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Verratti puxou todas as cordinhas que o PSG precisava para dominar o Real Madrid

O meia-italiano foi importante para o PSG dominar o meio-campo e ter uma atuação coletiva impressionante contra o Real Madrid

O PSG dependeu de uma jogada de brilho individual para derrotar o Real Madrid por 1 a 0 nesta terça-feira no jogo de ida das oitavas de final da Champions League. Não é assim que sempre funciona com eles? Pode ser, mas desta vez foi diferente. O golaço de Kylian Mbappé no último minuto confirmou uma vitória merecida pela atuação coletiva, que teve o meia Marco Verratti como grande maestro do meio-campo.

Com toda uma carreira ligada ao PSG, desde que saiu do Pescara em 2012, Verratti passou por todas as encarnações do projeto do Catar, sempre como uma constante no meio-campo. Quando parecia que o time precisava de reforços para o setor, não era por sua causa, ou, melhor, era porque ele tem propensão a lesões. Nesta temporada, por exemplo, disputou apenas 14 rodadas do Campeonato Francês.

Mas qualquer formação do setor mais importante da equipe precisa começar com o italiano, com bom poder de marcação, embora leve muitos cartões amarelos, e passe excepcional. Não é coincidência que uma boa atuação coletiva do PSG tenha coincidido com um jogo individual excelente de Verratti porque, em forma, ele consta entre os melhores meio-campistas do mundo.

Os números são impressionantes. Ele curiosamente ficou empatado com Leandro Paredes como os dois jogadores que mais vezes tocaram na bola durante a partida (123 cada) e soltou 104 passes, dez a menos que o colega argentino, com uma taxa de acerto de 92%. Seis das 21 finalizações do PSG saíram dos pés de Verratti.

Isso sem falar nas jogadas que ele clareou antes do último passe, como na melhor chance do PSG no começo do segundo tempo, acionando Hakimi na entrada da área, antes de Mbappé soltar um foguete rasteiro no canto que Courtois teve que se esticar para defender. Também teve importância defensiva, com três desarmes e uma interceptação.

Atuando mais avançado, flutuando entre toda a intermediária, Verratti se destacou, mas seus companheiros também foram importantes, especialmente Paredes, com números parecidos no controle do ritmo, e Danilo Pereira, responsável por sete desarmes, de longe o primeiro colocado do PSG nessa estatística – e empatado com Militão e Casemiro entre todos os jogadores em campo.

Empilhar atacantes é divertido, mas, como o PSG descobriu algumas vezes nos últimos anos, não forma um time forte, coerente e competitivo sem sustentação nos outros setores. O meio-campo é talvez o mais importante deles, e embora tenha sido negligenciado nas janelas de transferências, com mais contratações de ocasião do que investimentos, o dos franceses mostrou que tem qualidade para dominar um jogo de oitavas de final contra Toni Kroos, Luka Modric e Casemiro, um trio histórico da Champions League – mesmo que envelhecendo.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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