Champions League

Melhor que o Atlético do início ao fim, Chelsea vai às quartas de final pela primeira vez desde 2014

O Chelsea confirmou a classificação para as quartas de final da Champions League com uma superioridade notória. Diante de um Atlético de Madrid que não conseguiu ser melhor em nenhum momento, nem no primeiro, nem no segundo jogo, os Blues quebraram um estigma que vinha desde 2014 de não conseguir passar das oitavas de final. Em Stamford Bridge, o time inglês venceu por 2 a 0, depois de ter vencido por 1 a 0 o jogo de ida, que foi em Bucareste.

A eliminação é dura para o Atlético de Madrid, que vive um momento bem complicado na temporada. Líder em La Liga, os Colchoneros perderam rendimento e tem sofrido em praticamente todos os jogos. Diante do Chelsea, o que mais impressiona é como o Atlético de Madrid não conseguiu ser competitivo, nem ameaçar de fato. Ficou muito aquém do esperado de um time que não é inferior ao Chelsea, como o campo deu a entender.

Thomas Tuchel curiosamente decidiu deixar no banco de reservas o autor do golaço do jogo de ida, Olivier Giroud. Jogando no 3-4-3, colocou em campo o trio ofensivo com Hakim Ziyech, Kai Havertz e Timo Werner. Mason Mount e Jorginho estavam suspensos da partida, além dos machucados Tammy Abraham e Thiago Silva.

No Atlético de Madrid de Diego Simeone, o 4-4-2 clássico, com Luis Suárez e João Félix no ataque. Marcos Llorente, que faz boa temporada, começou aberto pelo lado direito do meio-campo, com Yannick Carrasco aberto pelo esquerdo. No centro, Koke, o capitão, e Saúl Ñíguez, dois jogadores de muita qualidade técnica. Além disso, dois laterais ofensivos: Kieram Trippier pela direita e o brasileiro Renan Lodi na esquerda.

Apesar de precisar do gol, o Atlético tinha dificuldades em criar jogadas ofensivas. E mais do que isso, dava espaços para contra-ataques. Em um deles, aos 33 minutos, Kai Havertz acionou Timo Werner em velocidade pela direita, ele deixou os marcadores para trás e cruzou rasteiro para Ziyech, dentro da área, finalizar livre e marcar 1 a 0. A tarefa dos espanhóis se tornava mais complicada. Precisaria de dois gols para conseguir a classificação.

Se esperava que no segundo tempo o Atlético conseguisse algo diferente, mas era o Chelsea que seguia melhor na partida e criava chances melhores. Ziyech, de fora da área, fez o goleiro Jan Oblak trabalhar, em uma finalização bonita.

Já no intervalo, Simeone tirou Lodi e colocou Mario Hermoso. Pouco depois, aos oito minutos, tirou Carrasco e colocou outro centroavante, Moussa Dembélé. Pouco depois, aos 14, Tirou Luis Suárez e colocou em campo Ángel Correa. Uma substituição estranha para um time que precisava de dois gols para sair classificado.

A situação já era difícil, mas ficou ainda mais aos 37 minutos. O árbitro deu cartão vermelho para Stefan Savic, que deixou o cotovelo sobre Antonio Rüdiger. O lance pareceu leve demais para uma expulsão, mas o árbitro Daniele Orsato não teve nem dúvida em expulsar o jogador. Com um a menos, o que o Atlético precisava em Stamford Bridge era quase um milagre.

Nos acréscimos, o Chelsea conseguiu ampliar o placar para colocar a cereja no bolo. Um contra-ataque de manual dos Blues, com Christian Pulisic recebendo com muito espaço, avançou e só rolou para o lado, onde estava Emerson, que tinha acabado de entrar. O brasileiro, naturalizado italiano, finalizou de primeira, no seu primeiro – e que seria o único – toque na bola: 2 a 0 para o time de Tuchel.

A classificação do Chelsea consolidou um time que foi claramente melhor em todo o confronto. Pela primeira vez desde 2014, consegue ir além das oitavas de final. Naquela edição, 2013/14, foi até a semifinal com o técnico José Mourinho no comando e foi derrotado justamente pelo Atlético de Madrid, que faria a decisão. Depois disso, foi eliminado para o PSG duas vezes, para o Barcelona e para o Bayern de Munique, na temporada passada. Em duas temporadas, o time sequer disputou a Champions League.

Ao Atlético, resta apenas La Liga para ser disputada. Simeone será cobrado, porque o desempenho do time caiu demais e os resultados preocupam. Resta saber como a equipe vai lidar com tudo isso daqui por diante.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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