Europa

Baita coração: Ibra doa R$ 120 mil para seleção sueca disputar a Copa do Mundo de deficientes

Por trás da máscara de craque inatingível e arrogante que construiu nos últimos anos, Ibrahimovic é um grande cara. Quando não está publicamente discutindo com colegas de trabalho ou mandando e desmandando nos companheiros dentro de campo, ele pode muito bem estar fazendo uma grande ação. Foi assim com a seleção sueca de deficientes, que ganhou uma doação no valor de R$ 120 mil do atacante do Paris Saint-Germain para participar da Copa do Mundo da Inas (Federação Internacional de Esportes para Pessoas com Deficiências), já em andamento em São Paulo.

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Quem revelou a história foi o jornal sueco Expressen, nesta terça-feira. O periódico conversou com Stefan Jonsson, assistente técnico da seleção sueca de deficientes, que revelou o elogiável gesto de Ibra: “Não sabíamos como conseguir. Aí, o Zlatan apareceu. Ele perguntou de quanto dinheiro precisávamos. Respondemos através de nossos contatos na seleção sueca, e então ele transferiu o dinheiro para a nossa conta como um presente. Um gesto fantástico”.

A seleção sueca de deficientes já havia garantido vaga na Copa do Mundo há dois anos, mas a vinda ao Brasil estava fadada a não acontecer pois a equipe não havia conseguido arrecadar fundos suficientes para a viagem e disputa da competição. Inicialmente, o plano do time era conseguir camisas autografadas por estrelas do futebol sueco, e alguns já haviam se comprometido, como Johan Elmander e Kim Kallstrom, mas, quando Ibra foi contatado, o atacante teria respondido: “O que diabos vocês vão fazer com uma camisa? De quanto vocês precisam?”.

O assistente técnico da equipe ficou bastante comovido com a ação de Ibra e revelou que a esposa do craque, Helena Sager, compartilhou do mesmo sentimento. “Zlatan é realmente o oposto do que as pessoas pensam dele. É uma pessoa calorosa e gentil”, disse Jonsson.

É claro que a fala é basicamente protocolar, após receber uma doação como essa, mas a verdade é que o modo como o membro da comissão técnica da seleção sueca de deficientes definiu o atacante encontra precedentes também em declarações de jogadores que foram companheiros do craque e que falavam se tratar de “um grande cara” e exemplo de profissional. Há também aqueles que guardam rusgas por causa do comportamento tão cheio de si de Ibrahimovic, mas talvez essa seja a maneira que o atleta encontrou para ser mais falado, respeitado e até mesmo temido dentro de campo. Isso ajuda em um esporte competitivo e não significa necessariamente que Ibra precise ser o mesmo fora das quatro linhas.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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