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Barcelona precisou do matador Suárez para virar para cima da forte defesa do Atlético

Algumas vezes, os jogos são exatamente como esperado. O Atlético de Madrid entrou em campo bem posicionado e sem dar espaços. Nenhuma novidade, já que o time é um dos que melhor se defende no mundo. E foi preciso exercer isso o tempo todo. O Barcelona tem um ataque que é mortal, com três jogadores acostumados a marcarem gols, se movimentarem e tabelarem com inteligência. Tudo isso foi visto em campo no Camp Nou, no primeiro jogo das quartas de final. E do ataque do Barcelona, quem se destacou foi Luis Suárez. O camisa 9 foi o autor dos dois gols de um jogo que teve gol de Fernando Torres, expulsão e defesa, muita defesa do lado visitante.

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Com o gol de Fernando Torres, aos 25 minutos do primeiro tempo, a história do jogo começou a se tornar complicada para o time da casa. Piqué saiu da sua posição para dar o bote e abriu espaço. Koke, rápido no pensamento e na visão de jogo, fez o passe para Torres infiltrar exatamente na posição do zagueiro e finalizar com força, entre as pernas de Ter Stegen. Um gol que deixou o Atlético de Madrid na posição que se sente mais confortável, se defendendo.

O primeiro tempo teve uma atuação do Barcelona parecida com a do clássico com o Real Madrid, no fim de semana. O time rodou a bola, jogou para um lado e para o outro, mas nada de conseguir os espaços que está acostumado.

A narrativa ganhou um fato importante aos 35 minutos. Fernando Torres, autor do gol, já tinha feito uma falta dura e tinha tomado o amarelo. Fez outra, menos dura, em Mascherano. O árbitro da partida, o alemão Feliz Brych, não aliviou: mostrou o segundo amarelo e o mandou para o vestiário, expulso. Uma expulsão compreensível. O problema é que o árbitro não conseguiu manter o critério. Pouco depois, Busquets fez falta dura, mas não recebeu cartão.

O Barcelona foi para o vestiário com a desvantagem no placar, mas o roteiro do segundo tempo não poderia ser mais previsível. Pressão massacrante do time catalão, com os colchoneros encurralados em seu campo, em parte por sua própria estratégia, em parte pelo jogo do Barcelona. As chances começaram a aparecer e ficou claro que o Atlético precisaria ser perfeito defensivamente para não sofrer o gol. Não foi.

Neymar já tinha acertado a trave em um chute perigosíssimo. Messi chutou com perigo para fora. O empate já parecia uma questão de tempo. Mais até: o empate já parecia pouco para o volume que o Barça tinha em campo. Com um a menos em campo, sem saída para contra-ataques, o Atlético de Madrid contava cada minuto para o fim do jogo.

Aos 18 minutos, depois de ver a bola girar de um lado para o outro, Jordi Alba teve espaço para finalizar dentro da área, chutou torto para o meio da área, onde a bola encontrou Suárez. O camisa 9, livre, tocou meio de canela para a rede. Ele nem comemorou: correu para dentro do gol, buscando a bola para correr em busca da virada. O uruguaio sabia da importância de vencer em casa.

Vieram mais chances. Viria o gol da virada nove minutos depois do primeiro gol. Em uma tabela com Daniel Alves, Suárez cabeceou para as redes e cravou 2 a 1 no placar. Um placar que, por tudo que o Barcelona fazia no jogo, parecia até inevitável. Só que nem assim o Atlético de Madrid se desesperou. Sabia que o placar, embora desfavorável, ainda era reversível. O Barcelona continuou tentando mais um gol, mas a defesa rojiblanca, ainda forte e bem armada, conseguiu se segurar até o fim.

O placar de 2 a 1 não passa nem perto de definir o confronto. O Atlético precisará vencer, é verdade, mas é um placar simples. O Barcelona também sabe que precisará manter o bom nível de atuação também no estádio Vicente Calderón para ratificar a passagem à semifinal.  Contra o Real Madrid, não jogou o suficiente para merecer um resultado melhor do que a derrota. Contra o Atlético sim. Jogou para vencer e os 2 a 1 até pareceram pouco, especialmente pelo que fez no segundo tempo. Tem tudo para ser um grande jogo na volta.

O primeiro gol do jogo, de Fernando Torres:

A expulsão de Fernando Torres: 

O gol de empate de Suárez:

O gol da vitória do Barcelona, também de Suárez:

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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