Champions League

Em um duelo definido, a torcida do Sporting foi o que deu brilho ao jogo contra o Manchester City

Com uma vantagem enorme no jogo de ida, a volta foi uma mera formalidade cumprida sem brilho e sem gols

O Manchester City entrou em campo sabendo que estava classificado, mas precisava formalizar isso ao enfrentar o Sporting e evitar que os portugueses conseguissem um 6 a 0 mais do que improvável. A vitória por 5 a 0 no jogo de ida já tinha definido o confronto e transformou o duelo desta quarta-feira no Etihad Stadium em um amistoso. O que vimos foi um jogo morno, sem grandes chances, com pouquíssima intensidade e que acabou sem gols. Em campo, nada demais a destacar. Nas arquibancadas, festa da torcida dos leões, que foi o que deu brilho à partida.

Pep Guardiola decidiu rodar um pouco o elenco, já que a classificação estava no bolso. A começar pela lateral direita, com o garoto CJ Egan-Riley, de 19 anos, como titular. Além dele, Aymeric Laporte também começou o jogo, ao lado do habitualmente titular John Stones, além de Oleksandr Zinchenko na lateral esquerda. No meio, Fernandinho esteve ao lado de Ilkay Gündogan. No ataque, Gabriel Jesus ficou com a vaga na ponta direita, que tem sido de Riyad Mahrez.

Antes da bola rolar, o Manchester City deu um espetáculo de luz no gramado. Dá para dizer que foi o melhor momento do primeiro tempo. Outro destaque foi a torcida do Sporting. O time foi apenas cumprir tabela, até porque a tarefa era impossível na prática: precisava vencer por cinco gols de diferença para levar à prorrogação. Mesmo assim, os torcedores dos Leões fizeram festa, gritaram, comemoraram cada raro ataque que o time fazia. Torcer também é isso.

O jogo, como esperado, foi em ritmo lento. O Manchester City entrou muito tranquilo com um time sem alguns jogadores, o que por si só faz com que perca uma das suas maiores qualidades, o conjunto. Guardiola aproveitou para dar minutos para jogadores que não jogam sempre e fazer observações, mas pouca coisa aconteceu no primeiro tempo. E quando digo pouca coisa estou sendo generoso: não aconteceu basicamente nada.

Para o segundo tempo, o City fez duas mudanças: entraram Riyad Mahrez no lugar de Bernardo Silva e James McAtee, de 19 anos, no lugar de Phil Foden. Com isso, Sterling virou o atacante centralizado e Jesus veio para a esquerda, deixando o lado direito para Mahrez.

No início do segundo tempo, uma invertida de bola da esquerda para a direita, onde estava Mahrez. Ele veio costurando para o meio e tocou para Jesus, no lado esquerdo. Ele recebeu e chutou no canto do goleiro para marcar. Só que o gol foi checado e a posição do brasileiro era irregular e o gol anulado.

Mahrez e Slimani, ambos argelinos, confraternizam após o jogo (SCARFF/AFP via Getty Images)

O jogo estava tão tranquilo para o City que Guardiola fez uma rara substituição de goleiro. Colocou em campo Scott Carson no lugar de Ederson, aos 27 minutos da etapa final. E pouco depois, aos 40 minutos, Paulinho recebeu frente a frente com o goleiro dos Cityzens e finalizou, mas Carson defendeu. A melhor chance do Sporting até ali.

O City ainda colocou mais um garoto em campo nos minutos finais. Luke Mbete, de 18 anos, zagueiro canhoto, entrou no lugar de Aymeric Laporte, outro zagueiro canhoto. Ganhou minutos em campo em um jogo de Champions League, o que não é nada mau.

No fim, um empate por 0 a 0 que não teve muito sabor para as duas torcidas. A classificação do Manchester City já estava assegurada e o Sporting não forçou nada em um jogo que não tinha como fazer o placar que precisava. Foi só um jogo para cumprir tabela, sem nada além disso mesmo.

O Manchester City chega às quartas de final como um dos melhores times do torneio, perigoso para qualquer adversário. O Sporting tentará terminar bem a temporada e voltar à Champions League na próxima edição.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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