Champions League

PSG parece preparado para subir um degrau na Europa com vitória com sobras sobre o Chelsea

Entrar para o grupo de favoritos na Champions League é uma tarefa pesada ultimamente. Barcelona, Real Madrid e Bayern de Munique monopolizam as semifinais da competição nos últimos anos. O Paris Saint-Germain é um pretendente a entrar nesse grupo, especialmente pelo nível de gasto que tem. Nesta quarta-feira, em Londres, o time de Paris demonstrou algo que lhe faltou nas últimas temporadas: fez valer a sua força diante de um adversário forte. Se classificou com uma vitória por 2 a 1 sobre o Chelsea, mesmo placar do jogo de ida.

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Quando o sorteio colocou o Paris Saint-Germain diante do Chelsea nas oitavas de final da Champions League, os franceses eram favoritos. A melhora dos ingleses após a demissão de Mourinho fez com que o confronto tivesse sensação de equilíbrio. Não aconteceu. O PSG foi superior nos dois jogos, com alguma tranquilidade. Viu o seu time, tecnicamente excelente, controlar o jogo a maior parte do tempo. Nunca esteve perto de ser eliminado.

Logo aos seis minutos, Ibrahimovic, impedido, marca o gol. Mesmo com pouco tempo de jogo, o PSG já era melhor que o adversário, ficava mais no campo de ataque e parecia dominar as ações.  Eram os visitantes que tinham a bola e criavam chances, chegando ao ataque três vezes antes dos 10 minutos de jogo. Um mau sinal para os torcedores do time da casa.

O gol saiu aos 16 minutos, em uma boa jogada de Ibrahimovic pela direita, que cruzou rasteiro para Rabiot marcar. O volante francês foi titular do trio de meio-campo ao lado de Matuidi e Thiago Motta. O brasileiro naturalizado italiano, aliás, fez um grande jogo. Desarmou bem, foi duro quando necessário e, além de tudo, ainda teria uma participação importante no ataque.

Mesmo pior no jogo, o Chelsea não perdoou quando o PSG errou. Thiago Motta perdeu a bola para Pedro, que tabelou com Willian. O brasileiro achou Diego Costa em ótima situação dentro da área. Ele driblou Thiago Silva e tocou colocado para marcar. Um empate que prevaleceu até o intervalo, mas o Chelsea ainda não tinha esboçado uma pressão intensa.

No início do segundo tempo, o PSG continuava sendo dominante em campo em termos de posse de bola e controle do confronto, uma vez que estava em vantagem pela vitória no jogo de ida. O Chelsea, porém, tentava assustar e, aos 20 minutos, chegou perto do gol da virada. Foram duas finalizações perigosas dentro da área em um mesmo lance, de Willian e Hazard, defendidas por Trapp.

Rabiot e Ibrahimovic marcaram os gols da vitória do PSG sobre o Chelsea em Londres (AP Photo/Kirsty Wigglesworth)
Rabiot e Ibrahimovic marcaram os gols da vitória do PSG sobre o Chelsea em Londres (AP Photo/Kirsty Wigglesworth)

Foi quando veio um golpe duro demais. Aos 22 minutos, Thiago Motta fez o lançamento para Di María do lado esquerdo, que cruzou rasteiro para Ibra, sozinho, completar para o gol. Um gol decisivo e importante, porque fez o Chelsea precisar de dois gols de diferença para se classificar. E para quem estava com dificuldade de marcar um, marcar três, àquela altura do jogo, era difícil demais. Era como ter que correr uma maratona na subida. O time não teve força.

O PSG, por sua vez, nem deu muita chance ao Chelsea para sonhar. Seguiu tendo mais de 60% de posse de bola durante boa parte do segundo tempo, impedindo que os ingleses tentassem aquele sufoco de fim de jogo. A eliminatória parecia completamente controlada. Em campo, o time parecia maduro, tranquilo e consciente do que estava fazendo.

Este é um sinal importante para um time que vem, há três temporadas, batendo na trave. Em 2015, o time eliminou este mesmo Chelsea, mas agora se mostrou muito mais forte. Vai para as quartas de final preparado para fazer jogo duro com quem for. Em duas de suas eliminatórias perdidas desde que voltou à Champions League, o PSG caiu diante do Barcelona. Em ambas, fez jogo muito duro. Desta vez, o PSG parece muito preparado para subir um degrau a mais na escala europeia. Se isso irá acontecer ou não, veremos a partir das quartas de final.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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