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Entenda o abismo financeiro entre disputar a LC e a LE

Há um abismo tremendo entre a Liga dos Campeões e a Liga Europa. A afirmação é óbvia quando se pensa na valorização do torneio, na atenção dada pelo público, no apelo comercial. No entanto, a diferença exorbitante fica ainda mais evidente quando se coloca sobre a mesa o dinheiro envolvido nas duas competições, em valores divulgados pela Uefa nesta semana.

O número bruto já deixa claro o desnível: a Liga dos Campeões tem uma receita comercial estimada em € 1,34 bilhões, enquanto o montante da Liga Europa é de ‘apenas’ € 225 milhões. A segunda competição continental vale apenas 16% da Champions. Além disso, a LC reverte € 530 milhões aos clubes, quase o triplo dos € 208,75 milhões distribuídos pela LE, dos quais € 40 milhões ainda são dados de presente pelo principal torneio europeu.

Fase por fase, a diferença na distribuição do dinheiro não é tão gritante nas etapas qualificatórias. É a partir dos play-offs que ela aumenta. Na fase de grupos, a Liga Europa tem até mais bônus, dando prêmios aos dois primeiros colocados da chave. Nem assim se aproxima dos € 8,6 milhões pagos pela Champions, mesmo para quem perder os seis jogos nesta etapa – em um montante que pode chegar até € 14,6 milhões, caso o time tenha 100% de aproveitamento.

E dentro de todas essas contas não estão inclusos os direitos de transmissão, que são divididos de acordo com o mercado de televisão em que os clubes estão inseridos, rendendo mais uma bolada – é lógico, maior para quem estiver na LC. Com tantos números e tanto desnível, se torna ainda mais compreensível o desespero dos clubes que deixam escapar a vaga da Champions e acabam “rebaixados” da primeira para a segunda divisão continental.

Confira a diferença nas premiações por fase da LC e da LE, em milhões de euros:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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