Champions League

Real Madrid conseguiu tornar até uma vitória na Champions um problema para o time

Depois da goleada que sofreu do Barcelona, o Real Madrid voltou às vitórias contra o Shakhtar Donetsk, pela Champions League. Os merengues fizeram quatro gols, mas mesmo assim, a vitória veio com um sofrimento inesperado. Um 4 a 3 emocionante para quem via, cardíaco para os torcedores dos dois times. O Real Madrid chegou a estar vencendo por 4 a 0, saiu de campo com um 4 a 3 e comemorando, porque parecia que com alguns minutos a mais, não daria para aguentar a pressão do time da casa. Cada um dos últimos minutos durou uma eternidade. E o time deixa o campo com uma vitória, mas mesmo assim, muito questionado.

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O time teve uma formação diferente do que vimos contra o Barcelona no Santiago Bernabéu, no sábado. Casemiro voltou ao time, formando o meio-campo ao lado de Kovacic e Modric, e o time teve no ataque Isco, Bale e Cristiano Ronaldo. Com Casemiro, evidentemente o time merengue ganha em marcação e fica mais posicionado em campo. O time depende mais da criatividade dos próprios volantes, especialmente Kroos e Modric. Foi assim que o time chegou ao primeiro gol, com Modric lançando para Bale, que viu Pyatov sair mal do gol e tocou para o meio, onde Cristiano Ronaldo completou para o gol. A bola nem chegou a bater na rede, o zagueiro tirou, mas a bola já estava dentro. Eram 18 minutos da primeira etapa. Foi o placar do primeiro tempo de um jogo longe de ser bom. O time ucraniano não ia bem, mas os merengues também não faziam muito por merecer mais.

Veio o segundo tempo e as emoções com ele. Modric ampliou o placar aos cinco minutos, em passe de Cristiano Ronaldo. O jogo, então, se encaminhou para o lado espanhol. Aos sete minutos, Carvajal acertou um chute por cobertura e ampliou o placar para 3 a 0. O jogo entrou no medo preguiça do Real Madrid. Mesmo assim, veio mais um gol. Em um erro de passe no meio-campo, Bale tomou a bola, correu pela lateral do campo e cruzou para Cristiano Ronaldo. Ele precisou finalizar duas vezes para marcar. Com 4 a 0 no placar, a sensação era que o jogo tinha acabado. Afinal, eram 25 minutos e o placar estava definido.

É, mas não foi bem assim. Aos 32 minutos, o árbitro Baj Nijhuis marcou um pênalti bem duvidoso de Casemiro em Taison. Alex Teixeira cobrou e marcou, diminuindo o placar. Parecia que seria só para constar, mas não foi. Aos 38, Dentinho completou um cruzamento para as redes e o placar ficou em 4 a 2. Seria que teria jogo? Teve. Aos 43 minutos, Alex Teixeira completou para o gol uma boa jogada de Taison, marcando o 4 a 3 que parecia improvável. Com isso, os últimos minutos foram de muita pressão dos ucranianos. Mas faltou um pouco de qualidade para a equipe aproveitar a posse de bola. Acabou desperdiçando dois ou três ataques que seriam fundamentais.

O Real Madrid venceu, mas a porrada que tomou do Barcelona ainda reverbera. Até porque o time saiu de uma vitória tranquila para um sufoco terrível. Tomar três gols do Shakhtar como aconteceram é para aumentar os problemas. O time desligou no segundo tempo, como se nada tivesse com o resto do jogo. E olha que não tinha jogado grande coisa até ali, mas o resultado estava construído. Por isso, mesmo classificado à próxima fase, o Real Madrid continuará sofrendo com pressão. O resultado veio, mas o futebol continua sendo um problema. O time defensivamente é frágil, não foi criativo e ainda teve um certo desdém no segundo tempo, algo que quase custou a vitória.

O cenário de uma goleada que poderia trazer alguns dias de paz para Rafa Benítez foram para o ralo com os gols sofridos e a vitória suada, em vez de tranquila. O caldeirão em Madri continuará fervendo. Ainda mais com o rival Barcelona jogando tão bem como está.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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