Europa

Daniel Alves: “Tenho certeza que o Barcelona sente minha falta”

Esta terça-feira marcará o reencontro de Daniel Alves com o Barcelona, clube onde passou momentos fantásticos de sua carreira e conquistou títulos e uma notoriedade a nível mundial gigantesca. No Juventus Stadium, o lateral direito receberá junto com o resto do elenco bianconero o time catalão para o primeiro jogo das quartas de final da Champions League. E como prévia desse grande confronto, o jogador concedeu uma entrevista ao site da Fifa, em papo em que deu declarações inéditas sobre sua saída do Barça e sobre sua chegada à Juve.

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“Tenho certeza que o Barcelona sente minha falta”, disse o brasileiro, entre risadas, quando perguntado sobre como ele enxerga o Barça agora, de uma certa distância. “Eles gostavam de mim enquanto profissional, enquanto jogador, e também enquanto uma pessoa que era boa de ser ter por perto, que tornava cada jogo único, com uma nova dança, uma nova música ou seja lá o que for. Eu levava um pouco de diversão ao vestiário”, prosseguiu. “Falei com eles depois que vim para a Juventus e eles me contaram que isto é o que eles mais sentem falta em relação a mim: o quão contente eu sou e o jeito que eu sou. Eles dizem que eu sou único”.

Claro que Dani afirmou isso em um tom descontraído e sem entrar no mérito do Barça sentir falta dele em um contexto técnico. Mas é claro que os catalães sentem falta de um lateral direito com a qualidade dele, ou ao menos próxima a que ele tem. Quando o brasileiro foi para a Itália, em 2016, a equipe blaugrana apostou no já jogador do elenco Aleix Vidal para substituí-lo. O espanhol, porém, não preencheu a lacuna que Daniel Alves deixou ao ser vendido. Para a posição, tinha também Sergi Roberto, criado em La Masia. Mas nenhum dos dois é aquilo que o Barça quer e espera de um lateral direito para ser titular.

Com a grave lesão sofrida por Vidal em fevereiro, os catalães se viram obrigados a mudar seu esquema de jogo, já que só teria um lateral direito disponível, e um jogador que, diga-se de passagem, vai muito melhor no meio-campo do que na sua posição de origem. É com três defensores, então, que o Barça tem se virado ultimamente. Ou então improvisando alguém na lateral direita. Isso, claro, faz o clube continuar sua procura por um lateral destro, só que agora com certa urgência. Fala-se muito que o nome de Hector Bellerín, do Arsenal, é o mais considerado pela diretoria blaugrana.

Aí, sim, seria um reforço com potencial para repor o que o Barça perdeu com a saída de Dani Alves, há dois anos. E o que a Juventus ganhou, mesmo já tendo jogadores de defesa muito bons quando o brasileiro chegou à Velha Senhora. Sobre a mudança de clube, campeonato e país, o lateral formado nas categorias de base do Bahia disse que foi um desafio, e que foi isso que o impulsionou a estar no centro dessa transferência. “Foi por isso que decidi mudar para a Juve”, falou. “Tenho que dizer também que eu já não me sentia mais confortável no Barça. As coisas mudaram em um nível entre eu e o clube”.

“Conforme o tempo foi passando, parecia que eu era o único na linha de fogo. ‘Dani é quem tem que ir embora’, eles diziam. Eu me cansei disso. Então, decidi seguir em uma nova direção e encontrar felicidade em um outro lugar. E aqui na Itália em enfrento um desafio. Preciso de diversão e um clima descontraído na minha vida. Acredito muito em energia, e sinto que o que você faz em campo reflete quem você é. Aqui, meus companheiros de equipe são um pouco sérios e não muito expressivos. Me sinto um pouco restrito nesse sentido. Mas, como eu disse, é um desafio, e acho que tenho muito a oferecer à Juve. Espero que eles se acostumem comigo, ou eu tentarei me encaixar ao estilo deles”.

Ainda que haja diferenças naturais entre os jogadores bianconeri e o brasileiro (muito por conta da cultura), ele elogiou muito os profissionais que são seus companheiros de defesa (ainda que ele jogue mais avançado). “Eles são lendas do jogo. São excelentes defensores, que é o que se espera mesmo, já que o Campeonato Italiano é muito bom nesse sentido”, falou, se referindo a Gigi Buffon, Leonardo Bonucci e Giorgio Chiellini, os veteranos do time de Turim.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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