Champions League

Grupo C: Barcelona, Manchester City, Celtic, Borussia Mönchengladbach

O Barcelona é um dos times mais vencedores do futebol europeu na última década e mantém um retrospecto que já o coloca como favorito antes mesmo da bola rolar. Nos últimos 10 anos, só três vezes o time não foi até a semifinal. Em 2006/07, caiu nas oitavas para o Liverpool. Em 2013/14, depois de seis semifinais seguidas, caiu para o Atlético de Madrid. Em 2015/16, voltou a cair para os Colchoneros. No período, foi campeão três vezes. É o grande nome do grupo, indiscutivelmente.

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Não quer dizer que o grupo não tenha força ou história. O Manchester City foi semifinalista na última temporada e agora tem Pep Guardiola. É um dos times que se candidata a ir até o fim do caminho, sonhando, quem sabe, com o título. Guardiola nunca foi menos do que semifinalista. Esta é a esperança dos Citizens. Além do time inglês, o Borussia Mönchengladbach é um time com história na Alemanha, mesmo que haja um abismo que o separa de Barça e City. Tem um bom time. O Celtic, por sua vez, carrega uma camisa muito pesada, uma torcida fanática e uma história linda – campeão da Copa dos Campeões em 1966/67 -, mas isso é o melhor do time. Tentará complicar o quanto puder, mas não tem força para arrancar um ou outro ponto.

Jogador-chave
Messi comemora com o seu gesto tradicional: ele foi mais uma vez decisivo (AP Photo/Manu Fernandez)
Messi comemora com o seu gesto tradicional: ele foi mais uma vez decisivo (AP Photo/Manu Fernandez)

Lionel Messi (Barcelona)

Quando se fala em um grupo que tem o Barcelona e Lionel Messi, não dá para destacar outro. O camisa 10 é o grande craque, em um time que tem outros craques. A sua capacidade de decisão está mais do que comprovada. Aos 29 anos, Messi tenta chegar mais uma vez ao título europeu. Com um elenco do Barcelona mais recheado, com Luis Suárez e Neymar ao seu lado no ataque, as chances do Barcelona ir longe na competição são enormes.

Fique de olho
Kevin de Bruyne, do Manchester City (Foto: divulgação)
Kevin de Bruyne, do Manchester City (Foto: divulgação)

Kevin de Bruyne (Manchester City)

A contratação mais cara da história do Manchester City veio antes de Guardiola, mas o técnico catalão já o conhece bem desde os tempos de Bundesliga. O meia é uma arma importante de um time que já mostrou que terá a sua capacidade. No primeiro clássico da temporada contra o Manchester United, foi essencial na vitória por 2 a 1 com um gol e ótima atuação. Já tinha sido assim na temporada passada, com gol decisivo que eliminou o Paris Saint-Germain e levou o time à inédita semifinal. Agüero pode ser o jogador mais badalado, mas De Bruyne é tão importante quanto o argentino para que o time de Manchester tenha sucesso.

O brasileiro
Raffael (dir.) é destaque do Borussia Mönchengladbach
Raffael (dir.) é destaque do Borussia Mönchengladbach

Raffael (Borussia Mönchengladbach)

Não é de hoje que vemos o atacante Raffael comer a bola na Alemanha. Neste início de temporada, ele está jogando muita bola. Aos 31 anos, Raffael é um dos jogadores mais decisivos do Borussia Mönchengladbach. O cearense de Fortaleza já marcou quatro gols nesta edição da Champions League – claro, na fase preliminar. Ainda tem também três assistências. Na temporada passada, foram 15 gols e 13 assistências em 39 jogos. O brasileiro é um jogador de habilidade, boa finalização e criatividade. Olho nele que, ao lado de Thorgan Hazard, irmão de Eden Hazard, do Chelsea, é o grande destaque do time.

A contratação
Moussa Dembélé foi a grande contrataçção do Celtic
Moussa Dembélé foi a grande contrataçção do Celtic

Moussa Dembélé (Celtic)

Aos 20 anos, Moussa Dembélé é um nome conhecido. O francês é da base do Paris Saint-Germain, mas só jogou no time profissional no Fulham, desde 2014. Nesta janela de transferências, foi para o Celtic de graça, porque ficou sem contrato no time inglês de Londres. É um atacante, veste a camisa 10 e já mostrou que será fundamental. No clássico contra o Rangers, que não acontecia na liga desde 2012, fez três gols. Na temporada, são 11 jogos e sete gols. É um jogador de talento. Vale ficar de olho porque tem tudo para ser o principal jogador do time escocês, que é comandado por Brendan Rodgers, aliás.

Na história
Vogts, do Borussia Mönchengladbach, dá um carrinho em Keegan, do Liverpool, na final da Champions de 1976/77
Vogts, do Borussia Mönchengladbach, dá um carrinho em Keegan, do Liverpool, na final da Champions de 1976/77

O vice-campeonato do Borussia Mönchengladbach em 1976/77

Na época em que a Champions League era chamada só de Copa Europeia (aqui no Brasil nos acostumamos a chamar de Copa dos Campeões), o Borussia Mönchengladbach viveu um grande momento. Campeão alemão em 1975/76, chegou à principal competição europeia no ano seguinte e fez um papel fantástico. Venceu Austria Vienna, Torino, Club Brugge e Dynamo Kiev no caminho até a final do torneio. O adversário, Liverpool, acabou ganhando seu primeiro título. O Gladbach, de Berti Vogts, Jupp Heynckes e Allan Simonsen, que ganharia a Bola de Ouro naquele ano de 1977, ficava com o vice-campeonato, mas deixava uma grande história.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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