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Benfica é valente, mas, mesmo se poupando, Liverpool avança sem (grandes) sustos

Klopp usou praticamente o seu time reserva em um divertido empate por 3 a 3 em Anfield que colocou os Reds na semifinal

Entre duelos contra o Manchester City, o técnico Jürgen Klopp não hesitou e poupou quase todo os seus titulares para receber o Benfica em Anfield pelo jogo de volta das quartas de final da Champions League. Era um risco porque a vantagem de dois gols obtida no Estádio da Luz não era definitiva. Poderia desaparecer em minutos. Mas Klopp tem confiança em seu elenco e sabe o que esperar dele. Sem (grandes) sustos, o Liverpool empatou por 3 a 3 e enfrentará o Villarreal na semifinal para tentar chegar à sua décima final na competição europeia.

Houve algum momentos, raros momentos, em que o Benfica parecia perigoso. O principal deles foi nos dez minutos finais, quando Alisson fez grande defesa depois de o Benfica marcar duas vezes em menos de dez minutos para ressuscitar o confronto. Mas os ingleses nunca chegaram a ficar a uma escorregada de precisar disputar a prorrogação. Foi um risco calculado porque o calendário do Liverpool é brutal.

Após enfrentar o City pela semifinal da Copa da Inglaterra no próximo sábado, terá o Manchester United na terça-feira, depois o Everton. Dois dérbis sempre muito pegados antes de começar a semifinal contra o Villarreal. Era mesmo a melhor oportunidade de descansar alguns jogadores, em que pese a rapidez com que um confronto eliminatório pode virar de cabeça para baixo de uma hora a para a outra.

Ibrahima Konaté e Joel Matip, que costumam acompanhar Van Dijk no time titular, começaram jogando na defesa. Jordan Henderson liderou o meio-campo, com Diogo Jota e Luis Díaz no ataque ao lado de Roberto Firmino. Joe Gomez e Tsimikas, nas laterais, Naby Keita e James Milner, no meio-campo, completaram o Liverpool, com Alisson debaixo das traves. Nélson Veríssimo trocou apenas Rafa Silva por Diogo Gonçalves em relação ao time que havia perdido no Estádio da Luz.

Everton Cebolinha gerou o primeiro lance de perigo, com um chute venenoso de fora da área que foi abrindo até sair, perto do ângulo de Alisson, que não alcançaria de jeito nenhum. O Liverpool exercia uma certa pressão, sem necessariamente criar oportunidades claras de finalização. Jota saiu na cara de Vlachodimos após tabelar com Firmino, mas foi abafado pelo goleiro. O grego foi mais uma vez corajoso para sair aos pés de Milner e Firmino em cruzamento de Díaz na boca do gol.

Mas o Liverpool começou a encaminhar a classificação em uma bola parada. Tsimikas bateu o escanteio, e Konaté subiu alto para desviar de cabeça. Abriu o placar, como em Lisboa. O Benfica respondeu imediatamente, com uma linda cavadinha de Darwin Núñez, que foi anulada por impedimento. Vlachodimos barrou o míssil de Luis Díaz, e Vertonghen bloqueou uma cabeçada de Firmino, na boca do gol, em outra jogada de escanteio.

Gonçalo Ramos empatou o jogo, após receber nas costas da defesa em uma dividida entre Milner e Diogo Gonçalves. Grimaldo conseguiu um corte perfeito de carrinho para evitar que Luis Díaz marcasse antes do intervalo. Foi um dos momentos em que um gol do Benfica colocaria fogo na partida. Mas quem acabou marcando foi o Liverpool.

Começou com um passe de Keita entre a defesa para Luis Díaz, que não conseguiu o domínio. Vlachodimos saiu do gol para recolher, mas deixou escapar. Ainda assim, ficou com Vertonghen que, sabe-se lá por que diabos chutou para a esquerda da grande área de qualquer jeito. Jota emendou o chute cruzado, e Firmino apareceu na entrada da pequena área para completar.

Apelão, Klopp mandou três titulares a campo: Salah, Fabinho e Thiago. E parecia ter matado de vez o confronto, cerca de dez minutos depois, quando Firmino saiu nas costas da defesa para completar cobrança de falta de Tsimikas na segunda trave. O Liverpool tinha uma vantagem de quatro gols. Sadio Mané havia se juntado aos outros titulares em campo. O que poderia dar errado?

Resposta: bola nas costas da defesa. Em duas, o Benfica empatou o jogo, com Yaremchuk e Darwin Núñez mandando para as redes. Foram dois lances muito justos que exigiram revisão do assistente de vídeo, mas de repente o Liverpool estava novamente naquela situação em que um golzinho do Benfica colocaria fogo em uma partida que tantas vezes pareceu morta. E dessa vez, esse golzinho quase saiu porque Núñez mandou um chute venenoso no canto de Alisson, que fez grande defesa.

Mas parou por aí. O Liverpool conseguiu controlar os minutos restantes e segue vivo na briga pelo título de todas as competições que disputa.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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