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Espanha contou com um centroavante iluminado para derrotar a Itália e chegar à final da Liga das Nações mais uma vez

Joselu saiu do banco de reservas e, em poucos minutos, marcou o gol da vitória por 2 a 1 na Holanda

Joselu está prestes a ganhar a chance da sua vida. Faz parte da lista de reforços do Real Madrid. E na estreia pela seleção espanhola, mostrou muito oportunismo com dois gols contra a Noruega em cerca de dez minutos em campo. Iluminado, saiu do banco de reservas e, com um toque, definiu a vitória por 2 a 1 sobre a Itália nesta quinta-feira que coloca a Espanha novamente na final da Liga das Nações da Uefa contra a Croácia, no próximo domingo em Roterdã.

Nenhum dos dois semifinalistas deixou a última Copa do Mundo em um bom momento. A Itália, lógico, nem se classificou para o Catar e segue entre a continuidade do trabalho de Roberto Mancini, atual campeão europeu, e uma busca de novos talentos para renovar a seleção. A Espanha foi eliminada por Marrocos nos pênaltis e encerrou o ciclo de Luis Enrique. Apenas dois jogos bastaram para que a escolha ousada de entregar as chaves para Luis de la Fuente fosse contestada.

E se a Liga das Nações ainda não é a competição de maior prestígio do mundo, o pouco experiente técnico que estava nas categorias de base terá a oportunidade de entregar à Espanha o seu primeiro título após 11 anos, desde a conquista da Eurocopa de 2012, a última da geração dourada, sob o comando de Vicente del Bosque. A Itália disputará o terceiro lugar com a Holanda, mais cedo no domingo.

A Itália entrou com três zagueiros e outro trio no meio-campo. Jorginho ficava mais recuado para ajudar na saída de bola, com Nicolò Barella à esquerda e Davide Frattesi à direita. Nicolò Zaniolo e Ciro Immobile formaram a dupla de ataque. A Espanha pela primeira vez teve a sua dupla de zagueiros com Robin Le Normand e Aymeric Laporte. Ambos nasceram na França e optaram por defender a campeã mundial de 2010. O veterano Jesús Navas foi titular na lateral direita, com Rodri e Mikel Merino começando o meio-campo. Rodrigo abriu por um lado, Yeremi Pino pelo outro, com Gavi pelo meio e Morata à frente.

Logo aos três minutos, Roberto Mancini desejou que pelo menos um dos três zagueiros não estivesse em campo. Leonardo Bonucci, que já deixou claro que disputará apenas mais uma temporada antes de se aposentar, recebeu de Donnarumma e foi bem pressionado por Gavi. Puxou à direita e ainda não se livrou da bola. Pareceu ter tentado um drible, mas foi desarmado por Yeremi Pino. O garoto do Villarreal bateu colocado da entrada da área e abriu o placar para a Espanha

Apesar do baque, a Itália não demorou para reagir. Jorginho lançou para Zaniolo chegar batendo de canhota dentro da área. Le Normand bloqueou com o braço bem aberto, e o árbitro Slavko Vincic marcou pênalti. Ciro Immobile cobrou cruzado e empatou. A Itália teve um bom momento na partida, em que conseguia manter um pouco da posse de bola e encontrar espaços com qualidade. Aos 21, Jorginho, do campo de defesa, deu outro passe longo maravilhoso, entre os zagueiros espanhóis. Frattesi saiu livre e tocou entre as pernas de Unai Simón. Estava, porém, impedido.

A Espanha deu uma acordada, aumentou a posse de bola e tentou pressionar. Gavi quase alcançou um cruzamento de Navas, e Morata testou Donnarumma com um chute firme de fora da área. Houve alguns escanteios em sequência, mas nada de muito perigoso. Ao contrário, a Itália parecia mais ameaçadora, agora buscando passes mais longos e o contra-ataque quando recuperava a bola. O passe de Barella para Zaniolo foi cortado na hora certa por Le Normand, e o de Immobile para Barella foi um pouco forte demais. Eram duas oportunidades de concluir boas subidas em transição.

A Espanha terminou o primeiro tempo tocando bola no campo de ataque, com a inversão de Pino, agora pela direita, e Rodrigo. Encaixou uma boa jogada, na genialidade de Gavi, que deu um passe esperto de canhota para Morata bater de primeira. Donnarumma agarrou. No outro lado, Rafael Tolói pegou uma sobra de fora da área e mandou relativamente perto do ângulo.

Mancini fez duas substituições no intervalo. Matteo Darmian na vaga de Bonucci, e Federico Dimarco na de Spinazzola. Como se tivesse previsto que a Espanha retornaria melhor. Mikel Merino recebeu na segunda trave, nas costas de Francesco Acerbi, e tocou de primeira, Donnarumma fez uma linda defesa, dando um tapa na bola. O rebote ficou com Morata. De costas, ele girou e tentou mandar no cantinho, mas bateu para fora. Poucos minutos depois, Donnarumma saiu mal para interceptar uma cobrança de falta. Rodri ficou com a sobra, dominou e tentou um giro acrobático. Por cima do travessão.

O técnico italiano fez mais duas trocas. Federico Chiesa entrou no lugar de Ciro Immobile e deixou a Itália sem um centroavante de ofício. Bryan Cristante substituiu Jorginho. Mais força do que armação no meio-campo, agora que a tônica da partida era a Espanha com ainda mais posse de bola. Em uma escapada rápida, Frattesi perdeu uma grande chance. Zaniolo disparou pela esquerda e cruzou rasteiro. O meia do Sassuolo se livrou da marcação e bateu de primeira. Unai Simón fez uma grande intervenção à queima-roupa, apesar de a finalização ter saído na sua direção.

O jogo entrou em um momento de impasse. A Espanha tocava a bola, a Itália defendia e aguardava. Os técnicos fizeram as últimas substituições. Uma delas, Fabián Ruíz, deu um passe perfeito para Jordi Alba, que evitou a saída na linha de fundo e cruzou rasteiro para Morata desviar na primeira trave. Quase. Joselu foi o último a entrar. Fez Morata descansar aos 39 minutos do segundo tempo e não demorou nada para mostrar o seu senso de oportunismo.

O gol começou em uma jogada bem trabalhada da Espanha. Jordi Alba recebeu em liberdade no limite esquerdo da grande área e cruzou rasteiro. Acerbi afastou. Rodri soltou a perna direita da entrada da área, e a bola desviou em dois italianos. Joselu apareceu livre, em aparente posição de impedimento, e tocou na saída de Donnarumma. Olhou para o auxiliar antes de comemorar e, sem ver nenhuma bandeira levantada, foi à loucura após ser protagonista do lance que colocou a Espanha em sua segunda final consecutiva de Liga das Nações.

Espanha

Espanha
4-2-3-1
23
Unai Simon
es
22
Jesus Navas
es
3
Robin Le Normand
es
14
Aymeric Laporte
es
18
Jordi Alba
es
16
Rodri
es
6
Mikel Merino
es
19
Rodrigo Moreno
es
9
Gavi
es
10
Yeremy Pino
es
7
Alvaro Morata
es
Substitutos
21
Dani Olmo
es
10
Marco Asensio
es
8
Fabian Ruiz
es
1
Kepa Arrizabalaga
es
20
Dani Carvajal
es
1
David Raya
es
18
Martin Zubimendi
es
11
Sergio Canales
es
4
Nacho
es
12
Mato Joselu
es
17
Juan Bernat
es
17
Ansu Fati
es

Italy

Italy
4-3-3
1
Gianluigi Donnarumma
it
13
Rafael Toloi
it
19
Leonardo Bonucci
it
15
Francesco Acerbi
it
2
Giovanni Di Lorenzo
it
17
Davide Frattesi
it
8
Jorginho
it
18
Nicolo Barella
it
4
Leonardo Spinazzola
it
20
Nicolo Zaniolo
it
17
Ciro Immobile
it
Substitutos
13
Matteo Darmian
it
11
Degnand Wilfried Gnonto
it
9
Mateo Retegui
it
10
Giacomo Raspadori
it
6
Marco Verratti
it
14
Federico Chiesa
it
10
Lorenzo Pellegrini
it
16
Bryan Cristante
it
3
Federico Dimarco
it
21
Guglielmo Vicario
it
21
Alex Meret
it
23
Alessandro Bastoni
it
Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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