Champions League

A estatística do Atlético de Madrid que desmente o ‘otimismo’ do técnico do Barcelona

Rivais espanhois duelarão, na próxima terça-feira (14), por uma vaga na semifinal da competição continental

Após golear o Espanyol por 4 a 1 em LaLiga neste sábado (11), o Barcelona vira a chave e concentra todas as atenções na missão mais delicada da temporada: a remontada diante do Atlético de Madrid, pelas quartas de final da Champions League. Os Colchoneros pouparam seus titulares no torneio local e foram derrotados em casa para o Sevilla por 2 a 1.

No jogo de ida do confronto válido pela Champions League, disputado no Spotify Camp Nou, os blaugranas foram superados por 2 a 0 e agora precisam de uma vitória por, no mínimo, dois gols de diferença no Metropolitano para seguirem vivos na competição.

Mesmo com o confronto decisivo no horizonte, o técnico Hansi Flick optou por escalar jogadores importantes no clássico contra o Espanyol. A decisão, à primeira vista arriscada pelo curto intervalo de recuperação, acabou funcionando dentro de campo, sobretudo pelo desempenho sólido apresentado. Ainda assim, o desgaste físico será como um ponto de atenção para o duelo em Madrid.

— Temos dois dias para nos recuperar. No primeiro tempo, gerimos bem a partida e tivemos controle. Vamos lutar contra o Atlético de Madrid e acredito que não precisamos de um milagre para avançar. Tudo é possível no futebol. Depois do terceiro gol hoje [contra o Espanyol], fizemos o quarto logo em seguida. Precisamos de um jogo perfeito — afirmou o treinador em entrevista coletiva.

Confiante, Flick reforçou o discurso otimista, mesmo diante da desvantagem construída no primeiro confronto:

— O Atlético é um time fantástico, mas nós também somos. Vamos lutar por isso. Queremos as semifinais e sabemos que precisamos de uma atuação enorme da equipe — completou.

Hansi Flick pelo Barcelona
Hansi Flick pelo Barcelona. Foto: IMAGO / ZUMA Press Wire

Estatística do Atlético de Madrid na Champions dificulta sonho do Barça

Apesar da confiança catalã, há um dado que fica como uma sombra sobre o sonho da remontada do Barcelona. Sob o comando de Diego Simeone, o Atlético de Madrid se tornou um time muito forte em jogos de mata-mata da Champions League como mandante. Ao todo, são 18 partidas disputadas no cenário eliminatório em casa, com um retrospecto de doze vitórias e seis empates, sem nenhuma derrota.

O número ilustra não apenas a consistência da equipe colchonera, mas também a intensidade que costuma impor diante de sua torcida. No Metropolitano, o Atlético se transforma em um adversário ainda mais difícil de ser batido, combinando solidez defensiva com eficiência nos momentos decisivos.

Diante desse cenário, Hansi Flick sabe que o talento individual de seus atletas pode ser um diferencial; no entanto, a atuação coletiva precisará ser praticamente perfeita para que o sonho de voltar a conquistar o principal título da Europa aconteça O Barcelona não conquista a Champions League desde a temporada 2014-15.

Foto de Gabriella Brizotti

Gabriella BrizottiRedatora de esportes

Formada em jornalismo pela Unesp, sou uma apaixonada pelo esporte em geral, principalmente o futebol. Dentre as minhas paixões, está o futebol argentino e suas 'hinchadas'.

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