Europa

LaLiga gasta R$ 4,5 bilhões em reforços, mas não diminui abismo para a Premier League

Liga espanhola mantém crescimento em gastos, mas não consegue se aproximar do 'patamar' da janela inglesa

LaLiga voltou a aquecer o mercado de transferências e registrou 708 milhões de euros (R$ 4,5 bilhões) em contratações nesta janela, um valor significativo que mostra o esforço dos clubes para reforçar seus elencos.

Apesar disso, a comparação com a Premier League segue desigual: os times ingleses gastaram 3,58 bilhões de euros (R$ 22,2 bilhões), mais de cinco vezes o montante espanhol, evidenciando a distância econômica entre os dois campeonatos.

Ingleses gastam mais, mas espanhóis crescem

Não é novidade que a Premier League joga em outro patamar quando se trata de contratações. Isso se dá principalmente por contratos de televisão mais lucrativos, patrocínios milionários e um controle financeiro mais flexível — o que faz os clubes ingleses conseguirem investir cifras que parecem inalcançáveis para os espanhóis.

Ainda assim, pelo terceiro ano consecutivo, a LaLiga registra crescimento nos valores de mercado, um sinal de recuperação após temporadas de retração.

Dean Huijsen antes de jogo do Real Madrid
Dean Huijsen antes de jogo do Real Madrid (Foto: Imago)

O último dia da janela foi um exemplo do movimento crescente. Foram 56 operações, sendo 22 contratações, que movimentaram quase 100 milhões de euros. Betis e Sevilla protagonizaram anúncios que empolgaram suas torcidas.

O retorno de Antony ao time verde e branco e a chegada de Amrabat deram novo ânimo ao elenco. Já o Sevilla apostou na experiência de Alexis Sánchez, além de reforços como Cardoso e Mendy, enquanto o Athletic Bilbao repatriou Laporte para encorpar sua defesa.

Se houve um clube que chamou atenção pelo volume de negócios, foi o Villarreal. Com vendas importantes que somaram mais de 100 milhões de euros, o Submarino Amarelo reinvestiu pesado e fez de Mikautadze sua contratação mais cara da história, desembolsando 30 milhões. Além dele, chegaram nomes como Renato Veiga, Moleiro, Mouriño e Buchanan, deixando o elenco renovado.

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Gigantes de LaLiga têm altos e baixos no investimento

Os verdadeiros protagonistas em cifras, no entanto, foram Real Madrid e Atlético de Madrid. O clube merengue gastou 179 milhões de euros para a era Xabi Alonso, trazendo promessas como Mastantuono, além de Huijsen e Carreras.

Já o Atlético investiu 176 milhões, destacando a chegada de Baena, por 42 milhões, e reforços que podem mudar o perfil da equipe de Simeone.

O Barcelona, por sua vez, teve uma atuação discreta. Limitado financeiramente, o clube conseguiu inscrever apenas três reforços: Joan García, contratado por 25 milhões, além de Rashford e Bardghji — este último ainda em situação indefinida por questões de registro. A dificuldade de inscrever atletas segue sendo um obstáculo recorrente para os culés, que dependem de malabarismos financeiros a cada janela.

Mais do que contratar, manter jogadores se tornou um trunfo para clubes de LaLiga. O meio-campista Fermín, alvo do Chelsea, optou por permanecer no Barcelona. O Valencia também segurou jovens como Javi Guerra, Tárrega e Diego López, resistindo ao assédio estrangeiro.

O contraste segue evidente: a Premier League continua gastando em escala muito superior, mas LaLiga mostra sinais de recuperação e busca competitividade dentro de seus limites entre contratações pontuais e a valorização de talentos formados em casa.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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