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As lembranças de outro Arsenal x Villarreal que valia vaga na decisão: a memorável semifinal da Champions 2005/06

Arsenal e Villarreal se enfrentam nas semifinais da Liga Europa e, naturalmente, vem à memória noites inesquecíveis aos dois clubes: as semifinais da Champions de 2005/06. Muito mudou nestes últimos 15 anos, assim como as duas equipes já se reencontraram na própria Champions em 2008/09. Ainda assim, aquele embate povoa o imaginário das duas torcidas – e não só delas. Os Gunners nunca estiveram tão próximos de tocar o céu europeu, ainda que a derrota para o Barcelona na final sirva de marco a uma derrocada mais longa e profunda vivida no norte de Londres. Já o Submarino Amarelo até conseguiu outras campanhas continentais relevantes, mas nunca com a mesma aura daquele timaço dirigido por Manuel Pellegrini, que escrevia um conto de fadas. As partidas desta temporada não se equiparam àquelas de 2006, mas têm potencial de se gravar nas lembranças dos torcedores e servir de apêndice depois de tanto tempo.

O Arsenal experimentava um dos períodos mais gloriosos de sua história, mas também convivia com transformações. Nas oito temporadas anteriores, o time de Arsène Wenger havia sido três vezes campeão da Premier League e acabou com o vice nas outras cinco campanhas. Também tinha acumulado quatro troféus na Copa da Inglaterra. Faltava mesmo um sucesso maior nas competições europeias. Os Gunners, no máximo, haviam perdido a final da Copa da Uefa em 1999/00 para o Galatasaray. Na Champions, não tinham passado das quartas de final. E num momento em que o desempenho na Premier League já não era tão bom, veio a campanha marcante de 2005/06.

Aquela temporada marcou a despedida do Arsenal no Estádio Highbury. A histórica casa do clube, acanhada e calorosa, seria substituída por um estádio bem maior e mais moderno que prometia uma injeção de dinheiro nas receitas. No fim das contas, tanta grana não faria muita diferença, quando a equipe perdia destaques e dava sinais de desgastes. A campanha na Premier League 2005/06 ainda valeu uma vaga na Champions, mas, pela primeira vez em dez anos, os Gunners acabavam de fora do pódio no Campeonato Inglês. A quarta posição seria garantida apenas com uma arrancada na reta final, depois que o time passou mais da metade da campanha fora da zona de classificação, só ultrapassando o Tottenham na última rodada. Mesmo nas copas nacionais os resultados não eram bons. A Champions, todavia, permitiu aos londrinos sonharem alto.

Wenger e Pellegrini (Foto: Imago / One Football)

O Arsenal começou sua jornada num grupo relativamente acessível e atropelou todo mundo. Foram 16 pontos em 18 possíveis na chave que incluía Ajax, Thun e Sparta Praga. O primeiro grande desafio surgiu nas oitavas, diante do galáctico Real Madrid. A presença de Iker Casillas, Roberto Carlos, David Beckham, Zinédine Zidane, Raúl e Ronaldo do outro lado não intimidou. Thierry Henry garantiu a vitória por 1 a 0 no Bernabéu, enquanto o empate sem gols no Highbury se tornou suficiente para selar a classificação, numa época em que os merengues travavam repetidamente nas oitavas. Já nas quartas, outro gigante, com o embate diante da Juventus. A Velha Senhora escalava figuras do porte de Gianluigi Buffon, Lilian Thuram, Fabio Cannavaro, Pavel Nedved, David Trezeguet e Zlatan Ibrahimovic. Ainda havia um emotivo encontro com Patrick Vieira. Mas, em Highbury, a vitória por 2 a 0 (gols de Cesc Fàbregas e Henry) permitiu que o Arsenal segurasse o 0 a 0 em Turim.

Se o Arsenal parecia romper uma barreira com a primeira semifinal de Champions em sua história, o que dizer do novato Villarreal? O Submarino Amarelo era uma força em ascensão no Campeonato Espanhol e já causava um terremoto na Europa. Localizado em uma cidade pequena, passou décadas nas divisões de acesso, até que passasse a contar com o apoio de empresários locais e, mais importante, crescesse de maneira sustentável graças aos ótimos movimentos no mercado. A diretoria sabia explorar o mercado sul-americano como poucas equipes na época e isso garantiu excelentes resultados, com o time se colocando na parte de cima da tabela em La Liga e se acostumando com as copas europeias.

O Villarreal já vinha de uma estreia fantástica na Copa da Uefa. Após terminar na oitava colocação do Espanhol em 2003/04, o time carimbou o passaporte pela primeira vez. A tradição dos adversários não intimidou o Submarino Amarelo, que deixou pelo caminho Galatasaray, Roma e Celtic. A queda só aconteceu nas semifinais, contra o Valencia, um velho rival regional. Paralelamente, o clube ainda emplacou seu melhor resultado no Campeonato Espanhol, com a terceira colocação em 2004/05, atrás apenas de Barcelona e Real Madrid. Era a garantia não apenas de que o Villarreal poderia voltar a competir na Europa durante a temporada seguinte, como também de que desembarcaria na Champions pela primeira vez. Acabaria em sétimo no Espanhol de 2005/06, mas a arrancada no torneio continental valeu por tudo.

Lehmann e Sorín (Foto: Imago / One Football)

O Villarreal já teve forças para fazer barulho nas preliminares, quando conquistou duas vitórias sobre o Everton. Entrou no Grupo D, com outro inglês pela frente. O Manchester United era o favorito naquela chave, mas acabou na lanterna. O Submarino Amarelo foi o líder, à frente de Benfica e Lille. Num quadrangular repleto de empates, os espanhóis se deram melhor ao não sofrerem nenhuma derrota, com triunfos sobre os portugueses e os franceses. As oitavas pareciam acessíveis ao Villarreal, que pegou o Rangers de Barry Ferguson, Dado Prso e Peter Lövenkrands. Os gols fora ajudaram, com o 2 a 2 em Ibrox e o 1 a 1 no Madrigal. As quartas de final estavam de bom tamanho ao Submarino Amarelo, ainda mais encarando a Inter, em pleno renascimento sob as ordens de Roberto Mancini. Os nerazzurri tinham Javier Zanetti, Iván Córdoba, Esteban Cambiasso, Luis Figo, Juan Sebastián Verón, Dejan Stankovic, Álvaro Recoba e Adriano. Venceram no San Siro por 2 a 1, de virada, após Forlán abrir o placar. Mas o gol fora seria cabal aos valencianos, com 1 a 0 garantido por Rodolfo Arruabarrena no Madrigal.

Em tempos de maior equilíbrio no futebol europeu, aquele elenco do Villarreal era icônico. Manuel Pellegrini tinha sido uma escolha certeira para o comando. O chileno tinha dirigido diversos clubes em seu país, com destaque à passagem pela Universidad Católica, antes de dar saltos maiores ao redor da América do Sul. Primeiro, ajudou a alavancar a LDU Quito. Depois, seria campeão tanto no San Lorenzo quanto no River Plate. Considerando como se montava o Submarino Amarelo, sua escolha em 2004 soava como natural. E a primeira temporada já seria histórica, com o terceiro lugar no Espanhol, além da semifinal na Copa da Uefa. Algo grande começava a ser montado no Madrigal. Aquela equipe era basicamente uma seleção latino-americana, sobretudo argentina, com bons complementos espanhóis e um medalhão italiano. Dizia-se que, na Argentina, só Boca e River eram mais populares que o Villarreal naqueles tempos. O mesmo no Uruguai, atrás de Nacional e Peñarol.

O goleiro titular na reta final da Champions era o argentino Mariano Barbosa, tomando a posição que foi do uruguaio Sebastián Viera em grande parte da campanha. A defesa tinha o argentino Rodolfo Arruabarrena e o boliviano Juan Manuel Peña, complementada por Quique Álvarez, Gonzalo Rodríguez e Javi Venta. Antonio Valencia ainda era reserva. Já o meio, o setor mais forte daquele Submarino Amarelo, reunia diferentes virtudes com um quarteto formado por Marcos Senna, Alessio Tacchinardi, Juan Pablo Sorín e Juan Román Riquelme – além da alternativa do volante Josico e do ascendente Santi Cazorla. Contar com Riquelme em seu melhor momento na Europa, aliás, é um orgulho raro que se viveu no Madrigal. Já na frente, uma dupla que se entendia perfeitamente entre Diego Forlán e José Mari, com menção especial aos gols empilhados pelo uruguaio em seu estouro no futebol europeu. Ainda contavam com as alternativas de Luciano Figueroa e Guillermo Franco. Uma força que fazia entender aquela histórica campanha.

Quique Álvarez e Henry (Foto: Imago / One Football)

No papel, todavia, o Arsenal ainda impunha mais respeito. Era a primeira temporada sem Patrick Vieira, enquanto Dennis Bergkamp vivia a última temporada da carreira, mas a espinha dorsal formada desde os Invincibles permanecia sob as ordens de Arsène Wenger. O treinador, inclusive, tentava gravar seu nome além das fronteiras como não tinha acontecido desde então. O francês tinha méritos evidentes ao transformar os Gunners em uma potência nacional e se tornar o principal adversário do Manchester United de Sir Alex Ferguson. Mas faltava um feito maior nos torneios da Uefa, considerando que o antecessor George Graham havia faturado a Recopa Europeia em 1994 – além de ter perdido a mesma final em 1995. Aquela Champions, enfim, trazia o peso internacional necessário ao timaço dos londrinos.

Naquela campanha, o Arsenal obteve seu sucesso com uma defesa fortíssima. Foram dez partidas consecutivas sem sofrer gols, um recorde. E tudo começava pela fase inspirada de Jens Lehmann no gol. A zaga era liderada por Kolo Touré, com a companhia de Sol Campbell ou Philippe Senderos no meio, além de Emmanuel Eboué e de Mathieu Flamini nas laterais. Nem era o melhor quarteto à disposição, considerando as lesões de Lauren e Ashley Cole pelos lados. E a tranca na cabeça de área cabia a Gilberto Silva, outro em momento excepcional. Wenger na época costumava utilizar um quarteto de meias na ligação. A ascensão de Cesc Fàbregas era impactante, dando mais capacidade criativa ao lado de Robert Pirès. Mais abertos, apareciam Alexander Hleb, Freddie Ljungberg ou José Antonio Reyes. Já na frente, Thierry Henry permanecia como um dos melhores jogadores do mundo. Bergkamp poderia ser uma alternativa por ali, assim como Robin van Persie. O banco ainda elencava Emmanuel Adebayor e Theo Walcott. Não era o time mais célebre que Highbury já viu, mas se mantinha respeitabilíssimo.

A primeira partida da semifinal permitiu que o Arsenal começasse a decidir em Highbury. E os Gunners aproveitaram o mando de campo, com a vitória por 1 a 0 dentro de casa. Foi uma atuação segura dos londrinos, conseguindo segurar a poderosa linha ofensiva do Villarreal. E dava até para dizer que os comandados por Arsène Wenger desperdiçaram uma chance de construir um placar mais vantajoso, diante da maneira como pressionaram e criaram mais oportunidades. Ao menos, os ingleses não deixaram passar o triunfo, naquela que foi a despedida europeia de seu histórico estádio.

Forlán e Fàbregas (Foto: Imago / One Football)

O início do jogo se transformou num ataque contra defesa. O Arsenal martelava num ritmo forte, mas não aproveitava suas chances e viu um gol ser mal anulado por impedimento. Para aliviar a tensão, apenas a entrada de um simpático esquilo no meio do primeiro tempo. A insistência dos Gunners continuaria, com a defesa espanhola conseguindo travar e reduzir os espaços, por mais que Henry causasse insistentes problemas. O gol da vitória, ainda assim, veio aos 41. O escanteio foi parcialmente afastado pela zaga, mas a sobra ficou com Henry. O francês acionou Hleb, que cruzou rasteiro e viu Kolo Touré se meter entre os zagueiros para estufar às redes. No fim do primeiro tempo, o Villarreal ainda tentou arrancar o empate, com Lehmann espalmando uma falta de Riquelme. Os visitantes também reclamaram de um pênalti que deveria ser marcado sobre José Mari.

Já no segundo tempo, o Arsenal manteve o controle da partida e ainda criou ocasiões para mais, através de seus rápidos contragolpes. A defesa não sofria grandes perigos, com Gilberto Silva colando em Riquelme, o que desabastecia Forlán e José Mari mais à frente. As principais tentativas do Villarreal se restringiram a chutes de longe. Na melhor delas, Lehmann buscou no canto o tiro de Marcos Senna. Os Gunners tiveram um gol bem anulado por impedimento e ainda viram Cesar Arzo salvar um tento de Henry quase em cima da linha, em noite na qual o capitão Quique Álvarez também se desdobrou na marcação. Pelo volume de jogo e pela intensidade, dava para dizer que o Submarino Amarelo tinha sorte por não levar um prejuízo maior, considerando a maneira como os londrinos rondaram a área.

No Madrigal, uma semana depois, o reencontro se prometia diferente. A cidade de Vila-Real respirava a Champions e o sonho nunca imaginado. O Villarreal tinha virtudes para permitir essa ambição, como uma equipe se sentia mais cômoda com a bola. Dependia de Riquelme tratando bem o couro e ditando o ritmo da orquestra, o que aconteceria com espaços maiores aos mandantes. Enquanto isso, o Arsenal buscaria proteger o resultado construído em Highbury, apostando na velocidade de seu ataque para explorar os contragolpes. O que se viu, no entanto, foram os Gunners passarem um sufoco tremendo e verem sua classificação em xeque – só salva por um empate 0 a 0, com Lehmann se consagrando como herói na marca da cal diante de Riquelme.

Desde o primeiro tempo, as cartas estariam nas mãos do Villarreal. O Arsenal preferiu ficar entrincheirado, contando com o retorno de Sol Campbell para dar mais solidez à zaga, recuperado de uma fratura no nariz. Logo de cara, Wenger também precisou queimar uma substituição, quando Flamini se lesionou e Gaël Clichy entrou na lateral esquerda. De início, o Submarino Amarelo não ofereceu tantos problemas, mas cresceu com o passar dos minutos. Lehmann já seguraria uma batida de Sorín, enquanto os espanhóis apertavam. Já do outro lado, quando Henry teve mais espaço, a arbitragem parou o ataque com um impedimento. Mas o francês se via quase sempre isolado e bem acompanhado por Quique Álvarez. Reyes, que entrou para dar mais velocidade, mal funcionava. Apenas Fàbregas oferecia algum lampejo ao apagado time inglês.

O Villarreal fluía principalmente pelos lados do campo, aproveitando as presenças de Sorín e Javi Venta mais abertos, com o lateral direito perturbando Clichy. Riquelme exercia sua cátedra na armação, como não tinha sido em Highbury. O Arsenal se empenhava e conseguia rechaçar os perigos. Mas, pouco antes do intervalo, o Submarino Amarelo quase marcou com o mexicano Guille Franco, que substituía José Mari e acompanhava Forlán na frente. O atacante mergulhou e Lehmann realizou uma defesaça. Nos acréscimos, o goleiro também iniciaria o duelo particular com Riquelme, ao defender em dois tempos uma falta cobrada pelo argentino.

Hleb e Riquelme (Foto: Imago / One Football)

O segundo tempo começou no mesmo ritmo, com a blitz do Villarreal. Franco dava mais presença de área ao time, mas suas cabeçadas não tomavam a direção certa por centímetros. O Arsenal, acuado, mal finalizaria naquela noite, com Barbosa sempre se antecipando no gol. Como se não bastasse, o Submarino Amarelo ainda perdeu uma chance claríssima com Forlán, aos 19. O uruguaio pegou uma sobra com o gol aberto, mas, abafado por Lehmann, errou o alvo. E a frustração se ampliou um pouco mais quando Franco teve um gol anulado por impedimento. Na reta final, o time de Manuel Pellegrini perdeu intensidade, diante da insistência que não se convertia no placar. Até que, aos 43, José Mari desabasse na área após contato de Clichy em suas costas e conseguisse um pênalti que, embora discutível, parecia cair dos céus.

Riquelme assumiu a cobrança. O maestro daquele Villarreal, o craque que sustentou o sonho naquela Champions. O argentino parecia confiante, tranquilo. Beijou a bola e a ajeitou carinhosamente na marca da cal. Disparou com passadas largas e chutou no canto esquerdo do goleiro. Não foi um tiro forte ou bem colocado. O excesso de segurança, no fim, soou como displicência. Lehmann acertou o lado e conseguiu espalmar. O jogo se seguiria no rebote e nos acréscimos, mas o mundo tinha parado de girar para Román ali.

É emblemática a cena de Riquelme, atônito, vendo o lance se desenrolar no meio da área. Vendo a zaga do Arsenal rechaçar a sobra, enquanto ele sequer se movia. Depois disso, já não havia esperanças. Os Gunners alcançavam a inédita final. O Submarino Amarelo sequer forçou a prorrogação, que tanto merecia. Apesar de tudo, os eliminados saíram aplaudidos pelos 24 mil presentes nas arquibancadas e Román ganhou seu perdão. Depois do jogo, o próprio Wenger admitia a “dose de sorte”. Enquanto isso, Pellegrini afirmava que seu time foi superior no Madrigal se comparado ao Arsenal no Highbury, mas eximiu seu maestro de qualquer culpa. Nas tribunas, o presidente Fernando Roig chegou a chorar.

Riquelme não seria o mesmo no Villarreal depois disso. “Não matei ninguém, só errei um pênalti…”, sentenciou. O maestro sentiu as críticas da imprensa e, por mais que a torcida demonstrasse seu amor pelo ídolo, ele preferiu voltar para casa meses depois. Sua consolação viria no amado Boca Juniors, para coroar sua campanha individualmente mais brilhante na Libertadores, com a conquista em 2007. Pellegrini ficou para conduzir o Villarreal em novas boas campanhas, assim como outros jogadores liderariam o Submarino Amarelo – em especial Forlán e Marcos Senna, depois Cazorla e Bruno Soriano. O time voltaria a mais duas semifinais continentais depois disso, em 2011 e 2016 – ambas da Liga Europa, sem passar à final. Na Champions, no máximo, os espanhóis atingiram as quartas de final em 2008/09. Caíram de novo ante o Arsenal, desta vez sem beirarem tanto a classificação, sem repetirem o gosto inenarrável sentido e perdido nos pés de Riquelme.

O Arsenal, por sua vez, prefere esquecer a virada do Barcelona na decisão da Champions em Paris. A única vez que o clube repetiria as semifinais foi exatamente em 2008/09, sucumbindo ao Manchester United. Henry partiu para ser campeão europeu no Barça, as promessas contratadas não vingaram, as repetidas glórias de Highbury não se replicaram no Emirates. A era Wenger fica cada vez mais no passado, com os Gunners tateando um caminho para tentar recobrar o sucesso. Hoje, o mais próximo disso é a Liga Europa, na qual o clube já teve um vice recente. A salvação da atual temporada ocorre no torneio continental. E é emblemático que venha exatamente contra o Villarreal, de memórias tão vivas, tão doces, tão próximas do amargor.

Lehmann e Riquelme (Foto: Imago / One Football)

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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