Champions League

A sonolenta vitória do Barça serviu para Luis Enrique fazer alguns testes

O Apoel chegou às quartas de final da Champions League há dois anos, em uma dessas campanhas que apenas o futebol explica. No fundo, não mete medo em ninguém, ainda mais fora de casa, tanto que Luis Enrique se deu ao luxo de rodar o seu elenco para a estreia da Liga dos Campeões. Com Xavi titular e o tiki-taka bem afiado, venceu por 1 a 0 e cumpriu a sua obrigação com a empolgação de quem vai ao cartório levar um documento para reconhecer firma. O lado bom foi dar tempo de jogo e experiência para algumas peças que podem ser importantes para o elenco do clube.

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Xavi, por exemplo, começou jogando pela primeira vez. Quando assinou novo contrato, sabia que teria menos espaço por causa do processo de renovação liderado por Luis Enrique, mas pode ser usado em partidas pontuais e importantes, se estiver em forma. A sua experiência e seus passes precisos não podem ser ignorados. Esta quarta-feira pareceu mais um teste e o capitão passou na média. Não brilhou, nem comprometeu. Orquestrou a troca de passes incessante do time, uma atividade corriqueira para ele. Saiu na metade do segundo tempo.

No gol, Ter Stegen fez a sua estreia com a camisa azul-grená. Foi contratado teoricamente para ser o sucessor de Valdés, mas, aos 22 anos, vem sendo preterido por Claudio Bravo no Campeonato Espanhol. Talvez a ideia de Luis Enrique seja usá-lo na Champions League e na Copa do Rei, como o Real Madrid fez com Casillas ano passado, para dar experiência. Fica um pouco difícil avaliar a sua primeira atuação debaixo das traves do Barcelona simplesmente porque o Apoel mal chutou ao gol. Na única vez em que foi exigido, já nos acréscimos, executou boa defesa.

O time titular teve Munir mais uma vez, o único ao lado de Messi que começou jogando todas as quatro partidas do Barcelona na temporada. Não brilhou, no último fim de semana contra o Athletic Bilbao também não, e resta saber quanto tempo essa aposta de Luis Enrique vai durar. Sergi Roberto foi escalado no meio-campo, completado por Sergi Samper, uma espécie de Sergio Busquets da nova geração. À frente da defesa, comandou a saída de bola, posicionou-se muito bem e manteve o nível de Busquets. Foi um dos melhores em campo e a melhor notícia da noite da Catalunha.

Em campo, tudo isso se traduziu naquele roteiro batido para jogos em que o Barcelona é extremamente favorito. A posse de bola ficou nos 70%, os chutes foram escassos e o time adversário retraiu-se tentando imitar o Celtic de 2012, que ganhou em Glasgow. O gol veio em uma cobrança de falta de Messi, na cabeça de Piqué. Foi isso mesmo que você leu: o Barcelona marcou um gol de cabeça. Tão raro que vale a pena ver de novo:

O resto da partida teve apenas espasmos que atrapalharam as eventuais sonecas dos telespectadores. Uma boa troca de passes entre Messi e Neymar, no primeiro tempo, que terminou com o chute do argentino defendido pelas mãos de Urko Pardo. Na etapa final, novamente a dupla funcionou bem, e o camisa 10 pegou rebote de um arremate do brasileiro, mas finalizou em cima do goleiro adversário. O Apoel ameaçou apenas aos 46 minutos do segundo tempo, quando praticamente todo mundo já estava pensando no jantar, e Ter Stegen parou a boa tentativa de Gustavo Manduca.

O Barcelona sabia que não precisava pisar tão fundo no acelerador para ganhar do Apoel em casa e, mesmo que a estratégia falhasse, dificilmente o Ajax conseguirá se transformar em uma ameaça séria à classificação catalã. Administrar o elenco também é uma virtude importante para os treinadores, e Luis Enrique fez bem ao dar experiência e confiança para alguns jogadores que talvez não tenham tantas chances nesta temporada, mas podem ser importantes. O que não quer dizer que isso deixou o jogo mais legal de assistir.

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