Liga das Nações

Espanha domina Croácia com dois protagonistas que sequer participaram de conquista mundial

Campeã da Copa do Mundo mantém invencibilidade ao amassar croatas em vitória por 4 a 1

A seleção espanhola joga por música. Nesta terça-feira (29), a campeã mundial bateu facilmente a Croácia por 4 a 1 pela segunda rodada da Liga das Nações, no Estádio Ramón Sánchez Pizjuán. Lamine Yamal foi o nome da vitória, participando de três gols, mas dois novos nomes que nem foram importantes na Copa do Mundo chamaram atenção.

O técnico Luis de la Fuente “ganhou” dois possíveis protagonistas para o novo ciclo: o lateral-direito Marc Pubill, presente no Mundial, mas com apenas um minuto disputado, e o meia Fermín López, fora do torneio por uma lesão, ambos de 23 anos.

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Pubill e Fermín López ilustram força da formação espanhola

A formação de jogadores na Espanha tem estado nos holofotes, e não é à toa. Uma prova é que atletas da qualidade dos jovens que brilharam sobre a Croácia nem ao menos participem de uma conquista mundial, assim como da Eurocopa 2024.

Fermín, como um camisa 10, teve uma atuação de gala flutuando nas costas da defesa e invadindo a área, função que exerce no Barcelona — e onde é titular no lugar do campeão do mundo Dani Olmo. O meia só não terminou com gol por detalhe. Em uma dinâmica parecida da que faz no Barça com Raphinha, o jovem aproveitava os espaços abertos pelo falso nove Mikel Oyarzabal.

Carimbou a trave, teve chute bloqueado, finalização defendida e muito mais, sempre recebendo na entrada da área e rapidamente girando para tentar a conclusão. Não chegou a tocar na bola no primeiro gol de Yamal, logo no minuto inaugural, mas o movimento de tentar o passe atraiu a marcação para deixar o colega ainda mais livre na ponta.

Já Pubill conseguiu sair com um gol. Com meia hora, aproveitou cruzamento do artilheiro do dia para completar na pequena área. O jovem lateral do Atlético de Madrid teve função interessante, por vezes junto dos zagueiros na saída de bola, e em outras avançando para atacar por dentro.

Dessa posição mais central, deu um corta-luz mágico que fez o passe de Pedri encontrar Yamal sozinho na direita da área, onde marcou após batida no canto do goleiro. Com a aposentadoria de Marcos Llorente pela seleção espanhola, é possível que o defensor ocupe essa função de reserva na lateral direita, pois o titular é Pedro Porro.

De la Fuente ganha cada vez mais opções. Na 40º jogo de invencibilidade, maior sequência invicta de uma seleção na história, o técnico vê que terá como desafio manter seu time motivado para vencer, pois, em material humano, tem totais condições.

Espanha sufoca Croácia no 1º tempo

Foi um show espanhol na etapa inicial. Desde o primeiro minuto, com gol de Yamal, foi um amasso quase que absoluto. Dominava a bola, acelerava nos momentos necessários, encontrava frenquentemente Fermín nas costas da defesa e os pontas no mano a mano e, quando perdia a bola, a intensidade era máxima para recuperar.

Com três no relógio, Dominik Livakovic salvou uma bomba de Alex Baena. Mesmo que o ritmo tenha caído e só retomado após os 20, veio uma sequência de chances: Cubarsí quase acertou uma bomba de fora da área, Marc Cucurella desperdiçou chance na cara do gol, Oyarzabal teve gol impedido e Fermín acertou a trave.

Basicamente, na única subida ao ataque, os croatas marcaram. Em jogada na ponta esquerda, o interminável Ivan Perisic levantou na área e o gigante Dion Beljo, de 1,95m, testou para as redes. Sorte dos espanhóis que, logo na sequência, a vantagem foi retomada.

Espanha celebra gol na Croácia
Espanha celebra gol na Croácia (Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire)

Substituições devolvem ritmo à seleção espanhola

O retorno do intervalo foi devagar, com os croatas tentando segurar um pouco mais a bola. Por isso, a Espanha também diminuiu o ritmo, mas o recuperou com a entrada dos reservas. Pedri, além da assistência, incomodou o goleiro em chute de fora da área.

Nos minutos finais, Rodri, outro que entrou no decorrer do jogo, acionou Pedri por dentro para grande trama de passes, que Mikel Merino deu para Nico Williams marcar o quarto.

O visitante em Sevilha tentou mais, mas nem ao menos acertou o alvo. O goleiro Unai Simón foi um espectador como qualquer um na arquibancada.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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