Champions League

Como foram as estreias de atacantes brasileiros em finais da Champions League ao longo da história

Com Vinícius Júnior e Rodrygo, 20 atacantes brasileiros terão estreado em uma final de Champions League e contamos como foram as anteriores

Jogar uma final de Champions League é um privilégio e mesmo grandes jogadores na história passaram a carreira sem conseguir disputar uma, ainda mais em tempos que havia menos vagas na competição mais prestigiada do futebol europeu – e possivelmente mundial. Vinícius Júnior e Rodrygo ampliam a lista de atacantes brasileiros que estiveram em finais do torneio e listamos aqui como foram as estreias dos outros 18 ao longo da história.

Atenção que a lista é formada apenas de atacantes em suas estreias em finais de Champions League, como Vinícius Júnior e Rodrygo viverão em 2022. Se você quiser uma lista completa de jogadores brasileiros em finais de Champions League, confira aqui.

Vamos à lista:

1957: Julinho Botelho pela Fiorentina

Real Madrid 2×0 Fiorentina
Estádio Santiago Bernabéu, em Madri

A segunda final da Copa da Europa, ou Copa dos Campeões, como conhecíamos por aqui, foi a primeira que teve um brasileiro na decisão. Juninho Botelho era um ponta direita do mais alto nível. Surgiu no Juventus, passou pela Portuguesa, Fluminense e ainda voltaria para a Portuguesa em 1955 antes de partir para o futebol europeu.

Chegou em 1955 à Fiorentina e foi parte importante da equipe que conquistou o título italiano na temporada 1955/56. Com isso, levou a equipe à Champions League, então Copa Europeia, na qual só atuavam campeões de fato. Naquela temporada da Serie A, jogou 31 jogos e marcou seis gols. Na temporada seguinte, com a disputa do torneio europeu, esteve em campo nos sete jogos da equipe até chegar à decisão.

A final, porém, foi contra o grande time daquela época na Europa: o Real Madrid do capitão Miguel Muñoz e dos craques Raymond Kopa, Alfredo Di Stéfano e Paco Gento. Pior ainda: no Estádio Santiago Bernabéu, diante de 124 mil pessoas. Como diria o saudoso Fernando Vanucci, o resultado só poderia ser o que aconteceu exatamente: 2 a 0 para o Real Madrid, com gols de Di Stéfano e Gento. Julinho nunca mais voltaria à decisão do principal torneio europeu.

1960: Canário pelo Real Madrid

Real Madrid 7×3 Eintracht Frankfurt
Hampden Park, em Glasgow

Se o primeiro brasileiro em uma final de Champions League foi derrotado, este esteve do lado vencedor. O carioca Canário, apelido de Darcy Silveira dos Santos, surgiu no Olaria, jogou pelo América do Rio e foi vendido para o Real Madrid em 1959. Jogar pelos merengues naquela época era ter uma enorme chance de sucesso. Foi o que aconteceu com Canário.

Foram quatro títulos conquistados pelo brasileiro com a camisa merengue: duas vezes La Liga, uma Copa do Generalíssimo (atual Copa do Rei) e uma Copa Europeia, que levou à conquista do último desses títulos, o Mundial de Clubes, ou Copa Intercontinental, em 1960.

Naquela decisão da Copa Europeia de 1959/60, Canário era o ponta direita do time dirigido pelo ex-capitão e agora técnico Miguel Muñoz. Era companheiro de Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskás e Paco Gento. O jogo foi um épico, que já contamos a história aqui na Trivela. O brasileiro teve uma grande atuação, fazendo a jogada dos dois primeiros gols do jogo, ambos de Di Stéfano: um cruzamento para o atacante e um chute de trivela que o goleiro rebateu e sobrou para o atacante colocar na rede.

A atuação do brasileiro foi destaque e foi citado por Hugh McIlvanney, um dos grandes cronistas do Reino Unido na época ao falar sobre os trunfos daquela vitória por 7 a 3 dos merengues: “A liderança inabalável de Di Stéfano, a perfeição técnica de Puskás, a engenhosidade de Del Sol, a velocidade mortal de Gento, a objetividade fulminante de Canário. Escalar o Real é registrar a grandeza”.

1961: Evaristo pelo Barcelona

Benfica 3×2 Barcelona
Wankdorf Stadium, em Berna

Um dos grandes atacante3s brasileiros dos anos 1950 e 1960, Evaristo de Macedo jogou em uma final de Champions League em 1961. Atuando pelo Barcelona, ele esteve em campo contra um outro grande time da época, o Benfica de Béla Guttmann. O craque Eusébio não estava em campo, mas Mario Coluna jogou e foi um dos artífices daquela vitória dos encarnados.

O Barcelona tinha, além de Evaristo, o grande Luis Suárez (que mais tarde ganharia o título com a Inter) e os húngaros Lázló Kubala (naturalizado espanhol), Sandor Kocsis e Zoltán Czibor. Os dois últimos foram os autores dos gols do time, em um jogo cheio de alternâncias: o Barça abriu o placar com Kocsis, levou o empate com José Águas, virou com um gol contra do goleiro Antoni Ramallets, abriu 3 a 1 com Mário Coluna e Zoltán Czibor descontou para 3 a 2. Evaristo passou em branco naquele jogo.

1963: José Altafini (naturalizado italiano) pelo Milan

Milan 2×1 Benfica
Estádio de Wembley, em Londres

José Altafini, que por aqui era conhecido como Mazzola, já tinha nacionalidade italiana nessa época, tendo inclusive jogado a Copa do Mundo de 1962 pela Azzurra, mas é um brasileiro de Piracicaba, que disputou a Copa do Mundo em 1958, campeão pelo Brasil. Ídolo no Palmeiras de 1956 até 1958, foi vendido para o Milan e por lá fez uma longa e vitoriosa carreira. Continuou por lá depois de pendurar as chuteiras e é um dos mais famosos comentaristas da Sky Italia, emissora de TV do país.

Naquela final, a primeira da história do grande Milan, o time tinha Cesare Maldini, pai de Paolo Maldini, e ainda tinha Giovanni Trapattoni e outro brasileiro, o meio-campista Dino Sani. No ataque, Altafini era o grande craque e, naquele jogo disputado em Wembley, foi o brasileiro que brilhou: fez dois gols e nem mesmo o craque Eusébio, que também marcou um gol, não foi capaz de mudar o resultado.

A vitória por 2 a 1 dos rossoneri significou o primeiro título italiano na Champions League, depois de duas derrotas em finais – incluindo a Fiorentina de Julinho em 1957, além da derrota do próprio Milan para o Real Madrid em 1958.  

1964: Jair da Costa pela Internazionale

Inter 3×1 Real Madrid
Prater Stadium, em Viena

Um ano depois da conquista do Milan, foi a vez da Inter levar o seu primeiro título continental e novamente com participação brasileira. O time do histórico Helenio Herrera, famoso pelo catenaccio, tinha na ponta direita o brasileiro Jair da Costa, ou, para nós, simplesmente Jair.

Revelado pela Portuguesa, ele se transferiu para a Internazionale. Se consagrou com a camisa 7, com muita velocidade, agilidade e técnica, além da boa finalização. O ponta foi importante naquele jogo, mas o grande destaque foi o meia direita Sandro Mazzola, autor de dois gols na vitória por 3 a 1. O Real Madrid ainda era um time estrelado, com Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskás e Paco Gento, mas não resistiu ao time italiano, com um toque sul-americano com Jair em campo e Herrera como técnico.

1987: Juary pelo Porto

Bayern 1×2 Porto
Praterstadion, em Viena

Houve um grande hiato de atacantes brasileiros presentes em uma final de Champions League que foi quebrado em 1987. O time do Porto tinha três brasileiros relacionados naquele jogo, mas apenas um deles foi titular: o zagueiro Celso. Outros dois estavam relacionados: o Walter Casagrande, craque ex-Corinthians, que não entrou em campo aquele dia, e Juary, que brilhou pelo Santos. O adversário, o peso-pesado Bayern de Lothar Matheus e Andreas Brehme (e do meio-campista Hansi Flick, atual técnico da seleção alemã) era jogo duro.

Ludwig Kögl marcou o primeiro gol do jogo para o Bayern de Munique ainda no primeiro tempo, mas a virada viria no final do jogo. Aos 32 minutos, o craque argelino Rabah Madjer empatou o jogo. Três minutos depois, Juary, que já tinha uma carreira na Europa, entrou no lugar de Quim no segundo tempo e marcou o gol da vitória – e do título. Vitória por 2 a 1 do Porto, com assinatura brasileira.

1988: Wando pelo Benfica

PSV 0x0 Benfica (6×5 nos pênaltis)
Neckarstadion, em Stuttgart

A decisão de 1988 teve outro português, o Benfica, que tinha muito talento brasileiro ao seu serviço. Carlos Mozer, histórico no Flamengo, Elzo, ex-Atlético Mineiro e Chiquinho Carlos, ex-Flamengo, foram titulares. Nenhum deles era atacante e nossa lista é de atacantes. O brasileiro atacante que entrou naquela partida foi Wando, carioca de nascimento, que surgiu no Vasco e brilhou no futebol português.

Wando, que entrou aos 11 do segundo tempo, não conseguiu mudar os rumos daquele jogo. O empate por 0 a 0 no tempo normal e prorrogação levou a partida para os pênaltis. Wando não foi um dos cobradores das penalidades, que acabaram em vitória do PSV.

1994: Romário pelo Barcelona

Milan 4×0 Barcelona
Estádio Olímpico, em Atenas

Uma final europeia pesada aconteceu naquele ano de 1994. Romário era a estrela maior de um time histórico do Barcelona, o chamado Dream Team de Johan Cruyff, que já tinha sido campeão da competição – ainda sem o brasileiro – em 1992.

Romário vinha iluminado: marcou 30 gols em 33 jogos disputados em La Liga, carregando a equipe ao título. Na Champions, o brasileiro tinha dois gols, ambos contra o Spartak Moscou, em cada um dos confrontos entre os dois na fase de grupos.

Na final, porém, o que pesou foi a máquina do Milan. Contamos a história daquele jogo em detalhes aqui. Quem levou a taça naquele dia em Atenas foi o time que tinha Paolo Maldini, Demetrio Albertini, Roberto Donadoni, Zvonimir Boban, Dejan Savicevic e Daniele Massaro, comandados pelo técnico Fabio Capello. Massaro fez dois gols, Savicevic e o volante Marcel Desailly marcaram outros.

https://www.youtube.com/watch?v=_CUNfLxaDD4

2000: Sávio pelo Real Madrid

Real Madrid 3×0 Valencia
Stade de France, em Paris

Em 2000, o Real Madrid tinha no seu elenco um craque brasileiro, mas que atuava na defesa: Roberto Carlos já era destaque daquele time, que tinha conquistado a Champions League também em 1998. Mas como o foco aqui é em atacantes, vamos falar de Sávio, ex-Flamengo, que esteve entre os relacionados na final de 1998, mas não entrou em campo. Em 2000, ele entrou.

O Real Madrid foi dominante naquele confronto doméstico com o Valencia. Fez 3 a 0 com gols de Fernando Morientes, Steve McManaman e Raúl. Era o time do craque Fernando Redondo, capitão daquele time, e que já tinha Iker Casillas no gol. Sávio entrou no segundo tempo, aos 27 minutos, no lugar de Morientes, pouco antes do terceiro gol merengue. O então camisa 11 do Real Madrid não teve grande influência no jogo nos minutos que ficou em campo.

2001: Giovane Élber e Paulo Sérgio pelo Bayern

Bayern 1×1 Valencia (5×4 nos pênaltis)
San Siro, em Milão

Em 2001, a final da Champions League levou novamente o peso-pesado Bayern de Munique e novamente o Valencia. Dois atacantes brasileiros defendiam as cores bvávaras: o titular Élber e o reserva Paulo Sérgio.

Os brasileiros não conseguiram influir decisivamente no jogo. Aquele time do Bayern =, do capitão Stefan Effenberg, teve dificuldades contra o Valencia de Hector Cúper. Depois de um empate por 1 a 1, a disputa foi para os pênaltis, com vitória por 5 a 4 para os alemães.

2004: Carlos Alberto e Derlei pelo Porto

Monaco 0x3 Porto
Arena AufSchalke, em Gelsenkirchen

Uma final histórica entre dois azarões antes do começo da temporada. Não que o Porto não seja um gigante europeu, mas já vivíamos a época que os superclubes começavam a dominar o futebol europeu. Era o Monaco de Didier Deschamps, que tinha Patrice Evra e Ludovic Giuly contra o Porto de José Mourinho, que tinha dois atacantes brasileiros: Derlei e Carlos Alberto, além de Deco, brasileiro naturalizado português.

Deco e Carlos Alberto brilharam. Marcaram os dois primeiros gols do Porto na partida. O russo Dmitri Alenichev completou o placar, um passeio por 3 a 0 que significou o primeiro título de Champions de Mourinho. Carlos Alberto voltaria ao futebol brasileiro no ano seguinte, sem ter explodido como se esperava no futebol europeu naquela época. Deco, porém, atingiria novos picos atuando em clubes como Barcelona e Chelsea.

2005: Kaká pelo Milan

Milan 3×3 Milan (2×3 nos pênaltis)
Estádio Atatürk, em Istambul

Um dos jogos mais marcantes da história da Champions League teve a estreia de um atacante brasileiro. Kaká surgiu como um meia, mas no time de Karlo Ancelotti, era basicamente um atacante que acompanhava Hernán Crespo e Andriy Shevchenko. Ainda muito jovem, o brasileiro teve uma imensa influência no jogo e foi um dos grandes responsáveis pelo Milan ter aberto 3 a 0 ainda no primeiro tempo.

O primeiro gol veio com Paolo Maldini, após cobrança de falta do Milan. O segundo gol veio no final do primeiro tempo: Kaká arrancou pelo meio, como era sua característica, e abriu na direita para Shevchenko. O ucraniano cruzou rasteiro para o meio e Crespo completou para o gol: 2 a 0. O terceiro gol é pura magia de Kaká. Ele dá um drible de corpo lindo ainda antes do meio-campo e faz um lançamento preciso para Crespo. O atacante argentino finaliza com imensa categoria para marcar 3 a 0.

Aquele time do Milan tinha muito talento brasileiro. Dida e Cafu eram titulares e Serginho estava no banco, entrando no final do jogo. Kaká era o novato, mas estraçalhou na sua estreia. Pena para ele que o Liverpool voltou para o segundo tempo com a faca nos dentes e empatou o jogo em 15 minutos. A disputa iria para os pênaltis, que terá a participação e Serginho desperdiçando a sua cobrança e Kaká marcando. No final, vitória do Liverpool por 3 a 2. Contamos a história detalhada daquela final em 2015, no aniversário de 10 anos.

2006: Ronaldinho pelo Barcelona

Barcelona 2×1 Arsenal
Stade de France, Paris

A final da Champions League de 2006 foi a consagração de Ronaldinho pelo Barcelona. Menos pela final, mais pela temporada. O craque da camisa 10 esteve em campo com outros brasileiros: Edmílson, volante do Barça na época, e Juliano Belletti, que acabaria decidindo aquele jogo de forma inesperada. Sylvinho e Thiago Motta eram outros brasileiros relacionados naquela partida, mas não entraram em campo. No Arsenal, Gilberto Silva era uma referência no meio-campo.

Naquela partida, Ronaldinho teve sua participação importante. Foi dele o passe para Samnuel Eto’o sair na cara do gol, driblar o goleiro Jens Lehmann e ser derrubado. Ludovic Giuly até marcou, mas a falta já estava marcada e significou cartão vermelho para o goleiro alemão.

Mesmo assim, quem marcou foi o Arsenal. O craque e capitão Thierry Henry cobrou falta e Sol Campbell cabeceou para a rede.

Iniesta faria uma bela enfiada de bola que Henrik Larsson faria um passe de primeira para Eto’o empatar. O gol da vitória veio com participação novamente decisiva de Larsson. Ele achou um belo passe para Belletti entrar na área e finalizar por entre as pernas de Manuel Almunia e marcar 2 a 1. Gol do título, aos 35 minutos do segundo tempo. Ronaldinho eternizaria aquele período mágico.

2015: Neymar pelo Barcelona

Juventus 1×3 Barcelona
Estádio Olímpico de Berlim, em Berlim

Neymar disputou a sua primeira final de Champions League em 2015 e foi apoteótico. O brasileiro formava um dos grandes trios de ataque da história ao lado de Lionel Messi e Luis Suárez. Diante da Juventus de Massimiliano Allegri, que tinha Carlos Tevez, Paul Pogba e Andrea Pirlo como destaques, o Barcelona brilhou.

Logo aos quatro minutos, Ivan Rakitic marcou 1 a p para os blaugranas, mas Álvaro Morata empatou no início do segundo tempo. Luis Suárez marcou o segundo gol dos catalães e Neymar, já nos acréscimos, marcaria o terceiro gol, que fechou a conta. Aquele gol o fez ser artilheiro da Champions League ao lado de Messi e Cristiano Ronaldo, com 10 gols. Foi uma estreia espetacular do craque brasileiro, que escreveu o seu nome na história do Barcelona e da competição.

2018: Roberto Firmino pelo Liverpool

Real Madrid 3×1 Liverpool
Estádio Olímpico de Kiev, em Kiev

O Liverpool de Jürgen Klopp chegou à sua primeira final de Champions em 2018 e tinha um brasileiro na sua linha ofensiva: Roberto Firmino. Na sua estreia em decisões, o brasileiro não conseguiu fazer o time conquistar o título, apesar da boa atuação.

Em um jogo que ficou marcado pelas falhas do goleiro Loris Karius, o Real Madrid, dos brasileiros Marcelo e Casemiro, venceu por 3 a 1, com gols de Karim Benzema e dois de Gareth Bale, que entrou durante o jogo para decidir.

2019: Lucas Moura pelo Tottenham

Tottenham 0x2 Liverpool
Wanda Metropolitano, em Madri

Em 2019, o Liverpool voltava à decisão da Champions League depois da derrota em 2018. Outros brasileiros se incorporaram ao elenco de Jürgen Klopp. Não era mais a estreia de Roberto Firmino, mas era de um atacante no time adversário: Lucas Moura. O atacante tinha sido o grande nome na classificação dos Spurs à final da Champions com seus três gols contra o Ajax em Amsterdã. Mesmo assim, começou aquela decisão no banco de reservas.

Lucas entrou em campo aos 21 minutos do segundo tempo, quando o time já perdia por 1 a 0, gol de Mohamed Salah logo no começo do jogo, em um pênalti. O belga Divock Origi marcaria o segundo gol já no final para decidir a partida. Lucas, apesar do ótimo desempenho na fase anterior, não conseguiu mudar o curso do jogo, embora tenha entrado bem na partida.

2020: Philippe Coutinho pelo Bayern

PSG 0x1 Bayern
Estádio da Luz, em Lisboa

Um atacante brasileiro que tinha estreado bem buscava o seu segundo título na competição: Neymar. Agora com a camisa do PSG, ele tentava carregar a equipe à sua primeira taça do principal torneio da Europa. Só que foi outro atacante estreante em finais que acabou ficando com a taça, ainda que sem ter grande influência no jogo: Philippe Coutinho.

Emprestado pelo Barcelona, ironicamente ele marcou gols contra o clube com o qual tinha vínculo na semifinal, na goleada por 8 a 2 sobre os catalães que marcou um dos pontos mais baixos da história do clube na competição. Na final, Coutinho ficou no banco, como foi costumeiro naquela temporada. Entrou aos 23 minutos do segundo tempo, quando o time já vencia por 1 a 0, gol de Kingsley Coman – ironicamente, formado na base do PSG.  

2021: Gabriel Jesus pelo Manchester City

Manchester City 0x1 Chelsea
Estádio do Dragão, no Porto

A Champions League da temporada passada teve mais uma estreia de atacante brasileiro: Gabriel Jesus. O jogador começou no banco de reservas na final contra o Chelsea, em uma partida que teve dois brasileiros como titulares em seus times, um de cada lado. No Manchester City, o goleiro Éderson. No Chelsea, o zagueiro Thiago Silva.

O gol da vitória do jogo veio aos 42 minutos do primeiro tempo, com lindo passe de Mason Mount para Kai Havertz marcar. Gabriel Jesus entrou no segundo tempo no lugar de Kevin De Bruyne, mas não conseguiu mudar o rumo do jogo. O campeão seria mesmo o Chelsea.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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