Champions League

Mbappé: ‘Não podemos nos dar ao luxo de ter tantas chances e não marcar’

No vestiário dos visitantes, o técnico Eddie Howe estava bastante frustrado com o pênalti marcado para o PSG

Naturalmente, os dois lados do empate por 1 a 1 entre PSG e Newcastle nesta terça-feira adotaram tons diferentes sobre o que aconteceu no Parque dos Príncipes. Os franceses, liderados por Kylian Mbappé, lamentaram o desperdício de chances, principalmente com o garoto Bradley Barcola no segundo tempo, enquanto o treinador inglês, Eddie Howe, explicou em detalhes por que acha que o pênalti que mudou o panorama do grupo da morte foi marcado injustamente.

O Newcastle vencia por 1 a 0 até os 51 minutos do segundo tempo. Esse resultado significava que dependeria apenas de uma vitória em casa contra o Milan na última rodada para se classificar. O PSG precisaria derrotar o Borussia Dortmund no Signal Iduna Park e ainda contar com um tropeço dos ingleses. Mas o árbitro Szymon Marciniak marcou pênalti em um toque de braço de Anthony Gordon de Tino Livramento, Mbappé converteu, e a situação se inverteu: o PSG controla seu próprio destino, e o Newcastle torce para o Dortmund ainda ter algum interesse na partida final.

Isso não quer dizer que Mbappé ficou satisfeito. A sua equipe realmente dominou a partida em posse de bola (72% x 28%) e finalizações (31 x 5). E se não foi uma avalanche de chances criadas, Barcola desperdiçou pelo menos três bem interessantes antes do pênalti para arrancar o empate.

– Não podemos nos dar ao luxo de ter tantas chances e não marcar. Em jogos como este, no fim das contas, temos que matar. Tivemos muitas oportunidades claras. Tínhamos que ter vencido o jogo por uma larga margem. Nós, os jogadores, temos que ser mais diligentes diante do gol. É frustrante porque dominamos esta equipe do início ao fim. Eles não tiveram nada e sabíamos que o jogo deles era não ter nada – afirmou.

Para Mbappé, o resultado não pode deixar o PSG acomodado para a última rodada.

– Temos que continuar pressionados. Ainda há uma partida para vencer. Vamos para Dortmund para vencer e ficar em primeiro. Temos que jogar com personalidade. Vamos tentar trabalhar diante do gol. Se jogarmos assim e formos mais habilidosos, as coisas correrão bem em Dortmund – completou.

“Não foi pênalti”

Desfalcado de quase uma dezena de jogadores, o Newcastle segurou o PSG enquanto podia e quase saiu com um ponto valioso. O pênalti foi realmente controverso porque a bola pegou na barriga de Livramento antes de tocar no seu cotovelo e levou o geralmente comedido Eddie Howe a ser bem explícito em sua reclamação, embora tenha reconhecido que seu time levou certa sorte.

– Não é pênalti quando pega no peito primeiro e depois atinge a mão, que está baixa. Não posso dizer o que está passando pela minha cabeça. Achei que o árbitro fazia um bom jogo até aquele momento. Ainda estou me conformando. Estou me sentindo muito desanimado e também satisfeito com o que os jogadores deram. O compromisso, execução. Surfamos na sorte e no fim ela acabou. Não achei que foi pênalti – disse.

– O que você não leva em consideração nesses replays é a velocidade da bola. Atinge o peito primeiro. Se pega na mão primeiro, bom, ainda não é pênalti porque está tão perto, mas você pode apresentar um caso mais forte. Sinto que foi uma decisão ruim e muito frustrante para nós porque, naquele momento, você sabe que tem pouco tempo de jogo, mas nada que possamos fazer. Eu tenho que me controlar. É meu trabalho. Não faz bem a ninguém perder o controle do que você pensa ou do que você diz.

– Eu sinto pelos jogadores depois do que eles me deram, como atuaram em circunstâncias muito difíceis e o que essa decisão faz para o grupo porque nosso destino não está mais conosco. E isso é difícil de aceitar – encerrou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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