Champions League 2026/27

Mourinho: ‘Real Madrid teria tomado 5 da Roma se esses dois jogadores tivessem começado’

Antes de confronto pela Champions League, técnico português analisa problemas no meio-campo, uma das áreas mais criticadas em seu início nos Merengues

O Real Madrid ainda não tem um time titular definido depois de praticamente dois meses de início das competições oficiais, além da pré-temporada. Até por isso, o desempenho do time de José Mourinho tem sido irregular, mesmo vencendo três jogos seguidos, sendo um deles uma virada histórica sobre a Roma.

Uma grande dúvida da escalação merengue tem sido a dupla de volantes. Aurelién Tchouaméni e Fede Valverde se prevaleceram como os titulares a partir do último mês, mas ambos têm dificuldades na saída de bola, talvez a maior deficiência coletiva atual do time.

Mourinho tem sido pressionado a usar jogadores com maior qualidade nessa função, como Arda Güler e Bernardo Silva. O primeiro foi titular junto de Tchouaméni no último domingo (18), vitória por 4 a 1 sobre o Sevilla. O técnico português, porém, vê como improvável usar os dois juntos.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (20), antes do confronto com o RB Leipzig, ele destacou que a escalação do meio depende da situação e busca equilibrar a qualidade com a capacidade defensiva. Para o “Special One”, caso Bernardo e Güler tivessem iniciado como titulares contra a Roma, o Real teria sofrido uma goleada.

— No outro dia, jogamos com um meio-campo diferente, com um jogador mais posicional e outro mais criativo. Depende da situação. Tento montar a melhor combinação possível para oferecer equilíbrio e qualidade. Se tivéssemos começado o jogo em Roma com Bernardo e Arda, teríamos sofrido cinco gols, porque não tínhamos capacidade para sustentar aquilo. Às vezes terei razão, outras vezes não.

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Mourinho assume que seu Real Madrid ‘ainda falta muito'

Mesmo com o perfil confiante — que pode ser arrogante para muitos –, Mourinho assumiu que sua equipe ainda está distante do que ele e sua comissão técnica buscam. “Estou perfeitamente consciente disso, mas não podemos perder de vista que ainda há muito trabalho a fazer em diferentes níveis”, disse.

— Ainda falta muito. Estamos aqui há três meses. É impossível estar onde queremos. Precisamos melhorar sempre coletivamente. Quanto mais conhecimento temos, mais empatia desenvolvemos. As exigências são máximas. […] Por exemplo, o aspecto tático é um acúmulo de conhecimento. Não sou um treinador teimoso, daqueles que vivem ou morrem por uma ideia. Isso significa que estou sempre aberto a analisar e compreender as coisas para buscar o melhor.

Esta terça, 20 de outubro, representa o dia 100 desta segunda passagem do português no Santiago Bernabéu. Não tem sido um período fácil para ele, afinal, encontrou um clube pressionado pela ausência de títulos desde 2024 e um desafio para encaixar as várias estrelas.

— Eu estava preparado. Não posso falar em surpresas nem dizer se esperava algo melhor ou pior. Esperava encontrar o que encontrei. Quis ver as coisas com meus próprios olhos e também ouvir as pessoas. Não cheguei pensando que ficaria aqui por 100 dias ou três anos. Tento dar o meu máximo todos os dias — analisou o treinador.

José Mourinho em treino do Real Madrid
José Mourinho em treino do Real Madrid (Foto: IMAGO / Alterphotos)

Mesmo que 100% na Champions League, competição em que joga nesta quarta (21) com o Leipzig, Mourinho sabe que está pressionado pela vantagem de seis pontos do rival Barcelona na liderança de La Liga. O El Clásico deste domingo (27) é a oportunidade de tentar reverter a crise atual, mas o adversário tem sido o melhor time do mundo na temporada e venceu todos os jogos. Será um jogão no Camp Nou.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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