastante. Talvez inspirado pelo Jorge Wilstermann, abriu o placar aos 22 minutos, quando Kolasinac errou um corte e Aiesh entrou livre pela direita. Bateu cruzado e mandou para as redes, contando com um desvio em Chambers. No minuto seguinte, Sema recebeu o lançamento e ficou no mano a mano com Chambers. Grudou a bola no pé, deu um drible de futsal e ampliou para 2 a 0. Contra o time reserva do Arsenal, o Östersunds precisava de apenas um gol em 70 minutos para forçar uma prorrogação.

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Mas o Arsenal eventualmente conseguiu se estabilizar na partida. Talvez empurrado pelas vaias que recebeu no intervalo – e receberia novamente ao fim da partida. Melhorou no segundo tempo e conseguiu o gol do alívio com Kolasinac, logo aos 2 minutos da etapa final, jogando um balde de água fria nos suecos, que agora precisariam marcar outras duas vezes para eliminar os ingleses. E não conseguiram.

Uma frustração, claro. A chance de um milagre era real. Mas, ainda assim, o Östersunds , que subiu da quarta à primeira divisão da Suécia desde 2010, conseguiu ser o segundo time em 28 partidas, ao lado do Manchester United, a derrotar o Arsenal no Emirates. Uma sequência que vem desde março do ano passado. E Graham Potter é apenas o sexto técnico inglês a ganhar um jogo no estádio: Alan Curbishley, Phil Brown, Harry Redknapp, Michael Appleton, Garry Monk e ele.

Torcedor do Östersunds no Emirates (Foto: Getty Images)

“Estou muito, muito orgulhoso dos jogadores e dos torcedores. Jogar desta maneira mostra que tivemos muita coragem e jogamos um bom futebol contra um time de primeira linha. Quando vencíamos por 2 a 0, pensamos que tínhamos uma chance. Vencemos bem, ganhamos o jogo e quase conseguimos o milagre”, disse Potter à BT Sport.

Ao fim da partida, os jogadores foram às arquibancadas receber o merecido aplauso dos torcedores que os acompanharam nesta jornada e podem retornar à Suécia de cabeça erguida. Fizeram o que tinham e o que poderiam fazer.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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