Grupo B: Benfica, Napoli, Dynamo Kiev e Besiktas
Por Felipe Lobo
Alguns grupos da Champions League trazem mais de um time capaz de ir até as fases decisivas. O Grupo B não traz nenhum time que se imagine ir até a semifinal, por exemplo. Não que falte tradição, mas falta força aos elencos dos times. Benfica, campeão português e cabeça de chave, e Napoli, vice-campeão italiano, são os dois times que despontam como favoritos.
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Ambos tentam ir além do limite das oitavas de final, que parece tão difícil. Por isso, ficar em primeiro lugar é essencial. Só que precisa combinar com Dynamo Kiev e Besiktas, dois times que tentam um lugar ao sol. Para ambos a vaga na Liga Europa como terceiro colocado não seria de todo ruim. Sonhar com uma vaga nas oitavas, porém, é melhor ainda. Só que diferente dos dois primeiros, as oitavas seria mesmo o limite – a não ser em um caso excepcional.
Jogador-chave

Marek Hamsik (Napoli)
O grande craque do Napoli é quem também dá o tom das atuações do time italiano. Capitão e ídolo, é o quinto jogar com mais gols na história do clube, 98. À sua frente, Diego Maradona (115), Attila Sallustro (108), Edinson Cavani (104) e Antonio Vojak (103). Ele deixou para trás José Antafini, o nosso Mazzola, campeão mundial em 1958 (97) e Careca (96). Se Hamsik jogar o que sabe, pode ser o jogador que levará o Napoli não só à classificação, mas ao primeiro lugar, que é fundamental para escapar de um confronto muito pesado logo de cara.
Fique de olho

Andriy Yarmolenko (Dynamo Kiev)
Um dos melhores jogadores ucranianos na sua geração, Yarmolenko sempre foi especulado em muitos times europeus, mas não deixou o Dynamo Kiev. O meia-atacante, de 26 anos, se tornou profissional em 2008 e carrega nas costas a camisa 10 do Dynamo Kiev. É um dos destaques da seleção ucraniana e tem uma perna esquerda muito perigosa. Alto, com 1,89 metro, é habilidoso e tem um chute muito bom. É quem pode fazer a diferença para o time da Ucrânia. Há uma certa dúvida em relação a Yarmolenko que é se ele é o craque se esperava que ele fosse ou se ele já passou do ponto de ser um jogador mais decisivo. No clube, não há muita dúvida: ele é o cara do time.
O brasileiro

Jonas (Benfica)
Na temporada 2015/16, Jonas foi simplesmente avassalador com a camisa do Benfica. Foram 48 jogos e 36 gols marcados, 32 deles só no Campeonato Português, do qual terminou como artilheiro. Passou a vestir a camisa 10 nesta temporada e é um jogador que contribui com mais que gols. Com o grego Mitroglou como um centroavante mais fixo, ele ajuda a construir as jogadas e deve ser uma referência nas jogadas ofensivas, seja para prepará-las, seja com o ótimo poder de finalização que ele já mostrou que tem. Os encarnados confiam no jogador para seguirem bem.
A contratação

Anderson Talisca (Besiktas)
Anderson Talisca surgiu como um grande talento no Bahia em 2013, foi para o Benfica um ano depois e chegou a ter destaque no começo da sua trajetória. Acabou caindo na reserva e perdeu espaço. Foi emprestado ao Besiktas nesta temporada, onde tentará mostrar o talento que o fez ir ao futebol português. O jogador, que só tem 22 anos, vestirá a camisa 94 no clube de Istambul – ano do seu nascimento – e vai enfrentar o ex-clube já na fase de grupos. O seu empréstimo é de dois anos e o Benfica não parece interessado em tê-lo de volta. Talvez o baiano de Feira de Santa queira mostrar o que os encarnados estão perdendo.
Na história

O Dynamo Kiev na Champions League de 1999
Houve uma época que as semifinais não ocupadas pelos mesmos times todas as temporadas. Em 1999, o Dynamo Kiev estava longe de ser uma potência, mas tinha um time com alguns jogadores que fariam história. O principal deles era Andriy Shevchenko. Outro craque do time era Serhiy Rebrov. O time pegou o forte Real Madrid nas quartas de final, então campeão da Champions. Arrancou um empate em Madri por 1 a 1 e venceu em Kiev por 2 a 0. Todos os gols do time foram de Shevchenko.
O sonho parou na fase seguinte. Diante do Bayern de Munique, um frenético empate por 3 a 3 em Kiev manteve o sonho, mas a derrota por 1 a 0 em Munique eliminou os ucranianos. O Milan levou Shevchenko e o resto, nós sabemos, é história. Tornou-se político e atualmente é o técnico da seleção ucraniana. Já seu companheiro, Rebrov, também virou técnico. Quem ele dirige? Justamente o Dynamo Kiev atual, cargo que ocupa desde 2014.




