Mourinho: “Crédito aos jogadores. Eles têm essa mentalidade, esse desejo, essa empatia com a torcida”
O técnico português elogiou a personalidade de Edoardo Bove, o autor do gol, e no geral de todos os seus jogadores na vitória sobre o Leverkusen
José Mourinho deu todos os créditos da vitória por 1 a 0 sobre o Bayer Leverkusen pelo jogo de ida das semifinais da Liga Europa para os seus jogadores, que competiram bastante em uma partida complicada no Estádio Olímpico, e, apesar dos desfalques, conseguiram levar uma vantagem para a Alemanha.
Como tem sido comum em sua passagem pelo clube da capital italiana, Mourinho destacou a relação especial que o seu time está construindo com as arquibancadas. Citou a trajetória do Centro de Treinamento de Trigoria até o estádio como uma grande fonte de motivação.
“Ver os torcedores e o que eles estavam fazendo por nós. Mesmo alguém como eu que tem muita experiência sente”, disse, à Sky Sports da Itália, depois da partida. “Todo crédito aos jogadores. Eles têm essa mentalidade, esse desejo, essa empatia com os torcedores, esse senso de responsabilidade de dar tudo para deixar os torcedores felizes”.
Contra um dos seus ex-comandados, Xabi Alonso, Mourinho travou um duelo bem apertado e decidido nos detalhes – principalmente no controle aos contra-ataques do Bayer Leverkusen. “Intelectualmente, foi uma partida difícil. É difícil enfrentar o Bayer Leverkusen, se manter concentrado por 90 minutos, jogar para vencer e ao mesmo tempo saber que perder a bola pode ser devastador no contra-ataque. Os rapazes foram tão bem para ganhar a primeira metade do confronto”, afirmou.
O gol da Roma foi marcado pelo garoto Edoardo Bove, de 20 anos, apenas em sua segunda temporada com o time principal. Está ganhando minutos pelo excesso de lesões e teve sua maturidade elogiada pelo chefe. “Os pais de Edo merecem o crédito, não eu. Ele é extremamente educado, inteligente, um profissional que age como se tivesse 30 anos. Na temporada passada, ele entrava nos cinco minutos finais. Neste ano, joga 30, mesmo começando alguns jogos. Ele melhorou seu controle emocional na partida. Esse é meu trabalho, ajudar os jogadores a crescer, mas também sei que, para ser uma pessoa tão boa, ele precisa ter uma família incrível por trás”, explicou.
Paulo Dybala e Georginio Wijnaldum treinaram durante a semana, mas não conseguiram ter condições de começar a semifinal. Entraram apenas no segundo tempo. Mourinho espera que possa utilizá-los por mais tempo na Alemanha. “É difícil para mim, é difícil para todos, o medo de se machucar e também a necessidade de usá-los como uma opção. Foi muito, muito difícil. Felizmente, eles jogaram alguns minutos, acho que sem grandes consequências. Vamos ver se podem jogar mais minutos na próxima quinta-feira”, encerrou.



