Conference League

Os gols estupendos de Gérson e Payet abrilhantaram o triunfo do Olympique, mas o PAOK volta à Grécia vivo no duelo

O Olympique deu show com seus golaços no primeiro tempo, só que a impressão é que o placar de 2 a 1 sai magro para a diferença entre os times

O Olympique de Marseille é um dos antigos vencedores da Champions League que pode levar o troféu inaugural da Conference League e vive um momento bom o suficiente para se colocar entre os candidatos ao título. Nesta quinta, dentro do Estádio Vélodrome, a equipe de Jorge Sampaoli viveu momentos de empolgação, especialmente ao anotar dois gols fabulosos com Gérson e Dimitri Payet – este, o dono da noite. Contudo, o saldo final de 2 a 1 sobre o PAOK não é o melhor possível. Os gregos ressurgiram no segundo tempo e preservaram suas chances em busca das semifinais. Terão a seu favor um dos ambientes mais difíceis de se jogar na Europa, dentro do Estádio Toumba, para tentar reverter o resultado na volta.

O Olympique de Marseille precisou de um minuto para criar sua primeira chance, em batida de Cédric Bakambu que o goleiro Alexandros Paschalakis defendeu no meio do gol. A pressão dos marselheses se estabeleceu logo de cara, com boa movimentação e amplitude pelos lados do campo. O primeiro gol, aos 13 minutos, seria uma prova de qualidade. Dimitri Payet deu uma enfiada precisa, para encontrar Gérson com espaço pelo lado direito da área. O meio-campista dominou, a bola subiu e ele ajeitou com o peito. Então, no alto, acertou uma batida linda de trivela para deixar Paschalakis pregado. Golaço, que correspondia à superioridade dos anfitriões.

O Olympique de Marseille seguiu amplamente superior, mesmo com a vantagem. Os celestes estavam dispostos a resolver logo a partida. Por volta dos 30 minutos, novas chances surgiram. Bakambu saiu em ótimas condições, mas acabou bloqueado por Paschalakis. A bola cruzava a área do PAOK, sem destino. Só valia mesmo golaço na noite. Payet assinou sua pintura aos 45. Numa cobrança de escanteio ensaiada, Cengiz Ünder bateu para trás e encontrou Payet solto na intermediária. No quique alto da bola, o craque resolveu emendar um chutaço de primeira e acertou em cheio, num pombo sem asa que entrou diretamente no ângulo. Era o ápice da baita atuação do meia até então.

As duas equipes voltaram com mudanças para o segundo tempo. Bakambu perdeu o lugar depois de tantas chances desperdiçadas, com a entrada de Bamba Dieng. Mais efeito faria a aposta em Omar El Kaddouri no PAOK. A Águia de Duas Cabeças veio com muito mais ímpeto do intervalo e descontou aos três minutos, a partir de uma bola perdida por Payet. El Kaddouri tabelou com Andrija Zivkovic, recebeu a devolução de calcanhar e chutou forte no alto da meta. Os gregos botaram os franceses contra a parede e o empate poderia ter saído aos 13, quando Chuba Akpom ficou de frente para Steve Mandanda e bateu por cima do goleiro, mas a centímetros da trave. Depois de 15 minutos de sufoco, o Olympique melhorou com as entradas de Valentin Rongier e Boubacar Kamara, que permitiram uma mudança tática.

A meia hora final de jogo voltaria a ficar nas mãos do Olympique de Marseille. Os celestes tinham seus lances mais perigosos em cobranças de escanteio. Payet voltaria a aparecer, enquanto Paschalakis evitava um saldo pior ao PAOK. O goleiro chegou a fazer um milagre duplo aos 29, quando espalmou um desvio à queima-roupa de Mattéo Guendouzi e ainda se recuperou para evitar que uma rebatida na sequência entrasse. O terceiro gol parecia possível e os gregos não tinham resposta, preferindo até gastar um pouco mais o tempo. Mas, apesar do abafa dos marselheses, o placar ficou inalterado. Nos acréscimos, Gérson seria expulso com o segundo amarelo – nada que atrapalhasse o andamento até o apito final.

O resultado reforça o favoritismo do Olympique de Marseille no confronto. No entanto, por aquilo que se viu no Vélodrome, não é o placar confortável que a superioridade do time poderia sugerir. Méritos do PAOK, que conseguiu reviver depois de um primeiro tempo sufocante e segue com chances para o reencontro em Salônica. Por lá, a pressão da torcida também será grande.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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