Champions League

Walcott e Sánchez jogaram tanto que o Basel pode comemorar ter tomado só 2 a 0 do Arsenal

Theo Walcott fazendo gol de cabeça e gol de jogada trabalhada. Alexis Sánchez sendo um perigo por todos os lados. Um time envolvente e muito, mas muito rápido. O Arsenal deste início de temporada tem momentos de um time empolgante. O jogo contra o Basel nesta quarta-feira foi um deles. Os 2 a 0 no placar a favor dos Gunners foram muito pouco pelo que se viu em campo. Walcott e Sánchez jogaram tanta bola que se o placar tivesse sido uns 6 a 0 não teria sido nenhum exagero.

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Os dois foram infernais no Emirates. Sánchez, em tese, fazia o papel de atacante centralizado, com Walcott e Iwobi atuando pelos lados e Özil na armação. Na prática, Walcott fez gol como camisa 9, pelo meio da área e de cabeça, e todos eles trocaram de posições ao longo do jogo. Sánchez, no fim, acabou sendo um grande assistente: fez o passe para os dois gols de Walcott nos 2 a 0 que definiram o jogo.

O primeiro gol veio em uma jogada de Sánchez pela esquerda, que cruzou alta para a área onde encontrou Walcott no meio dos zagueiros. O camisa 14 do Arsenal cabeceou bem para fazer 1 a 0, aos sete minutos. Aos 26 minutos, veio o segundo gol em uma jogada bem típica do Arsenal de Wenger. Walcott carregou a bola pelo meio e fez uma tabela rápida com Sánchez, recebeu na frente e chutou cruzado, sem chance de defesa para o goleiro. Os 2 a 0 foram o placar do primeiro tempo – e acabariam sendo do jogo.

Não por falta de tentativa do Arsenal de ampliar. Apesar de estar com a vantagem, o time de Wenger criou muitas chances. Ainda no primeiro tempo, Walcott fez jogada pela direita, tocou para Bellerín, que encontrou Cazorla no meio. O espanhol passou de primeira a Sánchez, que chutou e  o goleiro defendeu. ´

Walcott tentou também ser assistente, em uma boa jogada com Bellerín, que chutou e o goleiro novamente fez a defesa. Özil também foi assistente: achou Sánchez nas costas da defesa, pelo alto, e o chileno chutou para mais uma defesa do goleiro. Özil também apareceu dentro da área, ao receber cruzamento de Sánchez, mas finalizar mal de pé direito, o seu mais fraco.

O segundo tempo continuou sendo avassalador. Sánchez achou Walcott de novo, mas foi marcado um impedimento. Ele sairia na cara do gol. Depois foi a vez de Iwobi carregar a bola pelo meio em velocidade e finalizar, mas mandar para fora. Alexis Sánchez também teve a chance de marcar o seu, em um bom passe de Walcott para o meio, mas o chileno mandou para fora a curta distância. Em um escanteio, ele teria uma nova chance, mas ficou no goleiro mais uma vez.

Um dos pontos mais positivos do Arsenal na temporada é o seu ataque. E o mais curioso é como o time tem se virado sem um centroavante típico. Contra o Basel, o time funcionou muito bem no aspecto ofensivo, com um massacre sobre o adversário que poderia ter construído uma goleada histórica. O problema do time criar pouco, neste jogo, não aconteceu. Aliás, como já não aconteceu no fim de semana, na vitória maiúscula sobre o Chelsea. O time do Arsenal foi mais uma vez envolvente e parece ter potencial para um grande futebol. Veremos cenas dos próximos capítulos.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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