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Liverpool sufoca Villarreal em Anfield, vence por 2 a 0 e dá primeiro passo para chegar à final

Foi mais uma vez difícil bater a defesa espanhola, mas a pressão do Liverpool prevaleceu e lhe deu ótima vantagem na semifinal

Houve momentos em que o Liverpool não permitiu que o Villarreal respirasse, atacando, tentando, recuperando a bola, atacando, tentando, recuperando a bola, em looping, até conseguir abrir o placar no começo do segundo tempo para encaminhar a vitória por 2 a 0 em Anfield que o deixa muito bem colocado para chegar à final da Champions League pela décima vez.

A vantagem não é definitiva porque o Villarreal se acostumou a frustrar expectativas ao longo deste mata-mata, mas é a primeira vez que sai atrás no jogo de ida. Se Unai Emery decidir travar o jogo novamente, ótimo para o Liverpool, que se contentará em deixar o tempo passar. Se o Submarino Amarelo for para cima, abrirá espaço para o fenomenal contra-ataque inglês. É um equilíbrio difícil de encontrar.

Dentro da sua proposta, o Villarreal não fez um jogo ruim no norte da Inglaterra, mas é muito difícil manter a concentração e a intensidade durante 90 minutos contra um time que joga na velocidade e no ritmo do Liverpool, especialmente quando Anfield está naqueles dias. Lidou bem com a situação, no geral, e pode acusar falta de sorte no primeiro gol. Mas não teve saída ofensiva nenhuma e o revés de defender durante tanto tempo é justamente ficar sujeito a isso.

O Liverpool começou com Ibrahima Konaté, parceiro preferido de Klopp para Van Dijk na Champions League, e Jordan Henderson, titular pela segunda vez no mata-mata, formando o meio-campo com Fabinho e Thiago. O ataque teve Luis Díaz, Mané e Salah. Unai Emery promoveu o retorno de Pau Torres à zaga e mexeu também no meio, com Francis Coquelin e Lo Celso ao lado de Dani Parejo e Étienne Capoué. Tentando aproveitar os contra-ataques, o setor ofensivo foi liderado pelos rápidos Samuel Chukwueze e Arnaut Danjuma.

A pressão do Liverpool estava impecável. A bola era recuperada sem demora e girava em torno de Thiago para as laterais. Os espanhóis deram apenas dois toques dentro da área de Alisson no primeiro tempo e pouco mais do que isso no último terço do gramado. O goleiro brasileiro não foi ameaçado. O jogo estava no outro lado do campo.

Mas, contra um sistema defensivo tão forte, que carregou o Villarreal às semifinais, não houve exatamente chances claras, aquelas situações limpas de finalização. Luis Díaz foi o responsável pelas únicas batidas ao alvo na etapa inicial. Duas vezes puxando da esquerda para o meio antes de soltar um chute forte. Géronimo Rulli bateu roupa em ambas. Não estava passando muita segurança.

A primeira chance de verdade surgiu em uma combinação entre Mané e Salah. O senegalês lançou o egípcio na ponta direita e recebeu um cruzamento perfeito em retribuição. Mas subiu mal, sem tempo de bola, e não conseguiu direcionar o cabeceio. Novamente pela direita, os dois principais atacantes do Liverpool tabelaram antes de Salah chegar batendo de primeira com a perna esquerda. A bola subiu demais.

O abafa mais intenso do Liverpool começou na marca de meia-hora. Mané foi acionado por Díaz na entrada da área, dominou e bateu sem deixar a bola cair no chão. Albiol desviou para escanteio. Após a cobrança, foi Salah quem tentou finalizar pelo lado direito da grande área, e sobrou para Lo Celso fazer o bloqueio. Andrew Robertson lançou do meio-campo para a linha de fundo, onde Arnold cruzou de primeira para Salah também bater de primeira. Teria sido um golaço, mas a finalização de perna direita saiu por cima do travessão.

Falando em trave, Thiago quase abriu o placar, aos 42 minutos do primeiro tempo, com uma bomba de fora da área, quase na forquilha direita de Rulli. Os times voltaram sem mudanças do intervalo. Nem de peças, nem de postura. O Liverpool continuou em cima. Chegou a abrir o placar com Fabinho, mas havia impedimento de Van Dijk na jogada. Arnold achou Díaz na marca do pênalti, após tabela com Mané, mas o cabeceio colombiano foi muito fraco.

No fim, o primeiro gol ficou por conta do acaso. Começou, é verdade, com um lindo passe de Thiago na lateral esquerda para Mané. Henderson recebeu, tabelou com Salah e cruzou. Estupiñán desviou e enganou Rulli – que ainda chegou a tocar a bola com a ponta dos dedos. E uma vez aberta a porteira, não passou a boiada inteira, mas outro boi. Dois minutos depois, Salah dominou na entrada da área e deu um toquinho nas costas da defesa. Mané completou de bico na saída de Rulli para fazer 2 a 0.

Anfield pegou fogo. Aumentou o volume. Identificou o adversário cambaleando e tentou empurrar seu time ao nocaute. Robertson chegou a dar esse soco, em cruzamento de Arnold, mas estava claramente impedido. O lance do gol não fez maravilhas à confiança de Rulli, que mais uma vez deixou escapar uma bomba de fora da área, agora de Van Dijk. Luis Díaz teve outra chance, pela esquerda da grande área, mas cruzou mais do que chutou.

Unai Emery não ficou parado. Aos 27 minutos, fez três substituições. Tentou qualificar o meio com Trigueros, ter mais apoio com Serge Aurier e trocou atacantes, Chukwueze por por Boulaye Dia. Atacou um pouco mais. Só um pouco mais. Um lançamento direto para Dia terminou em uma finalização fraca, sem problemas para Alisson. O Liverpool manteve-se no controle do jogo. Não apertou para aumentar a sua vantagem, mas também não correu riscos e levará ótima vantagem para Villarreal na próxima semana.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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