Champions League

Trezeguet leva italianos ao delírio em pelada entre lendas da Juve e do Barça

* Por Caio Carrieri, de Berlim

A bola sobe perto da área. O atacante com a camisa 17 às costas prepara o voleio e a torcida, ansiosa, prende a respiração à espera da jogada. A conclusão, como todo bom bianconero se acostumou, pode ser uma só: gol de David Trezeguet. Protagonizada diversas vezes pelo francês no Estádio delle Alpi na década passada, a cena se repetiu na ensolarada tarde desta sexta-feira em Berlim, véspera da grande final da Champions League entre Juventus e Barcelona, neste sábado, às 15h45 (horário de Brasília).

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Em um jogo festivo promovido no Champions Festival, a Uefa reuniu diversos craques do passado para a disputa de uma pelada aos pés do Portão de Brandemburgo, um dos marcos da capital alemã. E o centroavante franco-argentino mexeu com o imaginário dos diversos torcedores da Velha Senhora, que formaram a maioria da multidão para assistir ao desfile das lendas em uma quadra de grama sintética.

O amistoso com cinco jogadores na linha de cada lado (pouco espaço para muito talento reunido) foi entre um combinado de ex-jogadores de Juventus e Barcelona contra outras estrelas do mundo, todos com história na Champions. O primeiro time, comandado por Zico, foi formado pelo seguinte elenco: além de Trezeguet, atuaram Van der Sar, Abidal, Van Bronckhorst, Van Bommel, Iuliano, Ciro Ferrara, Edmilson, Deco, Giuly, Iuliano, Marcelo Salas e Ravanelli – Figo, que defenderia esta equipe, teve sua presença negada pelo próprio Barcelona, em represália por sua transferência ao Real Madrid há 15 anos. Já Ruud Gullit foi o responsável por armar o adversário e teve à disposição as estrelas Schmeichel, Cafu, Karembeu, Pirès, Mijatovic, Raí, McManaman, Seedorf, Van Hooijdonk, Élber e Suker.

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Os astros que marcaram a história dos rivais da grande decisão saíram derrotados por 15 a 9. Destaque para Suker, que embora esteja bem acima do peso aos 47 anos, mostrou que a canhotinha continua afiada e anotou três gols para os vencedores. Os aficionados da Juve pouco ligaram, porque também puderam assistir a um hat-trick de Trezeguet, sendo um deles após a clássica finalização com estilo, ao aproveitar a bola no alto.

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Mais do que desenvoltura com a bola nos pés, o maior artilheiro estrangeiro da Juventus, com 171 gols, retribuiu o carinho dos fãs com muitos sorrisos, acenos para a galera e diversas fotos com o público, que enfrentou uma tarde quente, com a temperatura na casa dos 30 graus. Dedicação para relembrar os tempos áureos da Velha Senhora no cenário do futebol europeu.

Memórias que dependem dos pés de Pogba, Tevez e companhia para voltarem a ser realidade na noite deste sábado. Quem sabe, para ter um final diferente de quando Trezeguet chegou à decisão da Champions com a Juve, em 2003, e perdeu a taça para o Milan. Ou de quando ele desperdiçou, no mesmo Estádio Olímpico de Berlim, o pênalti fatal da Copa do Mundo de 2006. Daquela vez, ao menos, fez Buffon e Pirlo campeões, assim como a multidão bianconera feliz por vias tortas.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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