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Em show de horrores, a Armênia já protagonizou um dos maiores vexames destas Eliminatórias

Durante o início da década, a Armênia parecia despontar como candidata a uma participação inédita nas competições internacionais. Fez uma campanha digna nas Eliminatórias da Euro 2012 e chegou a ter chances reais de descolar um lugar na repescagem da Copa de 2014. No qualificatório para a Euro 2016, porém, os armênios decepcionaram bastante, sem uma mísera vitória em oito partidas contra Portugal, Albânia, Dinamarca e Sérvia. Pois a draga continua forte rumo ao Mundial de 2018. E, jogando em casa, a antiga república soviética protagonizou aquele que já figura entre os maiores vexames destas Eliminatórias, goleada pela Romênia por 5 a 0. Óbvio, há méritos dos romenos, mas os deméritos dos anfitriões ficam bem mais claros pelos gols.

Na primeira rodada da competição, a Armênia não venceu, mas a derrota por 1 a 0 para a Dinamarca em Copenhague é plenamente compreensível. Um resultado bem distante do que aconteceu neste sábado, em Yerevan. Não dá nem mesmo para reclamar da ausência de Henrikh Mkhitaryan, capitão e craque-mor do país, que está lesionado. O apagão diante dos romenos foi impressionante, com três gols anotados antes dos 11 minutos do primeiro tempo.

A desgraça dos armênios começou logo aos três minutos: Malakyan cometeu pênalti, foi expulso e deu a chance para Stancu abrir o placar. Depois disso, o que se viu foi um show de horrores da defesa da casa. Popa e Marin ampliaram com dois tentos anotados em intervalo de 110 segundos. Uma trapalhada generalizada permitiu que Stanciu marcasse o quarto aos 29. Já o golpe de misericórdia veio no segundo tempo, na última cortesia da zaga, a Chipciu. Melhor para a Romênia, que conquistou sua primeira vitória na campanha, após empatar com Montenegro na estreia.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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