Champions League

Mesmo com troca de técnico e reforços badalados, Mount segue essencial ao Chelsea

O inglês de 22 anos abriu o placar contra o Porto com um belo gol

O Chelsea ainda não havia finalizado quando Mason Mount recebeu de Jorginho, dominou girando para cima de Zaidu Sanusi e emendou um chute cruzado para abrir o placar da vitória por 2 a 0 do Chelsea fora de casa, no jogo de ida das quartas de final da Champions League contra o Porto. Apenas mais um exemplo da importância do jovem inglês para os Blues, que tem resistido a troca de técnicos e reforços mais badalados.

Mount sempre foi tido como um jogador de Frank Lampard. Em parte era pela comparação fácil: um meia-atacante inglês com chegada na área e um bom olho para fazer gols. Em outra parte porque Mount havia trabalhado com Lampard no Derby County antes de a lenda se tornar treinador do Chelsea. Sob embargo de transferências, precisou dar chances aos jovens e ninguém aproveitou melhore as suas do que Mount.

Mount jogou todos os jogos do Chelsea naquela temporada, menos dois (uma pela Copa da Liga, outro na reta final da Premier League), com oito gols e cinco assistências. Mostrou ser um jogador talentoso e promissor, mas era de se esperar que desse um passo atrás quando o Chelsea investiu centenas de milhões de libras especialmente em jogadores de ataque como Timo Werner, Kai Havertz e Hakim Ziyech.

Ele continuou jogando. A demissão de Lampard poderia ser outro divisor de águas para ele e, no primeiro jogo com Tuchel, até pareceu que seria. Ficou no banco contra o Wolverhampton, quando o Chelsea jogou com Ziyech, Havertz e Giroud formando o trio de ataque. Mas não foi. Ele atuou em todas as rodadas da Premier League desde então, oito vezes desde o início, e marcou quatro gols.

Uma lesão quase no começo do trabalho de Tuchel atrapalhou, mas o treinador alemão tem precisado sambar um pouco para encaixar Havertz, o mais badalado dos reforços para esta temporada, em seu trio de ataque. Timo Werner quase sempre joga e Mount não tem dado brecha para ser sacado. O ex-jogador do Bayer Leverkusen foi titular nos poucos jogos em que o inglês ficou na reserva e às vezes é adiantado como centroavante, como nesta quarta-feira contra o Porto.

Ele é bem talhado para o que Tuchel precisa do seus atacantes. O Chelsea tem tido uma ótima defesa com base na manutenção da posse de bola. Não pode arriscar tanto perto da área adversária para não se expor demais aos contra-ataques. Mount tem acerto de passe de 87% nessa temporada e cria, em média, duas situações de finalização. Contra o Porto, um jogo de baixo volume ofensivo dos ingleses, serviu o companheiro uma vez e deu apenas um chute – o do gol que abriu o caminho à vitória da sua equipe.

A regularidade também tem valido muita moral com Gareth Southgate, treinador da seleção. Neste momento, Mount parece certo na Eurocopa no meio do ano. Foi titular nos últimos oito jogos da Inglaterra e topa atuar em todo lugar. Às vezes como uma peça de um trio de ataque, pelo meio ou pela esquerda, às vezes mais no meio-campo na ligação entre os dois volantes e os atacantes. Tem três gols e uma assistência nessas partidas.

E ainda é muito jovem. Com apenas 22 anos, pode melhorar bastante e se tornar um jogador ainda mais perigoso, mais próximo, por exemplo, ao seu mentor Frank Lampard. O que ficou claro nesta temporada é que não importa quem é o treinador do Chelsea: Mount tem bola para jogar muitos anos com a camisa azul.

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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