Champions League

Guardiola sobre o Manchester City na final da Champions: “Não se trata apenas de dinheiro”

Técnico diz que há também um trabalho forte, elogiou os jogadores do presente e aqueles que passaram pelo clube para elevar o nível para chegar ao patamar atual

O técnico Pep Guardiola, do Manchester City, comemorou muito a classificação do time à final da Champions League pela primeira vez na história.  A vitória por 2 a 0 sobre o PSG, nesta terça-feira, garantiu um lugar do time azul celeste na decisão do torneio, que será em Istambul, no dia 29 de maio. É o nono clube diferente a chegar em uma final da competição, três mais do que qualquer outro país (Alemanha e Itália têm seis times diferentes a chegarem a finais).

A classificação foi também uma barreira superada por Guardiola. Nas suas quatro semifinais anteriores, tinha sido eliminado. Sua última final foi em 2010/11, ainda pelo Barcelona – e que acabaria em título, o seu último. Faz isso no clube que está há mais tempo, cinco anos. Ficou quatro no Barcelona e outros três no Bayern de Munique antes de chegar à Inglaterra.

“Nós vencemos um time que eliminou Barcelona e Bayern de Munique”, disse o treinador. “Sofremos no começo, mas fomos muito melhores no segundo tempo. Foi incrível, uma vitória enorme para nós. O que os jogadores fizeram nesta temporada no ano mais difícil para todo mundo foi incrível. Estar tão perto de vencer a Premier League e na final da Champions League é muito bom”.

“É claro que nós investimos dinheiro na última década, desde que o xeque Mansour assumiu o clube, mas não se trata apenas disso. Se você quer pensar que é apenas dinheiro, está tudo bem. Mas há um monte de coisas incríveis nos bastidores, um monte de gente trabalhando, apoiando e com uma clara estratégia para fazer isso”, disse o treinador.

“O que nós fizemos nos últimos quatro anos foi incrível em termos de Premier Leagues, Copas da Liga, as copas e em cada participação que nós jogamos. Chegar à final da Champions League é muito difícil. É o mais difícil, mas nós conseguimos. Nós tivemos uma temporada incrível de Champions League e agora merecemos estar lá. Nós iremos jogar a final”.

Homenagem aos jogadores que passaram antes

O técnico fez uma longa lista de agradecimentos, que passa pelos donos do clube, os jogadores e também os jogadores que ajudaram a construir o Manchester City de hoje, mas já deixaram a equipe. “Minhas primeiras palavras são para os jogadores que não jogaram. Eu sei o quanto é duro. Minha segunda é para nossos donos, presidente, todas as pessoas de Abu Dhabi. Então, aos jogadores que jogaram antes de nós – Colin Bell, Mike Sumerbee”.

“E então aos jogadores que ajudaram a levar este clube a outro nível: Joe Hart, Pablo Zabaleta, Vincent Kompany, David Silva, Sergio [Agüero], que ainda está aqui. Muitos jogadores nos ajudaram a estar neste estágio, nós queremos compartilhar isso com eles. Sem eles, não teria sido possível”.

 “Sentimos falta dos torcedores”

“É tão estranho jogar uma semifinal de Champions League com o estádio vazio. É uma conquista que deveria existir a presença dos nossos torcedores, mas infelizmente vocês sabem o que acontece. O clube pertence às pessoas, isso sem dúvida. Nós estamos aqui pelo período que vivemos, mas os torcedores continuam aqui”, afirmou Guardiola.

“Nós fomos muito bem e eu tenho certeza que eles estão muito orgulhosos e, na próxima temporada, quando os portões estarão abertos e eles vierem, eles irão apoiar esses jogadores. É muito bom chegar à final, mas não é o mesmo sem os torcedores. Nós sentimos falta deles, mas é o que é”.

Pochettino parabeniza Guardiola e o Manchester City

A derrota do Paris Saint-Germain para o Manchester City foi um golpe duro para o técnico Mauricio Pochettino. Foram duas derrotas e o time não ficou perto de ganhar os jogos em nenhum momento em três dos quatro tempos. Nem a ausência de Kylian Mabppé, machucado foi usada como desculpa pelo técnico. Ele preferiu elogiar o rival.

“Nós jogamos o jogo que planejamos jogar. Nós começamos bem, criando chances e dominando o Manchester City. Não é fácil. Não são muitos times que podem dominar um time como o Manchester City”, disse o argentino.

“Às vezes no futebol você precisa de uma porcentagem de sorte em alguns períodos do jogo. No final, eles foram precisos. Eles marcaram em uma situação que estávamos pressionando alto, com uma bola longa”, continuou o técnico do PSG.

“Eu preciso parabenizar o Manchester City porque eles estão tendo uma temporada fantástica. Depois de seis ou sete anos de trabalho, Pep está indo bem. Ao mesmo tempo, nós nos sentimos orgulhosos dos nossos jogadores e do nosso time”.

Quando perguntado especificamente sobre a ausência de Mbappé, o técnico foi direto. “Isso não pode ser uma desculpa. Nós somos um time. É claro, é um azar que ele não estivesse pronto para ajudar o time, mas isso não é uma desculpa. Não podemos usar essa desculpa porque o desempenho do time foi bom”.

Curiosamente, Pochettino perdeu mais partidas para Guardiola do que para qualquer outro técnico em sua carreira. São 12 derrotas para o catalão ao longo da carreira. Pochettino é o técnico que Guardiola mais derrotou na carreira, empatado com Manuel Pellegrino e Sean Dyche.

Final da Champions League

A final da Champions League será disputada no dia 29 de maio, sábado, no estádio Olímpico Atatürk. O local é famoso por ser o palco da emocionante final de 2005, quando o Liverpool saiu perdendo por 3 a 0, empatou em 3 a 3 e conquistou o título nos pênaltis – episódio que ficou conhecido como “Milagre de Istambul”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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