Retranca? E daí? Ancelotti não está nem aí para o choro dos haters
Ao invés de dar vazão às críticas pela forma defensiva, técnico do Real Madrid exaltou jogadores em classificação contra o City na Champions League
Jogar ou treinar o time mais vitorioso de todos os tempos na Champions League é ter um alvo nas costas o tempo inteiro, inclusive nas vitórias. E isso ficou bastante evidente após a rodada da última quarta-feira (17). Mesmo com a classificação para as semifinais, jogando em um Etihad Stadium abarrotado contra o atual campeão Manchester City, o time do Real Madrid sofreu muitas críticas pela forma defensiva como atuou durante o empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.
As críticas foram reforçadas até mesmo por Rodri, volante do City, que desapontado com a eliminação nos pênaltis de seu time, disse que só uma equipe havia jogado. Os comentários não tiveram importância para Carlo Ancelotti. O treinador do time merengue, ao invés de dar vazão à posse de bola maior dos ingleses, preferiu exaltar a força de vontade de seus jogadores.
— Começamos bem, ficamos à frente do placar cedo, passamos a nos defender e sofremos pela classificação. Pensamos em jogar de forma diferente, mas quando fizemos 1 a 0, baixamos muito o bloco defensivo e o City teve mais controle. Fizemos isso muitas vezes. Estávamos convencidos de que poderíamos nos classificar. Eu realmente gosto quando o time se sacrifica e luta.
Quem apanha não esquece
O técnico até explicou que o objetivo era iniciar o jogo sendo mais ofensivo, o que inclusive deu certo, já que o Real Madrid abriu o placar aos 12 minutos com gol de Rodrygo. Ele explicou que mais do que isso, o objetivo era fazer diferente do ano passado, em que o time espanhol perdeu por 4 a 0 em Manchester, na semifinal da Champions.
— Tiramos vantagens da oportunidade que tivemos (no início). Tentamos começar o jogo de forma mais assertiva, não como no ano passado, tentando fazer mais pressão. As coisas ficaram boas porque marcamos o nosso gol cedo. E aí o plano era se defender, lutar e nos sacrificarmos. Para mim, é a única forma de passarmos desse duelo vivos.
- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
Grupo mais forte
Quem também preferiu exaltar a classificação ao invés da retranca pós-gol foi Federico Valverde. Importante no ataque e também para tentar bloquear as jogadas ofensivas do rival inglês, o uruguaio disse em entrevista ao canal Movistar Plus+ que esse tipo de classificação é importante para o grupo de atletas.
— Obviamente o adversário foi melhor e jogou mais futebol, mas somos o Real Madrid. Tivemos de mostrar a nossa cara, mesmo não jogando da melhor forma, mas lutando. Fizemos o nosso trabalho que planejamos até o gol, mas mentalmente, ficamos muito atrás e isso nos prejudicou. Além de fisicamente cansados, sua cabeça começa a doer de tanto correr atrás da bola, mas você tem de sofrer, trabalhar para ter orgulho do seu trabalho. Esses momentos são necessários.



