Champions League

Enquanto ficar no Chelsea, Giroud parece disposto a continuar fazendo gols importantes

Olivier Giroud sempre parece com um pé para fora do Chelsea. Resultado de o clube constantemente colocar jogadores à sua frente na fila do pão: Álvaro Morata, Gonzalo Higuaín, Tammy Abraham, Timo Werner. Irá embora um dia, mas, enquanto isso não acontece, segue fazendo gols importantes e tirando o seu time de algumas enrascadas. Como nesta terça-feira, ao anotar uma pintura de bicicleta para vencer o Atlético de Madrid, no Wanda Metropolitano, por 1 a 0, no jogo de ida das oitavas de final da Champions League.

A saída de Giroud virou pauta mais uma vez no começo desta temporada. De olho na Eurocopa de 2021, o atacante da seleção francesa manifestou desejo de sair para não perder espaço no time de Didier Deschamps. Até a décima rodada da Premier League, havia atuado meros 47 minutos espalhados por cinco partidas. Começou a ganhar mais tempo em campo após resgatar a vitória sobre o Rennes, que valeu a vaga nas oitavas de final da Champions League – e depois, só por diversão mesmo, marcou quatro vezes contra o Sevilla.

Desde então, tem disputado jogo sim, jogo não pela Premier League. Com Tuchel, fez três partidas pela liga inglesa, duas como titular. Como Werner vem sendo utilizado mais como segundo atacante, muitas vezes aberto pela esquerda, abre-se uma vaga para centroavante, entre Giroud e Tammy Abraham – com possibilidade de o treinador também experimentar Werner centralizado ou até Kai Havertz, voltando agora de lesão.

Seu contrato termina em junho e neste momento não parece provável que será renovado. A menos que ele queria continuar nesse eterno sai não sai. Mas também não era provável na temporada passada, quando não deixou o Chelsea em janeiro apenas porque Lampard não conseguiu contratar uma reposição, e ele ainda assim aceitou uma extensão.

Tuchel o escalou como titular para sua oitava partida como comandante do Chelsea – ainda invicto e com apenas dois gols sofridos. Foi um jogo duro, como sempre costuma ser contra o Atlético de Madrid nos mata-matas. Simeone armou uma linha de seis jogadores na defesa e deu poucos espaços ao adversário. Embora tenha dominado o jogo e sido mais incisivo desde o início, houve poucas chances de gol.

Werner criou algumas chances perigosas pelos lados, mas o jeito de jogar de Giroud é outro, o que às vezes o leva a receber críticas exageradas. Ele é um facilitador com inteligência para dar toques de primeira e criar espaços na construção do jogo. E um finalizador quando aparece a oportunidade.

Ela apareceu aos 23 minutos do segundo tempo. Giroud brigou pelo cruzamento de Marcos Alonso. A sobra ficou entre Mount e Mario Hermoso. A bola subiu e se reencontrou com o francês, que emendou uma bicicleta para acertar o canto. O lance foi inicialmente invalidado por impedimento e apenas após uma longa revisão do assistente de vídeo o árbitro concluiu que o toque para Giroud saiu do zagueiro do Atlético de Madrid.

Foi o 15º gol de Giroud nas últimas 16 partidas como titular pelo Chelsea em Liga Europa ou Champions League.

Giroud saiu para a entrada de Havertz, aos 42 minutos do segundo tempo, momento em que o Atlético finalmente tentou sair um pouco mais para tentar resgatar o empate, resultado que aparentemente considerou ideal desde o primeiro minuto. Não conseguiu porque mais uma vez o tantas vezes rejeitado atacante do Chelsea compareceu em um momento importante.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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