Champions League

Bayern precisou se esforçar menos que no Mundial para golear a Lazio no Olimpico

A animada Lazio tinha pela frente um enorme desafio diante do cansado Bayern de Munique nas oitavas de final da Champions League. Todo mundo no lado dos azuis celestes falou que seria preciso um jogo quase perfeito para bater os atuais campeões. O jogo dos laziales passou longe de ser assim. Pelo contrário, as falhas defensivas foram clamorosas e os alemães, implacáveis, trataram de atropelar e golear por 4 a 1. O ritmo do jogo foi muito baixo, mais lento até que os jogos dos bávaros no Mundial de Clubes, que foram só razoáveis.

A saída de bola da Lazio foi sufocada. Lucas Leiva, que normalmente recebe para tentar distribuir de trás, não tinha espaços. Uma das estratégias para isso foi a escalação surpreendente de Hansi Flick. Ele colocou em campo Jamal Musiala, 17 anos, para atuar como meia central, atrás de Robert Lewandowski. É a posição que normalmente Thomas Müller ocupa, mas o jogador ficou fora da partida por estar com COVID-19.

O ataque dos bávaros era perigoso, mas pareceu que pararia no zagueiro Matteo Musacchio. Ele errou no recuo, pressionado pelo ataque adversário, deu no pé de Lewandowski. O polonês só tirou de Pepe Reina para rolar para o fundo da rede: 1 a 0 no Olimpico de Roma.

Foi o 72º gol de Lewandowski na Champions League, que supera, assim, Raúl, ex-Real Madrid, e se torna o terceiro maior artilheiro da história da competição. Ele fica atrás de Cristiano Ronaldo (134 gols) e Messi (119).

Aos 18 minutos, a Lazio chegou com perigo com Milinkovic-Savic, que invadiu a área depois de uma boa troca de passes e foi derrubado. Reclamou falta, mas o árbitro não marcou. Patric pegou a sobra, mas chutou para fora, mesmo sozinho. O lance foi anulado por impedimento, de qualquer forma.

Alphonso Davies aprontou das suas aos 23 minutos. Avançou pela esquerda com perigo, tocou para o meio para Leon Goretzka, que tocou rápido para Jamal Musiala. O meia, livre, de frente para o gol, chutou de fora da área, fora do alcance de Pepe Reina. Com 2 a 0, o Bayern criou uma vantagem muito confortável. Foi o primeiro gol do garoto, de 17 anos, na Champions League.

As coisas complicaram muito no final do primeiro tempo. Eram 41 minutos e Patric, pressionado, errou feio na lateral direita. Kingsley Coman tomou a bola e saiu em uma disparada braba, driblou para dentro, depois, tirou de novo da marcação, chutou forte e Reina defendeu. No rebote, porém, Leroy Sané estava ali, pronto para mandar para a rede e colocar 3 a 0 no placar.

O segundo tempo foi um martírio para a Lazio. Com menos de dois minutos, Leroy Sané foi lançado em profundidade, correu muito, fez o drible e depois cruzou para o meio. A bola tocou em Francesco Acerbi e entrou. Goleada no Olimpico: 4 a 0.

A Lazio ao menos conseguiu diminuir o placar logo em seguida. Eram quatro minutos quando Luis Alberto acionou Joaquín Correa, que driblou pelo meio e chutou para marcar o primeiro dos italianos: 4 a 1.

O ritmo foi reduzido depois disso. A Lazio já estava desanimada, não tinha muito mais o que fazer em campo e o Bayern já se poupava, cansado da maratona de jogos que vive. O retorno dos italianos ao mata-matada Champions passou longe de ser glorioso. Os bávaros conseguiram uma vitória com tamanha tranquilidade que transformaram o jogo de volta em um amistoso de luxo.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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