Champions League

Benfica de Jorge Jesus complicou a estreia de Xavi como técnico do Barcelona na Champions

Empate por 0 a 0 foi para para o Benfica de Jorge Jesus, que quase venceu no final; Barcelona pega Bayern na última rodada e precisa vencer para não depender de outro resultado

O primeiro jogo de Xavi no comando do Barcelona na Champions League teve emoções, mas não teve gols. O empate por 0 a 0 com o Benfica em pleno Camp Nou não pode ser considerado um bom resultado, porque o último jogo dos blaugranas nesta fase de grupos será contra o Bayern de Munique, fora de casa, enquanto o Benfica pega o Dynbamo Kiev em Lisboa.

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Os dois times entraram em campo para o que era uma decisão. Especialmente para o Barcelona. Após perder o jogo do turno por 3 a 0, os blaugranas sabiam que precisavam vencer de qualquer forma para poder ficar em boa posição para classificar. Qualquer resultado diferente disso seria ótimo para os portugueses.

Xavi escalou um time com três zagueiros e um ala direito com característica de atacante: Yusuf Demir. Além disso, preencheu o meio-campo com Sergio Busquets, Frenkie De Jong e liberou Nicolás González e Gavi para encostarem no atacante Memphis Depay.

No Benfica, Jorge Jesus disse que o time iria até o Camp Nou para vencer. O discurso foi essa, mas o que se viu na prática passou longe disso. Em um dia muito chuvoso em Barcelona, o que vimos foi o time português lá atrás na marcação, em parte porque o próprio Barça os jogou para lá com o domínio da posse de bola, mas em parte por postura mesmo.

No primeiro tempo, o que vimos foi o Barcelona tendo a posse de bola, mas pouco conseguindo fazer com ela. O time armado por Jorge Jesus parecia preparado para lidar com essa situação e fechava os espaços, especialmente pelos lados do campo, para impedir que o adversário tivesse campo para correr. A melhor chance veio com Demir, que chutou colocado, na trave. 

Quem chegou mais perto de abrir o placar foi o Benfica, especialmente em um escanteio que Nicolás Otamendi colocou no fundo da rede. Só que a arbitragem marcou, corretamente, a saída da bola na cobrança de escanteio. A imagem da transmissão não deixou claro pela imagem que a bola saiu, mas depois surgiu uma imagem que mostrou a bola fazendo a curva por fora. De qualquer forma, foi por pouco que os encarnados não abriram o placar.

No segundo tempo, o Barcelona melhorou muito de rendimento. Manteve a posse de bola, como já acontecia no primeiro tempo, mas desta vez era mais incisivo e fez o Benfica sofrer mais. A pressão aumentou e Memphis Depay passou a participar mais do jogo, tanto recebendo no ataque quanto vindo buscar o jogo.

Dembélé, do Barcelona, marcado por Otamendi, do Benfica (Getty Images / OneFootball)

O Benfica praticamente abandonou o campo de ataque. Mal conseguia atacar quando recuperava a bola. O Barcelona ainda sofria para criar chances claras, mas seguia pressionando e passou a usar mais, e melhor, as bolas na área. A entrada de Ousmane Dembélé no lugar de Demir, aos 21 minutos, melhorou muito o rendimento da equipe. Atuando como ala pela direita, ele criou mais jogadas de perigo, com boas jogadas de linha de fundo.

Ainda assim, faltavam opções para o Barcelona no ataque. Aos 41 minutos, Xavi tentou tornar o time mais ofensivo tirando um dos três zagueiros, Lenglet, e colocando em campo Sergiño Dest para atuar aberto no lado esquerdo. A pressão seguiu e o goleiro Odysseas Vlachodimos precisou intervir. O Barcelona chegou a marcar um gol com Ronald Araújo, já nos últimos minutos, mas o tento foi anulado, corretamente, por impedimento. Um balde de água fria no Camp Nou.

No final do jogo, o Benfica começou a achar o espaço para contra-atacar, até porque o desespero tomou conta do Barcelona em busca do gol. Assim, foram algumas chances. A melhor delas foi incrível: Darwin Núñez recebeu no ataque, avançou em vantagem numérica para Haris Seferovic, que tentou um toquinho por cima do goleiro, a bola sobrou para ele mesmo completar, mas já pressionado, ele tocou de bica e mandou para fora, mesmo sem goleiro. Uma chance de ouro que classificaria o Benfica.

Ficou mesmo em 0 a 0. Com esse placar, os dois times vão para a última rodada precisando vencer. O Barcelona depende só de si, mas tem uma missão mais complicada: enfrenta o Bayern em Munique. É verdade que os alemães já estão classificados e podem até colocar alguns reservas, mas a dificuldade segue alta. O Benfica, por sua vez, terá pela frente o Dynamo Kiev em Lisboa e precisa vencer e torcer contra o Barcelona.

Um empate do Barcelona contra os bávaros combinado com uma vitória dos encarnados já é o bastante para classificar o time português e eliminar o Barcelona – empurrando o time para a Liga Europa. Isso porque os dois empatariam em pontos e o primeiro critério de desempate é o confronto direto – que foi vencido pelo Benfica.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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