Champions League

Lambança de Bravo e inspiração de Messi bastaram para Barcelona sapecar o Manchester City

O confronto entre Barcelona e Manchester City teve muita repercussão antes da bola rolar pela visita de Pep Guardiola ao Camp Nou. Em campo, o que se viu em parte do jogo foi um time visitante que tentou se impor com o seu estilo. O problema é que do lado oposto tinha Lionel Messi. E quando teve a chance, o argentino foi decisivo. Três gols dele, mais um golaço de Neymar, e o Barcelona saiu com a vitória por 4 a 0. Fora o baile (e o pênalti perdido).

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A escalação de Luis Enrique surpreendeu. Sem Sergi Roberto, que não ficou nem no banco, quem atuou como lateral direito foi Mascherano. O problema é que as lesões atormentaram o time no primeiro tempo. Jordi Alba teve que deixar o campo logo a nove minutos, substituído por Lucas Digne. Depois, aos 39, foi Gerard Piqué quem deixou o campo para a entrada de Jeremy Mathieu. Enquanto isso, Guardiola preferiu começar o jogo sem um centroavante e com Agüero no banco.

O primeiro gol do jogo, porém, saiu entre uma substituição e outra. O jogo era equilibrado. O Manchester City dividia a posse de bola com o Barcelona, tentava levar perigo nos seus ataques. Até que veio um ataque aos 17 minutos com Mascherano, que ganhou a dividida e viu a bola sobrar para Messi. O camisa 10 fez o passe para Iniesta dentro da área, a defesa conseguiu cortar, mas Fernandinho escorregou. A bola sobrou livre no meio da área nos pés de Messi. Ele driblou o goleiro Bravo e mandou para a rede.

O segundo tempo começou equilibrado e o Manchester City voltou bem. O jogo era equilibrado, duro, até que… Aos nove minutos do segundo tempo, Bravo saiu mal do gol, afastou errado e Suárez ficou com a bola. Como o chileno estava fora do gol, o atacante do Barcelona mandou por cima. O goleirão meteu a mão na bola na cara de pau. O árbitro expulsou o goleiro do Manchester City. A lambança do goleiro foi crucial para o rumo do jogo a partir dali.

Grande chance para o Manchester City pouco depois do segundo gol do Barcelona. De Bruyne se movimentou bem e recebeu o passe preciso de Gundogan, chutou forte e Ter Stegen defendeu.

Com um a mais, o Barcelona aproveitou para ampliar o placar de forma irreversível. Aos 16 minutos, Messi recebeu pelo centro do campo, puxou para a perna esquerda e mandou no canto esquerdo rasteiro de Caballero. Barcelona 2 a 0.

Oito minutos depois, veio a pá de cal na partida. Gundogan errou passe na saída de bola e deu de presente para Suárez. O atacante uruguaio, na cara do gol, rolou para o meio e Messi só cutucou com categoria para marcar 3 a 0. O jogo estava definido. Mas não o placar. Até porque Jeremy Mathieu acabou expulso depois de tomar o segundo cartão amarelo e os dois times voltaram a ter o mesmo número de jogadores em campo.

Messi fez grande jogada e foi derrubado dentro da área. O árbitro apontou a marca da cal e o argentino cedeu a bola para Neymar cobrar o pênalti. O atacante brasileiro bateu, mas o goleiro Willy Caballero defendeu.

Logo depois, uma nova chance de mexer no placar e desta vez o Barcelona não desperdiçou. Foi Neymar que começou a jogada lá atrás, tocou para Messi, que driblou pelo meio e passou novamente a Neymar, já entrando na área. Ele deu um drible que deixou Stones no chão e bateu na saída do goleiro, marcando 4 a 0.

O Manchester City de Guardiola fez o que o seu técnico disse que faria: tentou jogar ao seu estilo, com a bola. O problema é que não tem Messi. E o Barcelona, que nem fez um dos seus melhores jogos no ano, foi impecável quando o rival errou na defesa. Sapecou uma goleada por 4 a 0 que parece traduzir a diferença de estágio entre as duas equipes neste momento.

Até o fim da temporada, porém, tem muita água para rolar por baixo da ponte. Por isso, cabe ficar de olho. Seja como for, o que vimos no Camp Nou foi um time estraçalhar o outro. E o outro era o Manchester City de Guardiola.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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