Champions League

Milão, cidade mais vitoriosa da Champions, recebe a final que a fará perder o posto para Madri

Quando falamos em Champions League, temos que falar em duas cidades: Madri e Milão. São as duas que mais vezes viram seus clubes levantarem taças da competição. Trazem em sua história momentos marcantes, craques e o peso das camisas dos seus clubes. Neste sábado, na final entre Real Madrid e Atlético de Madrid, a capital espanhola irá desempatar a disputa de cidade mais vezes campeã. Deixará Milão para trás, ironicamente em um jogo no lendário San Siro.

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A Champions League foi conquistada por 22 clubes diferentes ao longo da história, contando desde a sua criação, em 1956. De todos os países europeus, só 10 conquistaram o título. Os times de 21 cidades diferentes conquistaram o título. Veja, o número é muito próximo do número de clubes. Isso porque só uma cidade conquistou o título com dois clubes diferentes: Milão.

Isso acontece por os dois maiores campeões da Champions League são justamente de Madri e Milão. O Real Madrid, primeiro campeão do torneio, levantou a taça 10 vezes (1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1966, 1998, 2000, 2002 e 2014). O Milan é o segundo time mais vezes campeão, com sete títulos (1963, 1969, 1989, 1990, 1994, 2003 e 2007).

Madri, portanto, tem todos os seus títulos concentrados em um só clube, o Real Madrid. Milão tem o Milan como o seu maior vencedor, mas tem também a Internazionale, campeã em 1964 – um ano depois do primeiro título do rival da cidade -, 1965 e 2010. Milão, assim, soma 10 títulos, assim como Madri. Mantém, ao menos até sábado, o status de única cidade europeia a ter dois times campeões da Champions League.

Até sábado porque a final desta temporada pode mudar isso. O Atlético de Madrid, duas vezes vice-campeão em 1974 e em 2014, pode se tornar o segundo time de Madri a levantar a taça. Madri será a cidade com mais títulos da principal competição europeia, uma vez que os dois finalistas são da capital espanhol. Assim, a cidade de Milão pode perder as duas marcas de uma só vez.

Curiosamente, os dois clubes de Milão compartilham o mesmo estádio, o famoso Giuseppe Meazza, conhecido também como San Siro. O palco da final da Champions League. Na temporada que a cidade será ultrapassada por Madri em número de títulos, seus dois representantes, tão tradicionais no futebol europeu, sequer disputaram a competição. O momento é de baixa do futebol italiano como um todo, mas especialmente dos dois clubes da capital da Lombardia.

Há duas temporadas o Milan não sabe o que jogar a Champions League. A última vez que disputou a competição foi em 2013/14, quando caiu nas quartas de final justamente para um dos finalistas desta vez: o Atlético de Madrid. Em 2014/15 e em 2015/16, os rossoneri não conseguiram chegar à principal competição do continente. Aliás, não jogaram competição europeia alguma. E continuará assim na próxima temporada, porque o time foi o sétimo colocado na Serie A e não conseguiu o título da Copa da Itália, que lhe daria o direito de jogar a Liga Europa.

A Inter, última italiana campeã em 2009/10, vive uma seca ainda maior. Desde a temporada 2011/12 os nerazzurri não disputam a Champions League. Naquele ano, o time foi derrotado pelo Olympique de Marseille ainda nas oitavas de final. Jogou a Liga Europa na temporada 2012/13 e também em 2014/15. Em 2013/14 e na temporada que acaba de terminar, 2015/16, o time sequer jogou qualquer competição europeia. Novamente não irá disputar a Champions League na próxima temporada, 2016/17, mas, como quarta colocada da Serie A, jogará a Liga Europa.

Milão vive os ares de Champions League nesta temporada pela primeira vez. E depois ficará ao menos mais um ano sem receber uma partida desta competição. Os dois times de Milão passam longe dos esquadrões que já dominaram a Europa.

O futebol italiano busca a recuperação para retomar uma das suas vagas à Champions League, atualmente reduzidas a três. A disputa na próxima temporada será com a Inglaterra por uma posição a mais no ranking, que lhe renderá o direito de ter mais uma vaga a partir da temporada 2017/18, e tirará da Inglaterra. Para isso, os italianos terão que fazer um bom papel em todas as competições, especialmente na Champions League. Juventus, Napoli e Roma terão esse papel.

Os torcedores milaneses certamente esperam que nos próximos anos os seus dois times retomem suas tradições e voltem a participar da disputa pela orelhuda, a taça mais cobiçada do futebol europeu. Esperam que um dia os dois times entrem no torneio para vencer e, quem sabe, possam fazer um dia como Madri em 2016: levar seus dois times a uma final de Champions League e aumentar o seu lastro de conquistas na história. Há um longo caminho pela frente, mas sonhar ainda é de graça.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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