Champions League

Golaço do Porto nos acréscimos não foi o bastante: Chelsea amarrou o jogo e se classificou

Porto teve muita vontade, mas parou em uma defesa bem fechada do Chelsea e só conseguiu um gol já nos acréscimos, o que não foi o suficiente

Com uma tranquilidade rara para jogos de quartas de final de Champions League, o Chelsea amarrou o jogo contra o Porto, tomou um gol nos acréscimos, e se classificou às semifinais da competição mesmo com a derrota por 1 a 0. O clube chega à fase semifinal pela primeira vez desde 2014, quando perdeu a vaga na final para o Atlético de Madrid. Nem foi preciso um jogo de muitas emoções ou um esforço acima da média.

Diante de um Porto valente, mas sem capacidade de criar chances, os Blues seguraram o empate por 0 a 0 a maior parte do jogo, e o gol sofrido quase no último minuto não bastou para os portugueses, que perderam no placar agregado por 2 a 1. Como precisava de um outro gol e só teve mais um minuto e meio de jogo, os portugueses ficaram com a sensação que poderiam ter feito mais. Talvez pudessem, mas o time de Tuchel é quem merece os elogios pela forma como jogou, segura e capaz de manter o resultado de forma quase protocolar.

Mais uma vez, as equipes entraram em campo em Sevilha, campo neutro, pelas restrições sanitárias que há entre os dois países. Desta vez, o Chelsea foi o mandante, com o seu uniforme principal. O Porto jogou com camisas e calções brancos e meiões azuis, já que os meiões do Chelsea são azuis.

Thomas Tuchel levou a campo seu 3-4-2-1 que tem sido habitual, com N’Golo Kanté como titular, ao lado de Jorginho, e com Mason Mount e Christian Pulisic dando suporte a Kai Havertz, titular no ataque. O Porto levou a campo um time similar ao das últimas partidas, mas com o reforço de Sérgio Oliveira, que não jogou a partida de ida. O brasileiro Otávio e o mexicano Jesús Corona tinham a responsabilidade de servir Moussa Marega, o atacante do time português.

Nos primeiros 20 minutos, o Porto ganhou todas as disputas físicas, tentando se impor ao menos na força. Foram cinco finalizações do time português no primeiro tempo, mas uma eficiência baixíssima: nenhum deles acertou o gol. E considerando que o Porto precisa de ao menos dois gols, sem sofrer nenhum, para levar a partida ao menos para a prorrogação. O Chelsea, por sua vez, mantinha um ritmo mais lento.

Aos 32 minutos, Tacatito Corona conseguiu receber dentro da área um lançamento nas costas de Ben Chilwell e finalizou, mas mandou por cima do gol. A melhor chance do Porto até ali. O Chelsea sentiu que o jogo estava favorável e passou a chegar mais no final do primeiro tempo, sem precisar forçar e nem avançar com muitos jogadores. Um avanço bastante pragmático.

Depois do intervalo, o Porto sabia que tinha só 45 minutos para cumprir uma missão bem difícil. Tinha a bola, como foi na maior parte do primeiro tempo, mas daí a levar algum perigo ia uma distância. O Chelsea passou a chegar com mais perigo. Logo no começo da etapa final, Pulisic recebeu pelo meio e furou sem conseguir acertar a bola em cheio.

O jogo se mantinha em temperatura morna, sem que o Porto conseguisse esquentar como queria e com o Chelsea esfriando o quanto podia. O meio-campo do Chelsea controlaram muito bem o jogo, especialmente nesse segundo tempo, em que era preciso controlar o relógio. Kanté deu segurança, Jorginho deu o controle. Vale também ressaltar o bom trabalho no lado direito da defesa, com o espanhol e capitão César Azpilicueta como terceiro zagueiro e o ala Reece James, em mais um bom jogo.

Como já tinha sido no primeiro jogo, o Chelsea foi muito seguro defensivamente. Raras vezes a defesa era incomodada. E sem sofrer gols era o bastante parta o time de Thomas Tuchel avançar à próxima fase. Por isso, o time se mantinha firme na linha de defesa, segurando as forças portistas.

Já aos 47 minutos, o Chelsea quase marcou o seu gol. Em um lançamento nas costas da defesa, Pulisic recebeu livre, finalizou, mas não conseguiu vencer o goleiro. O 0 a 0 se mantinha no placar. Parecia que seria o placar final, só que aos 48 minutos, Nanú fez o cruzamento para a área e o atacante Mehdi Taremi deu uma bicicleta espetacular, acertou um chute lindo para marcar: 1 a 0.

Era tarde demais. Apesar do golaço de Mehdi, o Porto ficou a um gol de uma possível prorrogação. O Chelsea está classificado para a semifinal pela primeira vez desde 2014. O Chelsea agora espera o classificado entre Real Madrid e Liverpool. Os merengues venceram o jogo de ida por 3 a 1 e podem até perder por um gol para avançar.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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