Champions League

Pjanic e Khedira foram enormes no meio-campo da Juventus no Camp Nou

Ser pressionado por um jogo inteiro no Camp Nou e não sofrer é algo que poucos times conseguem. A Juventus conseguiu, deixando o gol de Gianluigi Buffon bem protegido. A defesa será muito valorizada, com Leonardo Bonucci e Giorgio Chiellini sendo destacados, com justiça. Mas foi no meio-campo que a Juventus teve seus dois jogadores que simbolizaram a tranquilidade do time em campo. Miralem Pjanic e Sami Khedira fizeram uma partida impecável. Foram em campo aquilo que o time precisava: tranquilidade.

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No 4-2-3-1 de Massimilliano Allegri, Pjanic é volante ao lado de Khedira. O bósnio fez oito desarmes na partida, de longe o líder neste quesito. Fez ainda cinco interceptações, mesmo número dos zagueiros Chiellini e Bonucci e do lateral Alex Sandro. Na posição que atua, estava na linha de passe do Barcelona que tentava, com paciência, encontrar um espaço.

Ele e Khedira pareciam sempre bem posicionados, sem precisar correr muito, enquanto os barcelonistas iam de um lado para o outro, se matando, buscando abrir um caminho, por mais estreito que fosse. O bom posicionamento do time todo fez com que os 576 passes que o Barcelona trocou fossem, na sua maior parte, ineficientes. Tanto que quem mais passes fez foi Gerard Piqué (76), Samuel Umtiti (69), Jordi Alba (65) e Sergio Busquets (65). Só então vem um jogador de frente, Neymar (56).

A Juventus terminou o jogo com 33 desarmes certos, 20 interceptações e 46 bolas afastadas. Os catalães não conseguiram o gol, mas conseguiram consagrar a defesa do time de Turim. E cada vez que a bola era recuperada pelo time de Turim, Pjanic e principalmente Khedira começavam as jogadas. E muito bem.

Sami Khedira, da Juventus, contra o Barcelona (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)
Sami Khedira, da Juventus, contra o Barcelona (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)

Khedira se consagrou no fatídico jogo do Mineirão, aquele 7 a 1. Entrou tabelando na área do Brasil. Mesmo no Camp Nou, o jogador foi perigoso muitas vezes. Nos contra-ataques que o time italiano teve, quase sempre Khedira estava envolvido, nem que fosse no começo da jogada. Não por acaso, Pjanic (51) foi o que teve mais passes na Juventus, seguido por Gonzalo Higuaín (37), Daniel Alves (32), Mandzukic (31) e Khedira (30).

O mérito do técnico Massimiliano Allegri está em escalar dois volantes com essa qualidade técnica, com um posicionamento tão bom. E olha que são muitos méritos. Alguns dizem que é no meio-campo que se vence o jogo. Se é assim, Pjanic e Khedira foram os destaques. E nem a suspensão do alemão é tão preocupante assim. Ele teve que cobrir uma saída de bola errada de Alex Sandro e tomou cartão amarelo, que o tira do jogo de ida da semifinal. No banco, Allegri tem Claudio Marchisio, que só tem jogado pouco na temporada pelas muitas lesões. A qualidade deve ser mantida.

A defesa é destaque quando a Juventus vai ao Camp ou e faz o Barcelona, pela primeira vez em 21 jogos de Champions League, não conseguir marcar um gol em casa. Mas o meio-campo é o que torna essa Juventus tão perigosa. Os adversários que se cuidem. Lá atrás a Juventus tem uma defesa sólida. No meio-campo, é difícil marcar o time italiano já nos volantes. Como já era com Andrea Pirlo, na campanha de 2014/15. Desta vez, os torcedores bianconeri esperam que o final da história seja diferente.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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