Champions League

Zidane vê chance de ouro para Hazard contra o Chelsea, e Tuchel exalta o “ajudante” Kanté

Técnicos falaram à imprensa na véspera do confronto que definirá segundo finalista da Champions League

Em suas respectivas entrevistas coletivas prévias ao confronto que definirá o segundo finalista da Champions League, Zinédine Zidane, técnico do Real Madrid, e Thomas Tuchel, do Chelsea, destacaram dois talentos individuais de suas equipes. O francês apontou que Eden Hazard tem no confronto contra a ex-equipe uma chance de mostrar seu melhor futebol, o que poderia ser um divisor de águas em sua passagem pela capital espanhola, enquanto o alemão destacou N’Golo Kanté como o tipo de jogador necessário para conquistar títulos por sua disposição para ajudar os companheiros a seu redor.

Eden Hazard ainda não decolou no Real Madrid desde sua transferência do Chelsea, em 2019. O belga tem sofrido com lesões e acaba de fazer sua primeira partida como titular desde seu mais recente problema físico, que o tirou dos gramados por quase dois meses, entre janeiro e março – o camisa 7 começou jogando no triunfo por 2 a 0 sobre o Osasuna, no fim de semana.

Zidane não deixou claro que Hazard será titular nesta quarta-feira (5), mas concordou ao ser perguntado se o duelo poderia ser uma boa oportunidade para o belga enfim mostrar o seu melhor futebol. “É um grande momento para isso, para ele, e acho que ele está preparado, e isso é muito bom para nós. Precisaremos do Eden. Sabemos o quão bom ele é, e ele definitivamente irá ajudar a equipe. Ele está conosco, está pronto, preparado. Conhecemos a qualidade que ele tem. Ele trará seu futebol natural e irá mostrar o que quer fazer, estou feliz com isso”, afirmou Zidane.

O treinador do Real Madrid falou ainda sobre a temporada de altos e baixos da equipe, que em um momento pareceu destinada ao fracasso, mas que agora briga ativamente pelo título de La Liga e está a um passo de mais uma decisão de Champions League.

“Como disse, tivemos desafios, tivemos momentos difíceis durante a temporada. Mas precisamos tirar o chapéu para o time, porque eles têm grande caráter. Eles têm personalidade, e quando as coisas ficam difíceis, eles sempre correspondem, mostraram isso”, argumentou Zidane – e é difícil discordar, visto o padrão mostrado pelo time já há algumas temporadas, crescendo de rendimento nos momentos mais importantes da segunda metade da campanha.

“São os melhores jogadores aos meus olhos e sempre mostraram isso. É claro que houve desafios, mas estamos onde queríamos estar e, acima de tudo, onde merecemos estar”, completou Zidane.

De sua parte, Tuchel revelou toda sua admiração por N’Golo Kanté, que foi o principal destaque do empate em 1 a 1, na ida, entre Chelsea e Real Madrid. O técnico afirmou ter desejado contar com o meia em outras equipes que treinou e exaltou as qualidades que pôde testemunhar desde que passou a comandar o francês.

“Acho que o N’Golo pode fazer parte dos planos de qualquer treinador do planeta. No passado, eu ficava desesperado por não tê-lo nos meus times. Vê-lo ao vivo, como ele trabalha, como ele é humildade, a qualidade que ele dá à equipe… Estou completamente honrado de ser seu treinador. O que vejo no campo é tudo que esperava, e espero muito dele, porque sou um enorme fã”, contou.

“Ele (Kanté) é um grande cara. É o cara de quem você precisa para vencer troféus, e é por isso que estamos tão felizes de tê-lo aqui, em nosso clube. É um prazer ver o que ele faz, com a mentalidade de um verdadeiro ajudante. Ele sempre dá seu máximo para ajudar no campo, é uma combinação fantástica. Para mim, ele é um exemplo, um acréscimo inacreditável para qualquer equipe do mundo”, completou Tuchel.

Da mesma maneira que Kanté pode ser essencial a uma potencial classificação do Chelsea nesta quarta-feira, ajudando os ingleses a ganharem a difícil batalha no meio de campo contra um setor madridista que conta com Casemiro, Kroos e Modric, Hazard pode fazê-lo pelo Real Madrid, à sua maneira: repetindo suas melhores atuações com a camisa do próprio Chelsea, capaz de desequilibrar o mais acirrado dos confrontos.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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