Champions League

Regida por Riquelme, como foi a classificação do Villarreal nas quartas de final da Champions 2005/06

A semifinal contra o Arsenal costuma ser mais lembrada, mas, antes disso, o Villarreal conquistou uma imensa classificação contra a estrelada Internazionale

A epopeia do Villarreal na Champions League de 2005/06 costuma ser contada pela frustração, apesar da grandiosidade da façanha. O Submarino Amarelo, afinal, ficou a um triz da decisão. Os torcedores do clube não levam mágoa de Juan Román Riquelme, pela maneira como o maestro conduziu a mágica campanha, mas sabem que a história poderia ter sido diferente não fosse o pênalti desperdiçado contra o Arsenal. Para alcançar as semifinais, o clube espanhol também tinha eliminado um peso pesado da Europa, em confronto menos lembrado. Se nesta semana o clube comemora seu feito contra o Bayern de Munique, naquela época conseguiu despachar uma Internazionale que se reconstruía como potência, mas mesmo assim era vista como “Golias” no duelo contra o “Davi” ibérico. Depois da derrota por 2 a 1 no San Siro, o triunfo do Villarreal por 1 a 0 em La Cerámica provocou uma festa imensa aos pequeninos, graças ao gol fora.

Aquela edição marcava a estreia do Villarreal na Champions, mas a equipe já ganhara reputação na Europa durante as temporadas anteriores, mesmo tendo chegado pela primeira vez à elite do Campeonato Espanhol apenas em 1998. A primeira participação continental aconteceu em 2003/04, quando o Submarino Amarelo foi semifinalista da Copa da Uefa. Eliminou adversários tradicionais como Galatasaray, Roma e Celtic, até a queda diante do vizinho Valencia – que tinha um timaço na época e se sagrou campeão. Já em 2004/05, o Villarreal caminhou até as quartas de final da Copa da Uefa, superando Dynamo Kiev e Steaua Bucareste nos mata-matas, até a derrota para o AZ de Louis van Gaal. De qualquer maneira, com as boas campanhas em La Liga, a Champions logo se tornaria uma realidade em 2005/06.

O ambiente no Madrigal contra a Inter (Christopher Lee/Getty Images/One Football)

O começo do Villarreal empolgou. Afinal, o Submarino Amarelo iniciou sua jornada na última fase preliminar e conseguiu despachar o Everton, um oponente com camisa bem mais pesada, com duas vitórias. Durante a fase de grupos, o Submarino Amarelo terminou invicto. Arrancou dois empates diante do Manchester United, além de vencer Lille e Benfica uma vez cada para buscar a classificação. Já nas oitavas de final, contra o Rangers, dois empates bastaram. O 2 a 2 em Ibrox se tornou mais valioso que o 1 a 1 no Estádio de la Cerámica, exatamente por permitir o avanço dos espanhóis pelos gols fora. Isso até que a Inter surgisse no caminho.

A Inter conquistara a Copa da Itália na temporada anterior, um título que encerrava o jejum do clube de 16 anos nas competições domésticas e provava a capacidade competitiva presente no San Siro. Roberto Mancini era o treinador que conduzia tal reconstrução. O fortíssimo elenco incluía nomes como Francesco Toldo, Javier Zanetti, Iván Córdoba, Walter Samuel, Marco Materazzi, Sinisa Mihajlovic, Esteban Cambiasso, Juan Sebastián Verón, Dejan Stankovic e Álvaro Recoba. Luis Figo era uma figura importante na ligação. Mais à frente, quem servia de estrela era Adriano. Júlio César também estava presente, mas como reserva, perdendo a posição no gol após lesão.

Manuel Pellegrini à frente do Villarreal (JOSE JORDAN/AFP via Getty Images/One Football)

O Villarreal, porém, não se intimidava e tinha também muita qualidade à disposição do técnico Manuel Pellegrini. A escalação naqueles embates começava com o uruguaio Sebastián Viera no gol. Juan Pablo Sorín, Rodolfo Arruabarrena e Javi Venta eram alternativas nas laterais, enquanto o capitão Quique Álvarez se combinava com o boliviano Juan Manuel Peña no miolo de zaga. Marcos Senna era o ponto de apoio no meio-campo, onde se revezavam também Alessio Tacchinardi, Javi Calleja, César Arzo, o próprio Sorín e até um jovem Santi Cazorla. Riquelme vestia a 8 e era o maestro na armação. O ataque ainda reunia Diego Forlán e José Mari, com as participações de Guillermo Franco saindo do banco. Olhando em perspectiva, era um timaço, até com mais estrelas do que o elenco atual.

Antes da partida de ida, em Milão, a expectativa ficava para o encontro de Riquelme com a legião argentina da Inter. Também haveria um duelo particular entre Recoba e Forlán. Enquanto isso, Adriano era questionado pela seca de gols, embora estivesse às portas de igualar Sandro Mazzola como maior artilheiro interista na Champions. A Inter precisaria se virar com o desfalque de Figo, que acabou suplantado pelo brasileiro César, ex-São Caetano. Já o Villarreal tinha problemas consideráveis sem Arruabarrena e Tacchinardi, ambos suspensos, que levavam Pellegrini a buscar outras soluções.

Forlán comemora seu gol na ida (PACO SERINELLI/AFP via Getty Images/One Football)

A Inter venceu a primeira partida no San Siro por 2 a 1, mas o Villarreal não deixou de surpreender. O gol do Submarino Amarelo saiu logo aos 45 segundos. Numa jogada rápida pelo meio garantida pelo passe magistral de Riquelme, José Mari se infiltrou na área e chutou para defesa de Toldo. Forlán estava mais esperto no rebote e conferiu para as redes. A resposta da Inter pelo menos não tardou. Adriano logo veria Javi Venta salvar um chute em cima da linha. Já aos sete minutos, o centroavante guardou. Recebeu o passe de Stankovic na área e girou para a definição, com o arremate passando por baixo de Viera.

O primeiro tempo seguiu aberto, com mais chegadas da Inter, mas também uma falta cobrada por Riquelme que passou perto. O jogo seria definido aos oito minutos da etapa final, num cruzamento de Stankovic que Obafemi Martins concluiu de calcanhar, decretando a virada. O empate do Villarreal até pareceu possível com Riquelme. O camisa 8 cobrou uma falta no travessão e ainda protagonizou outros lances de perigo. Mesmo arriscando mais, os nerazzurri não produziram tanto e viram Viera repelir a melhor tentativa, numa cabeçada de Martins. Apesar do revés, o Submarino Amarelo se mantinha vivíssimo no confronto.

Em sua crônica, o jornal El País sublinhava: “Atenção: o San Siro se sentiu intimidado por este atrevido Villarreal. Riquelme chutou junto à trave e Moratti, o presidente interista, maldisse desde as tribunas. Balançava os braços enfurecido, em um gesto de não compreender nada: sua poderosa e histórica Inter ameaçada por este recém-chegado? […] Esse foi o espírito do Villarreal, que negou as diferenças supostas, a história e a experiência, tão desfavoráveis, para deixar uma janela aberta de esperança no Madrigal”.

Depois da partida, Manuel Pellegrini adotou um discurso otimista: “Foi importante marcar um gol cedo e também um gol fora de casa, que vale o dobro. Isso pode ser muito importante para a volta. Foi um jogo equilibrado e lidamos bem com a Inter, especialmente se você se lembrar que alguns jogadores importantes estavam ausentes e outros acabaram de voltar de lesão. Marcamos o gol, acertamos a trave, sofremos um gol um pouco questionável e poderíamos ter sofrido um pênalti. Foi um bom resultado, mas ainda é perigoso. Não gosto de perder nenhum jogo, mas restam 90 minutos para o fim do duelo”.

Marcos Senna disputa com Cambiasso (JOSE JORDAN/AFP via Getty Images/One Football)

A BBC destacava Marcos Senna e Riquelme como destaques individuais da noite. Sobre o argentino, o Mundo Deportivo ainda escrevia: “Coloca a bola na beira da área para cobrar uma falta e San Siro não respira. São poucos os jogadores que provocam calafrios na torcida nerazzurra, são poucos capazes de silenciar a curva nord. Juan Román Riquelme está entre os eleitos. […] É uma ocasião única. Román merece seguir sonhando, seguir acreditando, merece isso toda a maré amarela”.

A partida de volta aconteceu uma semana depois, no Estádio de La Cerámica, então conhecido como El Madrigal. O Villarreal tinha retornos importantes, com destaque a Arruabarrena na lateral, o que deslocava Sorin para o meio, como um volante mais aberto pela esquerda. Do lado direito, outra volta notável era a de Tacchinardi. E estavam lá as outras duas referências do setor, Marcos Senna e Riquelme. Do lado da Internazionale, um trunfo vinha na reaparição de Figo na meia direita, o que deslocava Stankovic para o outro lado. Era um meio também de muita qualidade, com Verón e Cambiasso, além de Adriano e Recoba formando a dupla de ataque.

O Villarreal no jogo de volta (Denis Doyle/Getty Images/One Football)

Antes da partida, Manuel Pellegrini mantinha a confiança do Villarreal: “Sabemos da importância do jogo. É uma oportunidade única e queremos aproveitar, temos que dar o melhor de nós mesmos durante os 90 minutos. Tão importante quanto marcar é não tomar nenhum gol. Tenho muita fé que a equipe vai fazer o necessário para avançar às semifinais. Não sabemos o que fará a Inter, mas o importante é que joguemos uma boa partida. É certo que, por méritos históricos, a Inter é uma equipe de muito nível, mas tenho muito claro que o Villarreal tem as mesmas condições de chegar às semifinais. Temos que fazer como sempre, sair para ganhar”.

Sorín, por sua vez, exaltava a Champions e o clima que se prometia no Madrigal: “É uma partida muito importante para nós, porque podemos dar outro passo histórico para o clube. Já é um privilégio chegar até aqui no torneio de clubes mais importante do mundo. É um prazer jogá-lo e tomara que cheguemos muito mais longe do que ninguém podia esperar. Espero um ambiente típico de copa, com uma torcida que esteja quente durante os 90 minutos. Para ganhar, eles devem pressionar das arquibancadas e o Villarreal estar perfeito. A Inter é a equipe mais ofensiva da Itália. Não seguem a tradição italiana de esperar atrás, porque têm muitas variantes ofensivas. Tomara que saiam para jogar e se veja uma partida aberta, em que possamos aproveitar os espaços. É certo que eles têm mais experiência na Champions, mas nosso desejo pode rebater isso. Além do mais, também temos individualidades decisivas. Temos que jogar com a cabeça e dar o melhor de nós para avançar”.

Sorín contra Zanetti (JOSE JORDAN/AFP via Getty Images/One Football)

Do outro lado, Zanetti tratava de respeitar o Villarreal, mesmo com a vitória na ida: “Não somos favoritos. A vantagem que levamos é mínima para uma partida deste tipo. Não podemos dizer que já estamos classificados. Pelo contrário, será uma partida muito difícil para as duas equipes. A Inter tem que sair como sempre, para ganhar, não para defender o resultado. Nossas características são ofensivas e não nos permitem jogar pelo empate. O Villarreal joga ótimo futebol do meio para frente. Não nos surpreenderam em San Siro, porque sabíamos disso. O Villarreal, com a volta dos desfalques, será outra equipe e o jogo será mais difícil. Mas o melhor para a Inter será se preocupar em fazer a sua partida”.

Já Roberto Mancini guardava palavras especiais para Riquelme: “É um jogador que dá o salto de qualidade para a equipe. Em uma jogada pode criar perigo. O Villarreal é uma equipe muito perigosa do meio para frente, se defende bem e sabe jogar futebol. É a partida mais importante que teremos, mas será muito difícil porque apenas times de qualidade chegam às quartas de final”.

Riquelme contra Figo (Denis Doyle/Getty Images/One Football)

A verdade é que, por aquilo que foi o jogo, o placar de 1 a 0 acabou se tornando magro diante do domínio do Villarreal. O Submarino Amarelo começou melhor, ao ditar o ritmo do duelo e controlar a Inter. A dificuldade era conseguir executar as finalizações. A condução do time, de qualquer forma, contava com uma versão sublime de Riquelme para fazer suas mágicas. Faltava um pouco mais de atitude na definição, com as chances limitadas a bolas aéreas e a chutes de longe dados por Marcos Senna. Além disso, uma discussão entre Verón e Sorín na saída para o intervalo chegou a esquentar o clima.

O Villarreal seria mais agressivo no início da segunda etapa. José Mari chutou por cima do travessão e Riquelme testou Toldo num tiro de longe. Román seguia impossível e a única maneira de pará-lo era com insistentes faltas. Isso até que, aos 13 minutos, o gol da classificação surgisse numa bola parada. Riquelme, sempre ele, tabelou na cobrança da falta antes de cruzar com extrema categoria. Arruabarrena surgiu livre na área e definiu de cabeça com um leve toque, se antecipando a Toldo. O lateral virava herói das quartas de final, depois de também ter aparecido decisivamente nas oitavas.

Ainda dava para sair mais um gol do Villarreal na sequência, mas Toldo realizou uma defesaça na tentativa de Forlán. Outro que gastava a bola era Sorín, mesmo tendo levado uma cotovelada de Materazzi, que abriu a sobrancelha do argentino e não resultou na expulsão do italiano. Apesar da necessidade, a Inter teve muitas dificuldades para responder e não criou ameaças reais além de um chute de Stankovic em cima de Viera. Adriano, anulado, no máximo tentou cavar pênaltis. Mais ocupado estava Toldo, que voltaria a negar o tento de Riquelme em mais uma batida do craque – que chegava ao seu ápice naquela campanha.

No dia seguinte, o jornal El País poetizava: “O Villarreal precisou da partida perfeita para prorrogar seu sonho. Mastigou pouco a pouco, com uma paciência infinita, sua manifesta superioridade técnica. Sua maior engrenagem coletiva. A qualidade insuperável de sua máxima estrela, Riquelme, que nesta noite se confirmou como um dos cinco melhores jogadores do planeta. Não há ninguém como ele para marcar os tempos, esconder a bola, descompor o adversário. Assim acabou a Inter, apagada em todas as suas linhas, suja pela dureza de seu zagueiro Materazzi, sem ter ameaçado em toda a noite Viera. Superado por este principiante da Champions. Este imberbe que colocou em pé, cheia de orgulho, essa pequena cidade castellonense. Para demarcar a festa amarela, o gol marcou Arruabarrena, que anotou ante o Rangers nas oitavas, abonando todos os feitos históricos. O Villarreal alargou seu milagre. Já está entre os quatro grandes da Europa. Com todo merecimento”.

Depois da partida, o Mundo Deportivo relatava que poucas vezes se vira Riquelme tão sorridente. O maestro, apesar disso, ia por mais: “Sabíamos que enfrentávamos uma grande equipe, não podíamos falhar. Confiávamos muito em nós e creio que jogamos bem. Conseguimos algo importante para o clube, mas, para o mundo do futebol, só se lembram dos campeões. Temos que seguir vencendo, jogar as semifinais e ganhar a final. É isso que vamos tentar”. Sobre Román, o El País ainda escreveu: “Riquelme foi um jogador superior a todos. Mais que Verón e Cambiasso juntos, se Pekerman tinha alguma dúvida”.

Arruabarrena vibra por seu gol (Christopher Lee/Getty Images/One Football)

Manuel Pellegrini, por sua vez, reforçava a mentalidade de seus jogadores para arrancar a classificação: “É um feito histórico. Seria muito injusto se essa partida nos escapasse, porque a convicção e a confiança que os jogadores demonstraram merecia esse prêmio. Não é um milagre e nem um sonho, mas o fruto de um bom planejamento de vários anos e de um elenco com convicção e responsabilidade. Não temos os jogadores do Manchester United nem da Inter, mas sim gente importante em campo. É difícil conhecer nossos limites. Só pensamos no nosso próximo rival. Em Milão, jogamos sem medo. Para ganharem de nós, qualquer time precisa jogar melhor. Agora queremos demonstrar nas semifinais por que estamos aqui”.

O presidente Fernando Roig, grande responsável pelo salto do Villarreal, chegaria a chorar de emoção após o apito final: “Estou muito emocionado. Demonstramos que somos um grande da Europa. Esta torcida merece tudo e vamos desfrutar. Dedico essa vitória à minha mãe, que estaria orgulhosa do que seu filho conseguiu”. No dia seguinte, em entrevista ao El País, o mandatário acrescentaria: “Não dormi. Eram tantas emoções… Pensei nos jogadores que passaram esses oito anos colocando cada um seu grãozinho de areia. E na torcida. Estou orgulhoso dela. Deveria ser exemplo para as outras. […] Há alguns anos fui a Old Trafford com o Valencia e me prometi, já que não podia dizer a ninguém sem parecer uma loucura, que voltaria com o Villarreal na Champions. É uma grande repercussão mundial que o torneio tem. Fiquei muito comovido ao escutar a música e ver a bola no meio do campo em nosso primeiro jogo. A Champions é um vício. Quando você a prova, é difícil renunciar”.

A festa do Villarreal e a decepção de Adriano (JOSE JORDAN/AFP via Getty Images/One Football)

O Mundo Deportivo ainda discutia o crescimento sustentável do Villarreal nesse processo: “Desde a prefeitura até a diversas associações de vizinhos, todos apoiam a equipe. São já 18 mil os sócios e as peñas [torcidas] não fazem mais que crescer, até alcançar as quatro dezenas. Os mais céticos se perguntam até quando durará o milagre e a aposta de Fernando Roig pelo clube. Neste sentido, o conselheiro José Manuel Llaneza acaba com qualquer dúvida: ‘Ninguém cria uma cidade esportiva de 80 mil metros quadrados, oito campos de futebol e uma escola com 800 garotos se não acredita em um projeto que perdure durante anos’. Além do mais, San Pascual, patrono da localidade, vela pelo Submarino”.

De fato, aquele “milagre” não seria fato isolado e, uma década e meia depois, o Villarreal continua aproveitando os frutos de um planejamento exemplar. A semifinal contra o Arsenal não teria os rumos sonhados, apesar de um ambiente fantástico no Estádio de La Cerámica. Tão importante que uma eventual vitória naquele jogo, contudo, é a maneira como o Submarino Amarelo se sustentou no topo do futebol espanhol e, independentemente de sua realidade modesta, como uma camisa respeitável no cenário continental. Passar 24 anos tão transformadores desde o inédito acesso à elite nacional é mais difícil que chegar à semifinal de Champions uma só vez. Agora, o raio cai pela segunda vez em Vila-Real. A esperança é de que o sonho dure um pouco mais que em 2006, já que é tão bonito quanto.

A torcida no Madrigal contra a Inter (Denis Doyle/Getty Images/One Football)

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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