Champions League

Ceferin critica falta de ação de torcedores espanhóis e italianos contra a Superliga: “Não fizeram nada”

Enquanto torcedores ingleses se uniram à guerra contra a Superliga, presidente da Uefa criticou a falta de ação de espanhóis e italianos contra a ideia, que ainda têm clubes dos dois países

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, criticou a falta de ação de torcedores italianos e espanhóis contra a Superliga. O dirigente lembrou que quando o projeto foi anunciado, foram os torcedores ingleses que se colocaram firmemente contra e ajudaram a fazer a ideia ruir 48 horas depois do anúncio.

Quando a Superliga foi anunciada em abril de 2021, tinha 12 clubes membros, mas a iniciativa logo ruiu com a forte resistência mostrada especialmente por torcedores ingleses. A ideia foi do anúncio à implosão em 48 horas. Grande parte da resistência em relação a torcedores veio da Inglaterra, país que tinha seis clubes membros da Superliga.

Torcedores de todos os clubes envolvidos, Chelsea, Arsenal, Tottenham, Manchester City, Manchester United e Liverpool foram contrários à ideia e demonstraram isso claramente. Outros clubes na Inglaterra também se manifestaram, assim como seus torcedores. Alguns times chegaram a entrar em campo com os jogadores vestidos com uma camisa “earn it”, ou “mereça”, em tradução livre, referência à ideia de um clube fechado que a Superliga queria criar.

Em entrevista ao jornal Tuttosport, que é de Turim, onde fica um dos clubes que ainda resiste e defende a ideia abertamente, a Juventus, Ceferin voltou a fazer críticas. “A Superliga acabou. Há aqueles que estão tentando satisfazer os seus egos um pouco mais, mas nunca poderia funcionar de qualquer forma. Quando eles entraram em guerra conosco, os torcedores ingleses nos ajudaram, enquanto os italianos e espanhóis não fizeram nada”, afirmou o presidente da Uefa.

“Não precisamos dos torcedores alemães ou franceses porque os seus clubes não estavam na competição”, continuou ainda Ceferin, em referência a Bayern de Munique, Borussia Dortmund e PSG, que não chegaram a fazer parte dos 12 membros da Superliga.

Ceferin ainda defendeu a Champions League. “É a minha competição favorita. O jogo entre Manchester City e Real Madrid foi a melhor propaganda para a Champions League. É um mundo diferente”, analisou o dirigente.

O presidente da Uefa ainda foi perguntado sobre um rumor recente que a Uefa estaria estudando acabar com os jogos de ida e volta nas semifinais da Champions League para fazer uma espécie de “final four”, com os quatro semifinalistas jogando em sede única a semifinal e a final. Algo similar ao que aconteceu para terminar a temporada 2019/20, por causa da pandemia, em uma fase final em Lisboa.

“É uma boa ideia, mas você perde alguns jogos. Você não joga em casa e fora e há menos jogos para os detentores dos direitos de TV. É muito cedo para compartilhar novas ideias com a imprensa, mas há planos para o futuro”, admitiu o dirigente.

Por fim, Ceferin também comentou sobre a competitividade das cinco principais ligas europeias. “A Premier League é diferente, tem uma grande tradição. Há mais dinheiro, mas quando as competições europeias ficam mais fortes, há menos conversa sobre as ligas”, afirmou. “Bayern e PSG são dominantes, na Alemanha e França só esses dois clubes dominam. Na Itália há mais competição, mas os clubes não são financeiramente fortes”.

A Juventus é um dos três times que ainda se mantém ligado à Superliga, assim como Barcelona e Real Madrid. Os três continuam defendendo que a ideia é positiva para o futebol europeu e ainda têm esperanças que a ideia um dia chegará a ser colocada em prática.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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